Ainda assim vou, mesmo que no fim esteja só, que me olhem com essa amarga face de dó, dando um nó em minhas memórias, expostas feridas nas marcas baratas que vestem este corpo imóvel, afago no copo encrustado de ideias, dizendo o não dito em silêncio, sufocando a minha mania de querer falar bonito, perdendo o tempo que prometi não perder, correndo quieto de braços abertos, na dor confusa que desmente os meus sentidos...
- Thiago Rafael
Visitantes
Sem ter o que parecer nobre.
Era fria aquela noite, no silêncio de suas quatro espiãs imoveis, encarava no escuro os móveis de velha madeira, uma hora inteira de reclamações tentando dizer a si mesmo o que as canções no fone de ouvido não diziam-lhe, espremido frustadamente tentou acolher-se em sua mente conversando consigo mesmo, mesmo que parecesse loucura, parecia-se bem mais uma cura confiar em si mesmo mais uma vez, calmo deixou-se alcançar-se pela inquietude das primeiras horas do dia, esvaído de alegria caminhou entre os cômodos, sufocado pelo incomodo que o silêncio fazia ao ecoar seus passos, estalos e quebradiços desejos, hora fome outra sono, fez-se outra noite vitima de seu próprio abandono, deixou-se dormir ainda a tarde acordando outra vez nas primeiras horas do seguinte dia...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Cem voltas.
Por mais que vivamos esses curtos momentos líquidos, mesmo que os fluidos do encanto se percam em cada canteiro de brigas, a nossas voltas e idas são menos dolorosas que a definitiva partida, esvai a saudade o acolher dos teus lábios, são rasos leitos onde confio me debruçar, encarar-te ao claro sol do dia, depois de intensa madrugada fria, tratar com alegria o que podia ser tristeza, vinda madrugada lenta sob o som da natureza, sem mais frieza entre os braços que envolvem e o colo calado que socorre o sono que acolhe o meu desejo de chegar...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Entre o peito e a lamina.
Saudade dos dias frios, dos abraços quentes, ardentes lábios e dentes a deslizar por tuas costas nuas, ruas repletas de risos meio a um carnaval de emoções, sensações desenfreadas após penetrada a espada em meu coração, pouco afiada e traços de ferrugem, finas palavras que iludem o pobre homem que perdeu-se dentro de mim, dando fim a imensidão que era o coração instantes antes de chorar por ti...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Outros meios para outros fins.
Entre os córregos da avenida saudade, na escuridão das ruas pouco iluminadas, palavras laminadas a perfurar o peito, deixando marcas por todo o caminho, abrigo outrora chamado de ninho, foi-se o prazer de provar o vinho, o cheiro do perfume num fim de tarde, sentir a areia entre os dedos dos pés, tirou-me o que havia de mais precioso, emprestou-me um semblante sem vigor, uma vida sem gosto, em mim habita uma tristonha face, ei de viver sob um disfarce, desfazer-me em lagrimas de alegria é um luxo do qual jamais provaria, entreguei-me então a natureza de ser tristonho, o sentimento de abandono tornou-me o que sou, onde vou é um mistério, deixo meu sorriso estéreo falar por mim...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Prematura despedida.
Então do peito caiu a lágrima, lá fora a chuva molha o rosto, tuas marcas e farsas desfazendo-se, invertendo-se em laminas a perfurar meu coração, tirou-me o riso, o infinito que era sorrir, tranco as portas da minha face tristonha, trago a todos o meu ilusório sorriso, serei melhor visto e deixo-me chorar depois, dentre as mesmas paredes expectadoras de prazeres em outrora, uma breve história resumida na palavra tristeza.
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Primeiros segundos.
Tarde mas lá fora o sol nascia, pela brecha da porta a luz do dia surgia, meus cansados olhos encaravam tal mistério, meu estéreo sono que não me alcançava, já não mais importava pois até os segundos pareciam lentos, o pouco vento a adentrar resfriando minha pele, acelerados batimentos numa corrida contra o tempo, movendo-me de um comodo ao outro enquanto do outro lado da cidade, desfrutando de minha extinta felicidade, seus olhos brilhavam no alcançar das estações, eu por outro lado desfazendo-me das emoções que me levam até você...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Becos e ecos.
Cá entre meus cansados dedos, a pluma e a tinta aos poucos manchando o amarelado papel, transparentes emoções quase tão quanto véu, no céu a lua encara-me com seu tristonho semblante, semelhante ao meu quando frente ao seu olhar estou, observado pela inquietude de nossas quatro paredes de segredos, intocáveis desejos que nem mesmo o tempo conseguiu as linhas borrar, um despertar nostálgico quase tão trágico quanto o naufrago de um imenso navio, meus batimentos ecoando madrugada afora, mudos ou sussurrantes pois além de ti ninguém mais ouviu...
- Thiago Rafael
Desenfreado sussurro.
Nessas idas e vindas indecisas do meu coração, ponho-me obrigado pelo medo a seguir na contra-mão, frias palmas no entanto firmes, nostálgico pensar ao encarar o bater de asas de um beija-flor, ternura e dor misturadas sob o efeito do ardente sol sob a pele, uma veste que não me cabe, por muitas luas afoguei-me em minhas próprias lágrimas implorando a vida que tudo se acabe, traiçoeiro desejo, vejo-me num caminhar de passos rasos e lentos, indo contra o vento a lugar nenhum, a procura do nada recheado de vazios termos, no peito a bagagem que não comporta mais sentimento algum...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Meios para um fim.
Carne e unha cravadas sob a pele imunda, o suor a escorrer pelo maltratado rosto, na boca o salgado gosto, oposto sentimento de segundos atrás, leve-me pois pesado estou, hoje o que sou metade perdeu-se a caminho daqui, a maior parte sob o efeito de lágrimas marcando uma estrada a qual me perdi, sorrir prometi mas torna-se difícil cumprir sem ter você aqui...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
De passagem.
Longe de mim paixão, que tu não me encares vindo em contra mão, teus olhos são negros e tua boca vermelha, não te atreves a semear amor por este caminho, meu coração é um ninho de boas emoções e se decidires partir, cá ficarei outra vez na solidão...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Do que seria apenas ser.
Ainda que eu caminhe só, sob o sol sozinho existe um ninho de universos, meu peito inverso perde-se entre os tantos versos manchados de sangue, errante e brilhante olhar que me envolve nas tuas armadilhas, atraentes trilhas que não levam-me a lugar algum...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Outros meios sem fins.
Enquanto lá fora chove, aqui dentro o chão se molha, as lagrimas que em meu rosto escorrem, são meros fragmentos de um sofrimento opcional, um final tristonho de uma história feliz, há quem diz que é preciso morrer de amor, se não há mais espaço para a dor que não se ausenta do peito, desenfreado sentimento, alimentado pelos sangrantes batimentos de um exausto coração, envelhecido, espremido num canteiro vazio chamado solidão...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Linhas turvas.
Na noite calada ouço o miar dos negros gatos sob o telhado molhado, o soar das telhas movediças brotando canções funestas que interrompem e ecoam madrugada afora, embora cá entre quatro paredes cúmplices de meus segredos, encaram meu estranho jeito de viver, de ver e ouvir o que tens a dizer, fazer o que o coração mandar, sonhar até que o nascer do sol interrompa o curto descanso destes olhos, exaustos de tanto encarar-te, moldando seu jeito de ser, transformando em versos o que de mais belo possa haver, linhas sob uma visão turva, cuvas que me levam até você...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Sentidos silenciados.
Clama na luz clara que ilumina a cama, refletindo o cair de lagrimas sob o leito de perdidas chamas, ex-amores dividindo o recanto de sonhos, entregues ao abandono de um encarar de costas, opostas faces expostas ao silêncio torturante das infinitas madrugadas, olhos aflitos, bocas caladas e no corpo o desejo faminto de voltar pra casa...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Metades de um pedaço.
Sopro vindo do nada, soprando a imensidão do nada que nos consome, um monte de nada que soprou distante, uivando como trovão num fim de tarde, a dor que invade o nada que em mim habita, quase tão cruel quanto a luz que me ilumina, que me anima quando triste quero ficar, cruzar os braços e estar onde eu não quiser, em pé pois sentado dói menos, mesmo que doer seja a pior parte de mim, teimosamente irei e terei de vim, caminhando em círculos finitos preenchidos por esta dor vazia que de longe parece não ter fim...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Espaço, tempo e nós.
Em cada verso me cabe, onde me cabe, cabe você, cabe nós dois sob o sol nascer, cabe dizer que entre nós cabe mais um, mais dois, cabe um plural vindo de ti, de mim, cabe o que de bom possa viver, viver até que tudo se acabe...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Dois lados.
Meiga morena de olhos escuros, teu mundo é claro tanto que reluz, tua simpatia simples a cultivar simplicidade na cidade capital do teu eu, a parte de ti que não se afeta, que não se nega sempre prestes a se permitir, dois lados de uma mesma moeda, uma ceta a apontar o meio de se viver mais feliz, mas a dias em que o vidro da janela embaraçado fica e o seu sorriso desfaz-se como desenho borrado pela chuva num dia ensolarado...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Entre passagens.
Calaste-me mas não fiqueis em silêncio, fez teu medonho império o meu sorriso moribundo, vagabundo e órfão sentimento, maldoso desejo movido pelo negro vento, uma cortina de fumaça em meio a selva de pedra, encarando meus frágeis vestígios frente ao quebrado espelho, vejo que tão pouco sopro de vida me resta, cá cabisbaixa encarando o café a tanto já gelado, do outro lado vizinhos fazem a festa, é chegado um novo ano e meu canteiro de memória sucumbe ao desengano de outrora festiva, quando jovem nas minhas idas e vindas, furei o sinal vermelho na curva de encontro a razão, fui pego no desespero, no aconchego de um acelerado coração, alheio e tão empoeirado, deixando facilmente um rastro ao deslizar meus olhos por suas morenas curvas, olhos profundos e negros, um estranho sombreado encantador, o seu bocejo quase causou-me uma dor, vir-me sorrir e peguei-me no sono soletrando a palavra amor, mas o silêncio é breve e nas madrugadas as horas são apenas segundos, logo vir-me regressar ao mundo, onde o sol no céu não impede que da noiva o véu com a chuva seja molhado...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
A espreita.
Dois passos para alcançar a claridade de sua varanda, pássaros para cantarolar em sua manhã, o divã era pouco perto do curto segundo que sentiu o ultimo sopro de vida, uma viagem só de ida ao concreto de sua calçada, acostumada a ser o palco de tantos suicídios, amigos tantas vezes tolos mas de bom gosto afinal, naquele casebre de madeira velha tornou-se matinal a véspera de um funeral, final de tarde de céu avermelhado, negros gatos a choramingar no telhado e eu do outro lado da rua vejo a vida com o mesmo gosto amargo...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Passageira.
Nem só de embriagues sobrevivem os rasos horizontes do teu olhar miúdo, teu rosto pequeno quase tão curto quanto teu sorriso, espremido no esboço de felicidade que rabiscas ao deparar-te com um qualquer a chamar-lhe carinhosamente, as confusões que afrontam tua mente fazendo-lhe cansada ficar, escondem-se perfeitamente por trás da simplicidade do teu lento caminhar, o desejar mais que profundo, migrar para outro mundo, sem vestígios de saudade levar...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Teu ninho.
Em teus olhos vejo o gosto da arte, disfarce para tantas tristezas que afrontam teu sorriso, motivo o qual em noites chuvosas quando desejara o paraíso, tens teu bocejo interrompido pelo trovejar, mesmo saboreando o gostinho do frio, acorda-te no meio da noite o relampear, teu cobertor torna-se pequeno pois expõe teus pés, cobrir o céu dos teus cabelos, deixando molhar o solo enrugado de teus dedos, tocando uns aos outros desejando não ficar sozinhos, enche-se de lagrimas teus olhos ao encarar com sensibilidade o teu ninho, tristonho aparente, que cabe tanta gente, mas tornou-se com as feridas ser apenas o teu mundinho, mudo e pequenino, ninho de um passarinho só...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Deves partir.
De longe trás o vento mentiras que mal cabem-me no peito, afronta-me este teu jeito teimoso de envolver-se no meu leito como se teu fosse, ofuscar com tuas maldades o deleite da minha alegria, falsa identidade de quem diz-se por tantas vezes embriagar-se de amor, mas ilude-se quem com a cor dos teus olhos desacredita que provar de ti só vos trará a dor, bem fazes um favor ao partir pois seja lá onde tenhas de ir que parta o quanto antes, minha estante de sorrisos precisa ser renovada e meu peito tornar-se abrigo de uma outra namorada...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
De malas prontas.
Vejo-me enrugado, espremido como objeto já não usado, em meio aos empoeirados que compõe o teu asilo de memórias, idosas passagens de tua vida que outrora a motivara, hoje tristonha encarando o bater das águas num fim de tarde, buscando no silêncio interrompido pelo sopro do vento, encontrar neste momento alguma verdade que traga-lhe algum sentido, sem egoismo, sem desejar o paraíso, querendo apenas um alguém para servir de abrigo, um ombro amigo para deixar de chorar sozinha, migrar de lar pois já não aguenta viver ao lado da solidão, esta insuportável vizinha...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
O partir das rosas.
O que te aflige já não mais me cabe, bem sabes que a verdade não me fere, não sou de ferro mas meu coração de aço não enferruja, não enruga a pele, não recolhe a tristonha face que vestes, mal cabe a mim a ilusão maldosa que por causa tua mandei embora a felicidade, embora nem mesmo a idade que já me persegue, seja esta capaz de deprimir-me bem como diariamente o mal que teu ilusório sorriso me trás, o único bem que me faz é contar os dias que ao degustar como caviar em mesa de pobre e o nobre a se lambuzar na sua privacidade, cá fico entre as quatro paredes que me cercam preso como peixe na rede prestes a compor o cardápio de um botequim qualquer, serei eu só mais um espaço ocupado num terreno cercado de tantos outros que disseram adeus ao mundo que não os coube, tão deprimente fim este meu, mas enfim serei eu algum dia alguém cujas lagrimas dirão bem mais que sorrisos e mesmo num semblante aflito caberei tão justamente quanto o sentido da palavra amor ao que dediquei-me com tanto ardor todos estes anos cultivando flores para aqueles que partem e aos apaixonados que em outrora igualmente iram chorar por não mais ter alguém ao seu lado...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Tesouro.
Trago pra ti meus lemes e minha canoa, a minha saudade que de tão boa no mar irá te confortar, o meu sorriso que de tão caloroso te roubará o frio, meu olhar sincero para te dar a vontade de voltar pra casa, mas não partires com pressa, vai devagar com esta jangada, só não joga o que é teu no meio do oceano, pois eu terei de ir buscar o pedaço de mim mais precioso, teu coração no fundo do mar, o meu maior tesouro.
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Marinheira.
Marítimo sorriso no luar profundo, vagante no meio do mar, a imensidão do oceano não mede, o tanto que tenho pra te falar, contar sobre os vestígios frágeis que possam surgir no meu olhar, brotar quem sabe palavras em meio ao silêncio de meus lábios, molhar os olhos alheios de quem insista encarar, este semblante teimoso de quem por muitas luas insiste em te amar...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Linhas de outrora.
Sem que eu pudesse pensar nos segundos próximos que não pude ver chegar, o alcançar da luminosidade do luar num fim de tarde onde a vermelhidão do céu anuncia o partir do sol, sozinho desnorteado entre as linhas de um caderno de páginas já amareladas e tantas já rasgadas frutos de rabiscos que se foram junto as pessoas que por aquelas linhas cheias de sangue e lagrimas passaram, deixando em mim marcas de um passado cujas memórias ferem-me igualmente bem como em outrora futura fizera outro alguém chorar...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Tolices.
Bem como um esforço na ultima nota, meu sopro silencioso alcançou-lhe o ouvido num sussurro tímido dizendo-lhe coisas, estejas cujas batidas de meu coração perderam-se no ritmo desenfreado, no intervalo diferindo o certo do errado, inibindo qualquer aparente desejo, procurei-lhe dizer de um carinhoso jeito, que sob o meu leito de sono seu beijo anseio roubar...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Sol de um passarinho só.
Os primeiros rastros de sol por debaixo da porta já surgiram em meu quarto, lá fora os pardais anunciam o raiar de um novo dia, de seu canto mesmo suavemente trovejante não me permite diferir se são de tristeza ou de alegria, cá fico a me iludir ao pensar que pelo seu bater de asas teimosas trás-lhe a condição de felicidade, talvez sejam apenas os próximos segundos reflexivos de alguém cuja idade vai sendo alcançada conforte as madrugadas se tornam dias e a alegria deixou de ser rotina, entregue a uma certa monotonia tantas vezes prazerosa me guio aos tropeços de encontro ao conforto do lençol onde deito-me só, deste jeito dia após dia vou aceitando a condição de que meu peito deixou de ser tido como lar e que o passarinho que ansiava sua presença em meu ninho bateu asas para outro lugar...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Ninho.
Sentado a beira de um caminho que trazia-me nostálgicas lembranças de outrora sorridente, de um tempo em que a gente se via no reflexo da nossa alegria tatuada na transparência das águas claras, houve instantes em que até o rio sorriu para nós, enamorado bem como eu sempre que a ouvia interromper o silêncio com sua voz, leve e suave melodia que provocara a alegria dos canários em plena luz do meio dia, a margem da sombra de uma arvore já quase sem vida, seus galhos secos quando balançados pelo vento mesmo que fraco mas ainda assim era teimoso, quando todos os pássaros dali partiam, mesmo quando a grama não estava verde, ali retornava sozinho na esperança de resgatar nas lembranças as sensações que trazia-me o teu carinho...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Sentimento escravizado.
Frente aos segundos que tornei-me escravo da luxuria de nada fazer, cruzei os braços e num gesto amargo encarei o sol numa frustrada tentativa e invocar uma possível coragem, mas de que me valeria se nada quero, nada espero ou me motiva, enamorei os últimos segundos de sol na pele e retornei ao meu abrigo de falhas reflexões, deitado a margem do espelho que reflete a minha honrosa preguiça, inibida de qualquer julgamento, tornei eterno aquele momento deliberando a mim em silêncio as ordens que partiram do meu corpo gritante, gozando da amplitude que mal cabe na minha vontade extensa de esquecer que no amanhã ao nascer do sol quebraria outra vez minha promessa pois não sei viver sem você...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Sob um estranho olhar.
Entre as vielas desta chama chamada saudade, em meu peito mal cabe a verdade que me invade, o deslize que falece a minha notória ansiedade, o ofusco brilho no olhar imaturo, o musgoso toque no arrepiar dos pelos mais íntimos, insisto no instinto errôneo que afoga-me em anseios, devaneios que consomem-me o folego bem como quando ligeiro caminho em direção ao leito do teu abraço, o afago que perturba-me os sentidos deixando-me incontáveis vezes aflito por cansado estar de tanto chorar, teimoso bem como sou volto a caminhar sob os trilhos desta distinta e destilada angustia, descendo-me goela abaixo bem como gole caprichado de um ego passado a muito enferrujado, encaro-me perdidas vezes frente ao espelho e o desprezo que me toma ao degustar o que vejo é quase tão asqueroso quanto o sangue que corre em minhas veias, velharias decoram a minha estante de memórias postas a venda, enquanto cá de olhos vendados caminhando na contra-mão da vida esperando que do fundo de teu cansado coração me entendas...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Por trás do reflexo.
Se faz necessário usufruir do teu sorriso, abrigo este que em outrora trouxera o conforto de um colo amigo, a suavidade dos dedos ainda enrugados a deslizarem em meu couro cabeludo, refletidos errôneos olhares sob o busto esbranquiçado na ausência do sol, só cá estou a me afogar no mar de memórias gélidas que me camuflam enquanto rodeado de estranhos que teimosamente tentam me decifrar, mesclar minhas aparências condicionando-me a um formato de humano reciclado composto e recheado de ausentes unicidades, mal sabem da verdade extensa que não cabe na palavra saudade, cá fico eu na vontade de rever-te e sentir outra vez as caricias que em outrora você me fez...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Perpetua.
Lentamente vi sua mão já tocada pela velhice dirigir-se até a penteadeira de madeira antiga ainda envernizada, a ponta de seus dedos deslizando suavemente entre as linhas daquele objeto recheado de memórias, tantas quanto as que tomavam-na nas rodas de conversa no barzinho o qual aventurava seus últimos sopros de juventude, a tardia alegria era notória ao chegar a luz do dia, seus passos lentos forçados pelo desejo de descansar o pouco sustento ósseo que seu corpo contia, sentada no fim de tarde a margem de uma alheia calçada, degustando a tagarelice das vizinhas também tomadas pelo tempo, convites recusados para aniversários de mesma idade, a verdade é que queria sentir-se perpetuamente jovem mesmo nos seus últimos instantes, beijando um homem de meia idade momentos antes de seu coração bater asas, deixando com sua ausência muito mais que lembranças numa fotografia, a alegria no coração de quem ao seu lado gozada de sua incansável felicidade...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Outras faces.
Eram poucos os segundos que restavam-me naquele fúnebre instante, as silabas cortantes de cada palavra por teus lábios lançadas de modo sussurrante, os negros olhos refletidos no espelho e a pouca luz a confundir-me os sentidos, gaguejante e inibido de arrependimento, por um momento vir-me objeto de sua estante de ilusões, um troféu recheado de negras memórias, as melodias que se formam no cair das lágrimas sob a mesa de madeira, a trêmula xícara de café a tanto já gelado, os rastros da maquiagem em sua face despindo todo o disfarce que durante anos acolheu a nós dois, podíamos seguir adiando este momento para depois, mas ambos os corações exaustos de tanto encarar-sem-se no espelho e forçadamente evitar o fim perpetuando aquela tristeza tão presente quanto outras emoções...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Apagar das luzes.
Do lado de cá ouço ao longe as batidas de um coração quase sem vida, o vasto lago de sangue que se expande a medida que os segundos passam, rastros que se apagam antes do alcançar do horizonte, vitima de um sentimento que não sabe-se vindo de onde, esvaindo a pouca vida que restara em um homem cujos momentos tiraram-lhe o sorriso, motivo o qual fazia-o seguir, agora sem ter onde ir vejo em minha frente este semblante falecido cuja expressão no rosto terá dito que morrera feliz por estar nos braços de um amor amigo.
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Funestos córregos.
Mastigando fragmentos singelos de um nobre sentimento, entre os intervalos de cada gotícula de chuva que caíra sussurrando melodias fúnebres nas escuras vielas de um telhado mal iluminado, festejos impróprios dominando o coração amargo, desleixado e inquieto, desejos incertos movem-lhe entre os cômodos vazios de seu corpo, deslizando as pontas de seus dedos sob a frieza dos moveis empoeirados, objetos esquecidos bem como as sensações que tomavam-lhe no passado, estranho gosto nostálgico quase perpetuo, eternizando o sofrimento de um homem mal amado...
- Thiago Rafael
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Apenas mais um dia.
Podia eu dizer ao mundo quais sensações neste instante envolvem-me, mas nem todos os corações se comovem e eu outra vez certamente choraria, não pela ausência de alegria mas talvez pela dor que me consome, prematuro homem a caminhar entre interruptos compromissos, vejo-me a beira de um sedutor abismo a convidar-me a solidão, tendo o sono interrompido no meio da madrugada chuvosa, atordoado pela sifônia medonha que o balançar das telhas me trás, prazeres felinos sob o alcance do meu olhar, enquanto em algum lugar por amor o coração chora, eu por outro lado choro em busca de alguém para amar...
- Thiago Rafael
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Sob duas rodas.
Dentro destes curtos centímetros que me cabem dividindo-me entre a vida e a morte, um instante mórbido e silencioso bem como o sussurro do sereno ao cair sob meus olhos manchados de lágrimas, estas estradas que me levam de um a outro lugar nenhum, cheias de curvas perigosas mas quase tão amorosas quanto as de uma mulher, alcançado pelo fim de tarde fico a merce de um disfarce dividido entre o amor e o prazer, movido pelo ronco e a gasolina ou pelo perfume de uma dama, similares sensações que me acolhem tanto na estrada quanto no calor de uma cama...
- Thiago Rafael
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Frente ao reflexo do meu semblante entre os cacos de um quebradiço espelho, percebo na nítida expressão de medo a inquietude em meu corpo quando te vejo, úmidos calafrios que fluem entre as linhas de meu rosto na transparente reação, um corpo inquieto e desenfreado motivado pelos acelerados batimentos de meu coração, sentimento vagante perdido entre a esperança e a razão...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
O achismo não define a natureza emocional de um ser, tão pouco a intensidade ou maneiras as quais exerce a sexualidade, ninguém me conhece e eu não conheço ninguém, para mim não existe maneira mais justa de se viver expondo-se com a verdade de que interpretar um personagem medindo doses de mentira para viver-se bem diante da sociedade...
Thiago Rafael.
Thiago Rafael.
Horas alcançadas.
Eram quase três da madrugada e no alto do céu cinzento os pingos ameaçavam trovejar, em seu birô ressecadas cascas de maçã decoravam a decadência de alguém entregue a sofrência, atenta a todos os detalhes ao seu redor fossem eles gigantescos ou o que houvesse de menor, ainda sentada em sua barata cadeira giratória já sem um dos apoios plásticos, equilibrou seus pensamentos sob o apoio restante e encarando sua estante observada atentamente os títulos de seus livros e os objetos que guardara memórias de cada passagem minuciosa de sua tão curta estadia em vidas que não mais pertencem-na, a lente embaçada de seu óculos ofuscava suas memórias mas deixou-se levar pela preguiça pois já havia sono em seus olhos, deitou-se deixando uma de suas pernas fora de seu leito permitindo-se sentir o suspiro gélido que o passar das horas lhe proporcionara, no alto do forro de gesso a frente de sua testa cheia de marcas de expressão havia uma constelação de estrelas luminosas quando entregues a escuridão, era uma de suas paixões deitar-se a margem das águas seja de qual fosse a forma e sua natureza, quando encarando o céu seu coração parecera uma fortaleza, rígido e impenetrável, protegido pelos laços que criara quando sozinha esteve diante das mais impensáveis necessidades, uma cruel verdade que nem todo alheio ouvido possui receptividade a sua história de vida, idas e vindas recheadas de perdas as quais nem mesmo as pedras do fundo de um precipício puderá imaginar, tendo entregue-se ao abismo de por tantas noites dar-se o luxo de em silêncio chorar, por não querer um colo amigo, por não ousar outro alguém incomodar, forçada pela vida a aprender que nesta estrada de mão única terá que ainda quando alcançada a idade desaprender a caminhar...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Neblina blindada.
Passadas as horas que me elevam corpo e pensamento, o momento mais mórbido de minha tristonha existência, negada pela vida minha única exigência, entreguei-me ao acaso, quase sempre embriagado vivendo a margem de uma decadente sobrevivência, quando sorria recordo-me ainda do gosto amargo da tristeza, hoje exilado neste império de solidão, a unica sensação que alcança meu corpo, é a frieza da madrugada ao tocar com os pés o gélido chão, na escuridão lá fora os pássaros da noite fazem a festa, enquanto encaram meu semblante moribundo, não haverá outro alguém neste mundo, mais tristonho que eu, nos últimos segundos não importei-me quem comigo ganhou ou perdeu, tudo que sei é que as emoções restantes, quando encarei nossa fotografia na estante, tudo em mim morreu...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Exílio.
As vezes eu tenho a impressão de que já senti tudo que nesta vida eu poderia ter sentido, que eu devia sentir, sinto que a maior parte das sensações que me tomam são apenas emoções revividas e nenhuma delas seja inédita, penso se não viver algo novo seja o que eu realmente precise para encarar dias futuros ou se esse vazio que me toma tantas vezes no silêncio da madrugada, se este é um desejo incabível em mim de viver algo inexplicavelmente novo, algo que talvez ninguém em toda a existência da humanidade jamais tenha tido o prazer de vivê-lo, talvez seja por isso que me aventuro tantas vezes a despir-me em outros braços tendo em cada um destes um pedaço de mim deixado, certamente algum dia já não haverá nada mais de mim pertencendo a este corpo que carrego tantos fardos, chegará um dia que talvez eu me torne a pior parte de mim, a sombra daquilo que antes repudiava, não sei ao certo o que posso esperar mas quero ter somente a coragem de fazer um único pedido a quem por ventura de algum efeito desta vida acabe gostando do que restou, que este alguém tenha os devidos cuidados para que não toque em mim as tantas expostas feridas, não sei o que será de mim caso isso aconteça, não quero se quer pensar, mas enquanto me encaro no espelho vejo que é compreensivo a imagem que meu semblante carrega, perdi uma grandiosa parte de mim, talvez o que houvesse de melhor desdo instante em que me conheci, quando olhei-me pela primeira vez com outros olhos e me entreguei a alguém que sem duvida hoje ao menos se quer lembra-se do meu nome, do homem que eu era quando nos vimos pela primeira vez, eu por outro lado ainda recordo-me e até posso sentir os carinhos que me fez, as primeiras palavras ditas, a primeira lágrima de alegria, eu gostaria que algum dia tudo isso pudesse desaparecer, só assim quem sabe eu pudesse outras emoções descrever...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Fragmentos noturnos.
Depois de ter o sono interrompido pelo desejo interrupto de meus pensamentos nestas palavras desabafar, vejo-me sem mais encontrar inspirações que me levem de encontro a algum lugar, um pensamento qualquer que por um instante se quer daqui me tire, pois os tantos metros quadrados deste quarto já são minúsculos diante da imensidão de sensações contidas em mim, penso se esta tormenta me acompanhará até meu fim ou se por ventura do destino eu tenha um outro caminho, mas creio que cedo ou tarde por ventura da verdade este seja um fardo que só cabe a mim carregar, esteja onde eu estiver para os pensamentos que me cerca não importa o lugar, logo estarei outra vez descrevendo o que alguém me fez ou onde eu gostaria de estar...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Rimas superficiais.
Questionou-me porque sou tão fascinado pela escuridão, respondi-lhe que esta minha paixão é motivada pela razão de que quando se tem medo de algo, isto nos protege de algo pior, pois muitas vezes temer não necessariamente impõe aos outros que você não tenha coragem mas que na verdade você apenas está privando-se de outra vez sentir a dor, e porque não apaixonar-me pela escuridão se em outro alguém posso dar-me de cara com algo pior, tão frágil e aparentemente inocente, tido por tantos tolos como o mais prazeroso gosto no viver, dizem-me que quando um alguém especial eu conhecer, serei obrigado a me render ao que a poesia conhece como amor...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Quando sozinho.
Alcançado pelos minutos que pareciam horas, vir-me na insistente vontade de atirar-me na madrugada afora sem vestígios de medo pois até para o mal lá fora já era tarde, em meu quarto encarando os detalhes que remetiam-me algumas verdades dos intervalos entre cada amante que sob meus lençóis deitara, imaginava no silêncio interrompido pelo cair das águas gélidas que tocavam o telhado impondo-me apreciar a sifônia que seu escorrer fazia, depois de muito pensar desistindo de dentre as vazias ruas caminhar entreguei-me a necessidade do deitar pois também em mim havia uma teimosa vontade de os pensamentos descansar, ilusão minha acreditar que as memórias de outrora deixariam-me em paz pelo alcançar das horas, dei por mim que para a inquilina tristeza nunca é tarde para chorar...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Partindo-me de mim.
Sem que houvesse tempo de escorrer em minha face a primeira de muitas lágrimas, silenciou-me o peito com um certeiro disparo de mentiras, as pálpebras tremulas de meus olhos umedeciam a medida que as palavras de sua boca saiam, cada letra rosqueando uma engrenagem apertando meu coração contra meus ossos, esmagando-o sem compaixão ou arrependimento, eram firmes seus sádicos desejos de ferir-me naquele momento, seu caminhar lento ao redor da mesa e a fumaça que a fazia pausar seu desabafo com ligeiras tossidas, o amargo gosto do café e o reflexo de meu rosto no canteiro de um espelho ao pé da cama, o alivio que sentia sempre que o vento na janela batia fazendo trovejar saudades, estas que se perdiam a medida que fazíamos amor já sem vontade, dizia-me tantas mentiras mas concluíra a frase com uma verdade, desabou sob nós as cortinas desfazendo em publico nosso disfarce, dentre todas as memórias que pudera guardar pela vida inteira, jamais me esquecerei das sensações e palavras que saboreei naquela tarde...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Lágrimas risonhas.
Te tranquilizas moça, por trás deste sorriso bem sei que existe um alguém que chora, quando as portas do teu coração se fecham, quando não estais por ai afora, lá fora encarnas teu personagem mais sorridente, este cujo semblante convence muita gente, mas a mim não convenceste, quando olhei-te a primeira vez sem muito tempo precisar pude notar, que as lágrimas contidas em teu peito, ecoavam em mim de um jeito, o qual as minhas em outro alguém fez ecoar, não importa onde queira estar, em teu peito sempre estará, a sombra deste sentimento, até que chegue o momento, que dele decidas-se desapegar...
- Thiago Rafael.
Inspirado no momento de uma amiga o qual o nome irei preferir não citar.
- Thiago Rafael.
Inspirado no momento de uma amiga o qual o nome irei preferir não citar.
Desventura.
Porque sorrir se agora tu choras?
Estou fazendo as malas e indo embora,
Em meu peito escorrem vermelhas lágrimas,
O coração partido por teres me iludido.
Tendo meus sentimentos jogados fora,
Agora sozinho dou de cara com o vazio,
Encarando meu rosto num rio de magoas,
Transparentes águas tão verdadeiras quanto tuas palavras.
Ferir-me cruelmente foi o que fizeste,
Entre nós dois não estiveste,
Teus lábios tocaram noite passada outras vestes,
Amante amado e um caro perfume.
O homem imune a tuas armadilhas,
Tornando-me abrigo de feridas,
As quais nem mesmo em outras vidas,
O tempo poderá curar...
- Thiago Rafael.
Estou fazendo as malas e indo embora,
Em meu peito escorrem vermelhas lágrimas,
O coração partido por teres me iludido.
Tendo meus sentimentos jogados fora,
Agora sozinho dou de cara com o vazio,
Encarando meu rosto num rio de magoas,
Transparentes águas tão verdadeiras quanto tuas palavras.
Ferir-me cruelmente foi o que fizeste,
Entre nós dois não estiveste,
Teus lábios tocaram noite passada outras vestes,
Amante amado e um caro perfume.
O homem imune a tuas armadilhas,
Tornando-me abrigo de feridas,
As quais nem mesmo em outras vidas,
O tempo poderá curar...
- Thiago Rafael.
Sorriso refletido em laminas.
Ao longe ecoou teu grito em meu ouvido acelerando-me os batimentos, cada passo que a trazia para mais perto dos meus olhos naquele momento, fervia em meu peito uma vontade intensa de acolher-te de um jeito indecifrável, um sentimento frágil tomou-me o peito cegando-me a razão e o coração, a emoção de ter-lhe comigo era quase tão imensa quanto o abrigo desta atual solidão, tirar-me o sorriso da face foi tua maior motivação, motivo este explicito em tua expressão o qual somente agora pude perceber, perder você havia tornado-se um medo que não cabia em mim, razão a qual alimenta em min'vida esta escuridão, a dor da ilusão é quase nada, se comparada a esta tristeza quase sem fim...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Carnavalesca.
Já era quase meio dia, depois de uma noite em claro, uma madrugada vazia, de tantos sentimentos rasos, de ter que encarar tua expressão fria, tendo entregue os sentimentos ao descaso, do acaso que tornou-se tua companhia, sorriso falecido escupido numa tela em branco e preto, tudo que vejo são indolores espinhos a perfurar-me lentamente a pele, a mentira é tua única veste, teu único terreno, o caminho que segues, cegando a mim mente e coração, cultivando ilusória paixão a qual em tuas mãos moldou bem como quisera, fizeste a festa e quando não mais quiseres, largou os restos numa viela qualquer, este sempre foi teu maior prazer mulher, deixar rastejante teu amante, alguém que a todo instante, estivesse aos teus pés...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Uma reflexão sobre o amor próprio.
- Amadurecendo.
Existem dias tão frios quanto a sola do pé numa madrugada chuvosa ao encostar na pele de alguém que se tem ao lado, momentos estes quando não se tem este alguém, existe um espaço vazio no teu colchão, na mesa, no banho e no sofá, há um vazio no coração quando não se sente mais o calor da mão amada deslizando em seus fios de cabelo nos instantes em que se precisa do colo, todas essas ausências são dolorosas mas não há uma tão imensamente quanto o vazio que se sente ao encarar-se no espelho, vendo que o amor próprio se esvaiu levado por alguém cuja existência em sua vida é inexistente agora, perguntar-se sobre os erros e acertos é tão tolo quanto se deixar levar por este momento que só depende de você eterniza-lo ou isola-lo de sua vida bem como quem dedicou-se por tanto tempo fez e faz com você, chega-se um momento que interrompe-se uma tarde de filme, pipoca e lágrimas, um instante o qual o corpo entra em transe e dar-se conta de quanto tempo foi perdido permitindo-se ser apenas mais uma decoração na estante de quem em outros braços cultiva ditas emoções as quais dizia dedicar-te e você enfim cansa de chorar, de tantas outras tolices que fizera exilando-se das coisas boas que a vida te colocara a frente dos olhos e pela cegueira que a dor te causava acabara deixando passar despercebidas mas lamentar estas perdas é tão tolo quanto as que deixaram em ti feridas, este é o momento em que recolhe seus sentimentos espalhados e escondidos entre as bagunças de cada comodo do teu coração e por um surto de razão deixará a solidão e partirá de encontro a felicidade que na verdade sempre esteve ao teu lado ou melhor dizendo, sempre existiu e existirá dentro de você, a felicidade que se sente quando se entende que não há amor de verdade quando não se sente a saudade de ter-se um tempo só para você, a saudade de ficar sozinho amando-se incondicionalmente, quando tiveres esta sabedoria escupida em teu peito e em tua mente, partes de encontro ao alguém que te merece e que espera-te de peito aberto para acolher todo o amor que aprendeu a cultivar, verdadeiro e tão intenso que não há como raízes criar pois o amor próprio é uma arvore sem semente, ele não mente e jamais te deixará errar novamente...
- Thiago Rafael.
Existem dias tão frios quanto a sola do pé numa madrugada chuvosa ao encostar na pele de alguém que se tem ao lado, momentos estes quando não se tem este alguém, existe um espaço vazio no teu colchão, na mesa, no banho e no sofá, há um vazio no coração quando não se sente mais o calor da mão amada deslizando em seus fios de cabelo nos instantes em que se precisa do colo, todas essas ausências são dolorosas mas não há uma tão imensamente quanto o vazio que se sente ao encarar-se no espelho, vendo que o amor próprio se esvaiu levado por alguém cuja existência em sua vida é inexistente agora, perguntar-se sobre os erros e acertos é tão tolo quanto se deixar levar por este momento que só depende de você eterniza-lo ou isola-lo de sua vida bem como quem dedicou-se por tanto tempo fez e faz com você, chega-se um momento que interrompe-se uma tarde de filme, pipoca e lágrimas, um instante o qual o corpo entra em transe e dar-se conta de quanto tempo foi perdido permitindo-se ser apenas mais uma decoração na estante de quem em outros braços cultiva ditas emoções as quais dizia dedicar-te e você enfim cansa de chorar, de tantas outras tolices que fizera exilando-se das coisas boas que a vida te colocara a frente dos olhos e pela cegueira que a dor te causava acabara deixando passar despercebidas mas lamentar estas perdas é tão tolo quanto as que deixaram em ti feridas, este é o momento em que recolhe seus sentimentos espalhados e escondidos entre as bagunças de cada comodo do teu coração e por um surto de razão deixará a solidão e partirá de encontro a felicidade que na verdade sempre esteve ao teu lado ou melhor dizendo, sempre existiu e existirá dentro de você, a felicidade que se sente quando se entende que não há amor de verdade quando não se sente a saudade de ter-se um tempo só para você, a saudade de ficar sozinho amando-se incondicionalmente, quando tiveres esta sabedoria escupida em teu peito e em tua mente, partes de encontro ao alguém que te merece e que espera-te de peito aberto para acolher todo o amor que aprendeu a cultivar, verdadeiro e tão intenso que não há como raízes criar pois o amor próprio é uma arvore sem semente, ele não mente e jamais te deixará errar novamente...
- Thiago Rafael.
Dama da noite.
Tarde da noite e aqui no peito um sentimento que desde muito cedo me doma, um coração dilacerado por ilusórias palavras de uma dama cujo único prazer é satisfazer seus sádicos desejos, tudo que vejo em seus olhos são faíscas como as de uma fênix que em um coração morre e em outro renasce, para cada novo amor, um novo disfarce, os pés calejados de por tantas vidas caminhar e nas mãos as marcas dos esforços que fizera para do peito arrancar o ultimo sopro de verdade que havia, quem por azar do destino em sua vida passou, alimenta-se do desprezo pois em suas vidas foi tudo que lhes restou, não houve bom sentimento que ficou pois ela nunca com isso se preocupou, seus carnudos lábios contia um veneno cujas consequências iam além do imaginar, fosse pelo mundo ou em seu lar, não havia paredes que pudesse guardar os segredos que cultivara nos intervalos passageiramente indolores quando ilusoriamente seduzia a mente de seu escravo contando histórias sobre amor...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
O ultimo sopro de vida.
Ilusoriamente aprisionado entre quatro paredes pintadas de cores distintas, desistindo de toda vida lá fora, agora é tempo demais para viver tudo que me sobrou, estou caminhando em círculos dentro de um quadrado que já não me cabe, a sensação que me invade é como uma tempestade de areia em meus olhos, sentimentos expostos sob uma meia luz de um abajur um tanto empoeirado, errado estive tantas vezes por encarar minha face frente ao espelho trincado, desfazendo meu disfarce tão perfeito escrevendo com tinta vermelha respostas numa prova da vida o qual irei reprovar, tanto lugar onde eu podia estar e optei erroneamente pela solidão, encorajado pelo verso longo de uma canção a qual meu coração fez tantas vezes questão de repetir, ir e vim da cama a cadeira desejando aos meus pés uma lareira cuja pouca luminosidade fosse mais que suficiente para brilhar no reflexo dos seus olhos algum esboço de verdade, ter a coragem de dizer-te adeus sem arrependimento mas meus lábios são instrumentos que não atendem aos meus comandos, rebeldes estes que teimosamente encaram os teus quando estamos frente a frente, questiono-me tantas vezes porque permitires teu sorriso seduzir meu coração, onde estais não sei pois ainda vives e aqui deitado fico com o corpo frio abraçando este gélido chão...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Mascaras.
Quando percebo as lágrimas a escorrerem em seu rosto,
Parte de mim se entristece profundamente,
Pois na boca ainda sinto o amargo gosto,
Das poucas boas lembranças que restou da gente.
Quando sozinho me entrego corpo e pensamento,
Afogando minhas tristonhas memórias na convidativa solidão,
Revendo as amareladas fotografias que levam-me a todo momento,
Aos sentimentos que por tanto tempo cresciam em meu coração.
Não sei se por descontrole de uma desenfreada paixão,
Talvez em nós ainda possa crescer,
Dando lugar ao que hoje temos como ilusão,
Transparecer nossa real face desfazendo o disfarce que restou em mim e em você.
- Thiago Rafael.
Parte de mim se entristece profundamente,
Pois na boca ainda sinto o amargo gosto,
Das poucas boas lembranças que restou da gente.
Quando sozinho me entrego corpo e pensamento,
Afogando minhas tristonhas memórias na convidativa solidão,
Revendo as amareladas fotografias que levam-me a todo momento,
Aos sentimentos que por tanto tempo cresciam em meu coração.
Não sei se por descontrole de uma desenfreada paixão,
Talvez em nós ainda possa crescer,
Dando lugar ao que hoje temos como ilusão,
Transparecer nossa real face desfazendo o disfarce que restou em mim e em você.
- Thiago Rafael.
Controverso.
Por falta de explicação,
Vir-me caminhar sem prumo,
Sem um distinto pedaço de chão,
Seguindo quase sempre sem rumo.
Dei de cara na contra-mão,
Faleceu deixando só aquilo que dói,
Um vazio que ficou no coração,
Uma emoção que me corrói.
Talvez uma canção de amor renove,
Quem sabe reviva o que teve um ponto final,
Pois nada em mim se move,
Se não as emoções destrutivas como um temporal.
Perdi-me entre meu bem e meu mal,
Vagando entre as curvas de um alguém qualquer,
Crescendo em mim este sentimento marginal,
Diferente dos quais dediquei tão fielmente aquela mulher.
- Thiago Rafael.
Vir-me caminhar sem prumo,
Sem um distinto pedaço de chão,
Seguindo quase sempre sem rumo.
Dei de cara na contra-mão,
Faleceu deixando só aquilo que dói,
Um vazio que ficou no coração,
Uma emoção que me corrói.
Talvez uma canção de amor renove,
Quem sabe reviva o que teve um ponto final,
Pois nada em mim se move,
Se não as emoções destrutivas como um temporal.
Perdi-me entre meu bem e meu mal,
Vagando entre as curvas de um alguém qualquer,
Crescendo em mim este sentimento marginal,
Diferente dos quais dediquei tão fielmente aquela mulher.
- Thiago Rafael.
Estações.
No momento que te ganho,
Uma parte de mim você leva,
Cultivando um sentimento estranho,
Algo que esteve comigo em outra era.
Erra e ainda assim persiste,
Desiste de muitas coisas menos do amor,
O que há dentro é o que existe,
Escolheu deixar crescer onde antes havia dor.
Quando acolhida pelo abraço tudo muda de cor,
Novas formas e gostos compõe seu universo,
Uma curta canção acabara de compor,
Transformou o verão em inverno.
Errou sem nada contar,
Escupiu um personagem controverso,
Decidiu de mim outra vez tirar,
Aquele que por ti foi meu ultimo verso.
- Thiago Rafael.
Uma parte de mim você leva,
Cultivando um sentimento estranho,
Algo que esteve comigo em outra era.
Erra e ainda assim persiste,
Desiste de muitas coisas menos do amor,
O que há dentro é o que existe,
Escolheu deixar crescer onde antes havia dor.
Quando acolhida pelo abraço tudo muda de cor,
Novas formas e gostos compõe seu universo,
Uma curta canção acabara de compor,
Transformou o verão em inverno.
Errou sem nada contar,
Escupiu um personagem controverso,
Decidiu de mim outra vez tirar,
Aquele que por ti foi meu ultimo verso.
- Thiago Rafael.
Os dois lados de um só caso.
- Enquanto eu.
No principio seu sorriso era tão simples quanto entender que ao fim da primavera as folhas caem, seu caminhar mediano me dizia muito sobre a sua calmaria e a paciência que regia sua vida, as conversas longas sempre tão pausadas pelos risos que cultivávamos por muito tempo se perderam na lembrança pois não haviam razões para arquiva-las em minha mente, pouco a pouco um estranho sentimento foi tomando a gente e não sei se eram meus olhos ofuscados pelo teu sorriso que lentamente seduziu-me de um estranho modo, concordo somente que vir-me por muitas noites perder o sono idealizando momentos ao teu lado que fossem capazes de cativar-se mais profundamente o riso e sem notar projetei em ti um paraíso de expectativas e um futuro o qual não havia espaço para em outro alguém pensar, dei por mim que a medida em que os minutos ao seu lado tornavam-se aparentemente ligeiros, por outro lado longe de ti eram tão lentos aqueles eternos segundos sem você por perto, certo dia encarei-me frente ao espelho e vir-me confuso se todo o novo mundo por mim projetado era habitado por um de nós ou se ambos ali vivianos, tomado pela duvida e pela cruel insônia passei a não mais ver-te tão nitidamente quanto antes, estava cego pois as batidas de meu coração quando ao seu lado deixavam-me tonto e então vir-me apaixonado...
- Por outro lado.
Sem que as batidas do meu coração pudessem acompanhar o nítido desejo contido em seus olhos quando via-me mesmo que perdidamente pela rua, pela janela de um ônibus as pressas num fim de tarde de céu avermelhado, na correria de um dia nublado e até mesmo nos instantes que dávamos o luxo de por horas conversar, seus transparentes sentimentos armazenados no esforçado sorriso que cultivava em sua face dócil fazendo-me rir com bobagens incrementadas de um humor forjado, via-me na contra-mão de um sentimento que não habitou-me por um só instante, tinha-o como um amigo e não como um futuro amante mas era tarde, a verdade fazia-me sangrar por dentro encarando seu semblante risonho, tristonho muitas vezes ao ter seus esforços fracassados pois haviam dias que restava-me apenas chorar, particularidades femininas tão mal compreendidas pelo homem mas não o culpava, apenas outra mulher em meu lugar entenderia o que nestes dias se quer, dedicado e sempre tão presente ao meu lado, vir-me por muitas vezes acostumada aos mimos de um amor amigo que teimosamente prosseguia sem nenhum rumo tomar, algo o qual não nos reservaria nada a frente pois dentro de mim nada havia ligando-o ao que se passava em minha mente, aos poucos fui sendo tomada por uma tristeza onde antes só havia espaço para o sorriso, tornou-se nítido em meu semblante o desejo de dizer-lhe o que do fundo do meu coração partiria mas partir seu coração era a ultima coisa que eu queria...
- Thiago Rafael.
No principio seu sorriso era tão simples quanto entender que ao fim da primavera as folhas caem, seu caminhar mediano me dizia muito sobre a sua calmaria e a paciência que regia sua vida, as conversas longas sempre tão pausadas pelos risos que cultivávamos por muito tempo se perderam na lembrança pois não haviam razões para arquiva-las em minha mente, pouco a pouco um estranho sentimento foi tomando a gente e não sei se eram meus olhos ofuscados pelo teu sorriso que lentamente seduziu-me de um estranho modo, concordo somente que vir-me por muitas noites perder o sono idealizando momentos ao teu lado que fossem capazes de cativar-se mais profundamente o riso e sem notar projetei em ti um paraíso de expectativas e um futuro o qual não havia espaço para em outro alguém pensar, dei por mim que a medida em que os minutos ao seu lado tornavam-se aparentemente ligeiros, por outro lado longe de ti eram tão lentos aqueles eternos segundos sem você por perto, certo dia encarei-me frente ao espelho e vir-me confuso se todo o novo mundo por mim projetado era habitado por um de nós ou se ambos ali vivianos, tomado pela duvida e pela cruel insônia passei a não mais ver-te tão nitidamente quanto antes, estava cego pois as batidas de meu coração quando ao seu lado deixavam-me tonto e então vir-me apaixonado...
- Por outro lado.
Sem que as batidas do meu coração pudessem acompanhar o nítido desejo contido em seus olhos quando via-me mesmo que perdidamente pela rua, pela janela de um ônibus as pressas num fim de tarde de céu avermelhado, na correria de um dia nublado e até mesmo nos instantes que dávamos o luxo de por horas conversar, seus transparentes sentimentos armazenados no esforçado sorriso que cultivava em sua face dócil fazendo-me rir com bobagens incrementadas de um humor forjado, via-me na contra-mão de um sentimento que não habitou-me por um só instante, tinha-o como um amigo e não como um futuro amante mas era tarde, a verdade fazia-me sangrar por dentro encarando seu semblante risonho, tristonho muitas vezes ao ter seus esforços fracassados pois haviam dias que restava-me apenas chorar, particularidades femininas tão mal compreendidas pelo homem mas não o culpava, apenas outra mulher em meu lugar entenderia o que nestes dias se quer, dedicado e sempre tão presente ao meu lado, vir-me por muitas vezes acostumada aos mimos de um amor amigo que teimosamente prosseguia sem nenhum rumo tomar, algo o qual não nos reservaria nada a frente pois dentro de mim nada havia ligando-o ao que se passava em minha mente, aos poucos fui sendo tomada por uma tristeza onde antes só havia espaço para o sorriso, tornou-se nítido em meu semblante o desejo de dizer-lhe o que do fundo do meu coração partiria mas partir seu coração era a ultima coisa que eu queria...
- Thiago Rafael.
Último sopro.
Sentado a margem de um leito de carinho, um colo feminino que tira-me da solidão, deslizando seus delicados dedos entre meus curtos fios de cabelo, sussurrando canções cujas letras tratam estranhamente sobre o amor, tão nítidas palavras a alcançarem meu coração, desfiando dúvidas quase tão ausentes hoje como você, que tanto fez-se presente em minhas madrugadas quando só a tua voz ouvia, me dizendo coisas que tocavam-me bem lá no fundo, não tão quanto o do abismo que me atiras-te quando descobri a real verdade, mas já era tarde, estavas entregue ao oceano de mentiras que cultivas-te, teu horizonte tão distante e mesmo que distinto tão claramente semelhante ao de quem por muitas vezes fui chamado de irmão, traição talvez seja este o nome de quem por sua vez se perdeu onde a verdade inexiste, há quem ainda insiste a fina força mudar-te, mas se houve algo que me ensinas-te foi de tua natureza imutável, corrompida e incontrolável, uma besta indomável cujos anseios veneram paraísos alheios, tudo que hoje vejo são vestígios teus por onde passo, tantos lugares que remetem-me lembranças atualmente desagradáveis, mas eis que um novo dia surge e aos poucos as vastas memórias vão tornando-se cinzas, já não mais ocupas lugar algum em minha vida, há um vazio onde antes eras bem vinda...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Emoções decorativas.
Era cedo mas já de tarde, seu caminhar sussurrante trazia consigo nos olhos um brilho que esbouçava imensa saudade, devo confessar que a verdade é que eu também sentia, nada mais me preenchia se não o vazio que a tua ausência deixara, memórias eloquentes era tudo que em minha mente havia, no silêncio das madrugadas a ausência de sono dizia-me a cruel confissão do qual meu coração submetia-se, mas prometera para mim mesmo outro dia não regressar, alimentar as laminosas mentiras que de sua boca esvaia, encarar outra vez o horizonte negro dos teus olhos, um ofusco gosto que sua presença me trazia, algo do qual envolvia anseios pois a medida que o tempo passara cada vez mais a desconhecia, tornando-se um conto citado de frente para trás, roubando de mim a paz que pensara ter conhecido no momento mórbido que nossos lábios tocaram-se, num sublime instante volto a ser tomado pela mesma escuridão que a solidão em mim provocara, mas você estava comigo nesse instante, então senti-me um dos objetos descartáveis os quais contou-me que guardara sem carinho em sua empoeirada estante...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Imperfeitos.
Bem como um dia qualquer de inverno, meus pés tocavam o frio piso decorado de seu quarto, enquanto vestia-me para partir sem nada dizer-lhe você me surpreendeu com um abraço, entendendo que eu devia partir nada me disse, deitou outra vez encarando meus passos pela casa, o silêncio da madrugada ecoava as batidas de meu coração, encarei-lhe uma ultima vez quando na maçaneta da porta pus a mão, você olhando-me enquanto no rosto escorria vestígios que provocavam-me os sentidos, deixando-me na vida um estranho gosto de arrependimento, naquele momento tudo que eu tinha era seu colo, meu abrigo era seu ninho e suas cobertas um teto cujos sonhos ali cultivei, não houve um instante se quer no passado o qual nisso não pensei, você por sua vez fez questão de seguir na contra mão, erros propositais os quais provocavam-me tristonhos gestos, divididos entre os errados e os certos, em mim fora mais fácil escolher sobreviver a margem de um sacrifício o qual tivera sido forçado fazer, a solidão de ter você somente em minha mente é tão torturante, encarando nossas fotografias em minha instante, embriago-me com a saudade nos intervalos de cada passo pelo silêncio desta cidade chamada decepção, torturo-me repetindo nossa predileta canção, provocando em mim uma emoção a qual prometera a mim mesmo no passado não mais sentir, agora sem abrigo vejo-me perdido sem ter a onde ir, meus olhos frente ao espelho questionam-me em silêncio, o que fará a vida comigo se tudo que restou-me como bagagem fora uma desenfreada saudade e um franzino coração partido...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Idas e vindas.
Quase tão fria quanto uma neblina de uma tarde chuvosa, sua mão vazia tocava-me o rosto sem se quer deixar o gosto de um afeto verdadeiro, o tempo inteiro meus olhos encaravam a imensidão desta saudade, a única verdade que deixas-te em meu ser, bem como semente, enquanto iludia minha mente, fez crescer em mim um desenfreado desejo de te ter, mas era tarde, você outra vez fez desaparecer o que por você tivera sentido, restou um coração partido contador de histórias, vestígios de memórias que insistem em não desaparecer...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Linhas de sangue.
O vermelho de seu sangue perdeu-se entre os fios ruivos sob a velha escrivaninha, tivera sido aquela bala a culpada por sua ida, tivera não sido as palavras que provocaram-lhe feridas, a dor em quem fica não se igualha a de quem teve os sentimentos aprisionados numa ilha, um coração condenado a viver na solidão de um refrão, uma canção escrita a mão nos vestígios de uma carteira de cigarro, seu ultimo trago fora dado em sua caneta barata, quase sem valor quanto o que os apaixonados descrevem como amor...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Money que é good e nois num have ;)
Já que não tenho a desculpa de dizer que o dinheiro é para o leite dos meninos, comprem sem eu precisar justificar ^^
Livros, CDs e DVDs em ótimo estado de conservação ;)
-:- Nas compras acima de 50,00 podemos negociar um desconto dependendo dos itens e do valor.
~:~ Contato via Inbox ou pelos telefones: (84) 9850-3340 - TIM(Whats) ou (84) 8826-6362 - OI
Livros, CDs e DVDs em ótimo estado de conservação ;)
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Minutos passados.
As horas se passavam lentamente, diferente de quando na sua companhia contava-lhe sobre meu dia, teu sorriso acanhado era suficiente para provocar em mim imensa alegria, tudo que eu via eram teus olhos negros frente ao espelho de minha transparente alma, toda a calma que podia caber no mundo em mim estava, restava-me sussurros ao pé do ouvido quando no abrigo do teu abraço eu me encontrava, mas você fez de seus sentimentos um ator e atuava bem a ponto de ludibriar-me, embriagar-me com inverdades ocultas em seu sorriso, como pude eu me iludir tão facilmente, a suavidade de suas palavras embaladas pelo timbre de sua voz seduziram minha mente de tal modo que deixou-me exposto, tudo em mim tornou-se marcas, vestígios de lágrimas a escorrer em meu rosto...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Outono.
Vinda a mim em um caminhar ligeiramente assustada, as batidas em seu peito e a sua tristonha face deixava-me estranhamente satisfeito, sua palma gélida ao tocar meu rosto trazia-me uma nublada sensação, neste instante moribundo todos os sons do mundo me deram a vez para que seu ouvido estivesse atento as batidas do meu coração, incansavelmente frente a um quebrado espelho encaro o meu semblante apaixonado, um sorriso mesmo que disfarçado deixo muitas vezes que por outro sentimento permita eu deixar a alegria de lado, assustado o meu eu imaginário projetando emoções de outrora, fez em mim um império de tristonhas memórias...
- Thiago Rafael.
29.08.2014 - 2:25
- Thiago Rafael.
29.08.2014 - 2:25
Tristonhas rimas.
Seu sorriso em forma de afiadas laminas perfuravam meu coração todas as manhãs, seu beijo sabor de maçã era tão doce quanto a melodia de uma romântica canção, brotando em mim desenfreados impulsos e uma insana sensação, paixão talvez foi o que cultivou, mas o que em mim deixou foi de uma tamanha ingratidão.
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Imoveis minutos.
Perdi as contas de quantas vezes o silêncio perfurou meu peito de um canibalesco jeito e tão prazerosamente sádico que fazia-o pulsar desenfreadamente, não havia nada que se passasse em minha mente se não o instante mórbido que seus lábios tocaram os meus tão friamente quanto o primeiro suspiro de inverno, seus negros olhos envenenavam-me os pensamentos fazendo-me perder o controle e a sanidade, driblei todos os conceitos de moralidade para em teu intimo viciante o meu mergulhar, ainda sinto seus fios de cabelo lisos artificialmente deslizando entre meus dedos, seus jeitos distintos de encarar-me mesmo as escuras, luz negra de uma manhã chuvosa e seu perfume de rosas, combinações perfeitas de ódio e prazer embalados por um timbre sussurrante e faminto, distinto como vinho tinto envelhecido no próprio quintal, tudo parecia tão quieto e normal após o ultimo gemido antes das ofegantes respirações, todas as sensações e pensamentos, não houve nada naquele momento que fizesse-me duvidar de suas intenções, se não minutos após em que nossos corações seguirão caminhos diferentes, só então passou a pensar na gente, mas já era tarde, faltou-nos com a verdade e condenou-nos a sobreviver sob a margem da distância e da saudade...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Fera ferida.
Todos os versos que por ti podia escrever se perderam nos vestígios de mentira que cultivou, meus batimentos que soavam no silêncio como a melodia que embalava nossos momentos, agora são lentos bem como meus movimentos entre os cômodos de meu lar, sem vontade de partir ou de ficar vejo-me quase tão imóvel quanto as mudanças que ocorrem em mim desdo instante aflito que enfim a verdade chegou, não importa o tempo que levou e o que de mim tirou, os sorrisos se renovam e mesmo que algumas coisas nunca se movam eu sempre estive na mão certa de encontro ao bem que nos esperava, mesmo quando algo bom nos faltava, esforços brotavam renovando aquilo que hoje penso ter morrido, movido por estranhos sentimentos a muito tempo ausentes, é inevitável pensar na gente mas não de mesmo modo, em meu drinque há gotículas de ódio e um sarcástico excesso de um negro humor, encaro o espelho e um semblante sangrante é tudo que vejo, ecoando lentos passos na madrugada desacordada, fria e cruel mas ainda assim tão fiel quanto você, sinto imensa vontade de fazê-la desaparecer mas algo me impede, me fere e covardemente aproveita-me como instrumento de seus malévolos planos, por debaixo de um escuro pano fingia amor por mim cultivar, mas se é desejo teu ficar pois fique, mas de mim não espere o mesmo sentimento dedicar, tornei-me fera ferida, sem abrigo nem sentimento, apenas vivendo um momento por vez, sobrevivendo daquilo que você me fez...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Marcas.
Não me entenda mal, se quer entenda, não houve nada igual, apenas um marginal sentimento, um gélido momento, provocações e olhares, memórias escritas em todos os lugares, em cada cômodo do meu pensamento, um instrumento carnal a deslizar entre curvas, nuas intenções, meus lábios citou-lhe corretamente as saudações com fortes cargas de emoção, estranhamente o coração não foi suficiente, rasgou a pele e guardou os restos em seu recipiente de memórias, deixando que as feridas expostas falasse pela gente...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Manhã das borboletas.
Numa espera agonizante observei o voou rasante de uma borboleta, suas asas cor de violeta batiam violentamente após enfrentar estreitas brechas entre a multidão de carros que sua jornada esperava, desesperada atravessou as avenidas com uma coragem desenfreada, ao alcançar a outra calçada parecia não pensar em nada, pousou a margem de um muro cheio de musgo e ali repousou...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Distante de mim.
Peguei minhas malas, pus nas costas e segui em frente, não sei o que havia em minha mente mas tudo me guiava a sair daquele lugar, onde quer que eu estivesse não teve momento que houvesse um vestígio memorável para lembrar, tudo passou ligeiramente e tão fragilmente como o ultimo sopro de vida, em mim era existente uma ansiedade com grandes dentes prestes a me devorar, seus vermelhos olhos a me encarar na escuridão dos meus profundos sonhos, deixou-me muitas vezes entregue ao abandono por em ninguém mais confiar, tudo que me seduzia eram inverdades disfarçadas sob um feminino semblante, amamentando meus anseios a todo instante sem que me deixasse perceber que ao fim deste caminho seria eu só mais um pássaro distante do ninho a enfeitar a sua estante...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Tempos.
Sentado a beira de uma velha mesa de madeira já surrada por pontas de facas, marcas passadas impressas bem como em minha face, um disfarce que o tempo faz questão de desvendar, já antigo amigo foi severo e fez-me resto de um corpo cujo domínio não cabe a mim decidir, ouvindo constantes estalos durante o caminho, uma canção a compor sozinho embalado pelos traços de velhice, quem dera a fonte da juventude existisse, seria escravo perpetuo desta maldição, por ventura do destino a velhice abriria mão e me entregaria a juventude de um coração cuja paixão tivera sido eternizada, seja sob a luz do dia ou no encanto do frio da madrugada, os olhos de minha amada e seus lábios a imitarem o encanto do mel, faz-me escrever estes versos num surrado papel, depois de muito encarar o céu e a mente torturar, vi que não chegarei a nenhum lugar se da vida eu insista em reclamar, seja eu jovem ou velho, belo ou por ventura desfigurado, no eixo ou desajeitado, só cabe a mim o meu viver julgar, pois se comigo não seja satisfeito, não importa com qual aparência esteja, não me encontrarei em nenhum lugar, seja no leito de um coração apaixonado ou afogado numa mesa de bar...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Entre jovens.
As vezes é chato ser velho com amigos jovens, existe uma infinidade de coisas que eu nunca irei acompanhar, brincadeiras e momentos que estão a frente do meu tempo, me encontro tão fácil no silêncio e muitas vezes no meio da bagunça não me vejo naquele lugar, mesmo que me digam que não há outro onde eu deva estar, meu caminhar devagar não acompanha algumas correrias, tenho motivos para que nem todos os meus dias sejam repletos de alegria, já não digo o mesmo de alguns ao meu redor, ser de menor tem certas vantagens que para mim são apenas miragens num deserto que me perco ao caminhar, paciência é precisa pois quase não encontro alguém com a mente parecida, algumas amizades são como uma viagem só de ida, outras sem ponto de partida, todas onde eu não sei como no fim chegar...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Silêncio lupino.
Na imensidão da escuridão carrego comigo em mesmo peso a cegueira e o silêncio que me acompanha todo tempo trazendo-me enorme satisfação por uma questão que nem a mais frágil canção de amor poderá explicar e não há quem possa justamente me julgar já que ninguém nunca sentirá o que sinto na mesma proporção...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Asas feridas.
Só eu sinto aqui dentro esse ardor e o mormaço causado pelo silêncio venenoso que parte de ti, tuas feris palavras que ecoam na imensidão do sentimento recém implantado em meu peito, gélido de um jeito que paralisa todos os meus movimentos, sou movido pelo vento que sai de tua boca quando sopras mentiras que me guiam de encontro ao abismo, este cuja altura é medida pela fragilidade do meu coração, sinto a dor da queda todo tempo pois não há se quer um momento que eu não a deseje, medidas incertas de dor e prazer desenfreados, desajeitado gosto pela ansiosa chegada deste teu olhar a me deixar exposto, sou pássaro frágil a sobrevoar a imensidão do mar, prestes a mergulhar de encontro a morte, talvez por ventura da sorte em terra eu consiga chegar.
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Meu eu envelhecido.
Não sou um novinho da ostentação,
Não tenho aquele corpinho nem ando no carro do paizão,
Não frequento as melhores baladas nem me alimento de curtidas,
Não posto tudo que faço e tão pouco tudo sobre a minha vida,
Não faço parte de famílias ou grupinhos nem dou rolézinho,
Não fico postando que vou arrochar um fininho só pra pagar de arrochado,
Não vivo postando foto com mulheres bonitas do meu lado,
Nem tão pouco cultivando ilusões nos outros só para ferir,
Mas tenho comigo boas emoções e verdadeiras, um coração do tamanho do universo, tudo que tenho é meu e foi conquistado com esforço, se alguém tá do meu lado é pelo que sou e não pelo que tenho, não vivo de aparência pois a mascara cai cedo ou tarde e quem anseia viver ao lado de gente artificial vai se decepcionar quando descobrir a verdade, por isso valorize a pessoa que sou pois não sou perfeito mas posso ser na medida certa o que você precisar, como amigo ou o que desejar, ser flexível não quer dizer ser otário, ser prestativo tão pouco pois se por ventura eu negar algum dos teus gostos não é por falta de amor mas talvez por falta de dinheiro e se isso for um problema algum dia, suas bagagens estão prontas é só seguir em frente rumo a porta de saída...
- Thiago Rafael.
Não tenho aquele corpinho nem ando no carro do paizão,
Não frequento as melhores baladas nem me alimento de curtidas,
Não posto tudo que faço e tão pouco tudo sobre a minha vida,
Não faço parte de famílias ou grupinhos nem dou rolézinho,
Não fico postando que vou arrochar um fininho só pra pagar de arrochado,
Não vivo postando foto com mulheres bonitas do meu lado,
Nem tão pouco cultivando ilusões nos outros só para ferir,
Mas tenho comigo boas emoções e verdadeiras, um coração do tamanho do universo, tudo que tenho é meu e foi conquistado com esforço, se alguém tá do meu lado é pelo que sou e não pelo que tenho, não vivo de aparência pois a mascara cai cedo ou tarde e quem anseia viver ao lado de gente artificial vai se decepcionar quando descobrir a verdade, por isso valorize a pessoa que sou pois não sou perfeito mas posso ser na medida certa o que você precisar, como amigo ou o que desejar, ser flexível não quer dizer ser otário, ser prestativo tão pouco pois se por ventura eu negar algum dos teus gostos não é por falta de amor mas talvez por falta de dinheiro e se isso for um problema algum dia, suas bagagens estão prontas é só seguir em frente rumo a porta de saída...
- Thiago Rafael.
Dois corações.
Dia ensolarado seguido por uma noite fria, em mim havia uma estranha agonia, ansiedade talvez, diferente de outros dias combinados, iriamos nos encontrar pela primeira vez, seus passos eram macios e silenciosos bem como as batidas do meu coração antes de te conhecer, ao te ver tudo em mim mudou, minha vida foi a mais afetada por tamanha alegria, quando você chegou era somente o que eu via, ao nosso redor um mundo existia mas os meus olhos tinham um só foco, embriagado com uma imensa alegria sempre que você sorria, suas confissões contando-me sobre passadas confusões e as coisas boas que tivera vivido, meu peito tornou-se abrigo de até então ausentes emoções, até que num instante as batidas de nossos corações sincronizarão, seu colo aproximando-se e a sua boca na minha, suas mãos umedecidas a tocar minha pele fria, tornar aquele momento eterno, era tudo que eu queria, quero, espero e vivo as emoções que despertou em mim, dia pós dia...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Homenagem a minha amada vó.
Hoje deixo uma homenagem a minha amada vó por tudo que foi e fez em vida e o amor que mesmo em sua partida ainda cultiva diariamente em nossos corações e que sua ausência não seja capaz de retira-la de nossas mentes pois dia pós dia quem a ama sente uma constante saudade e a verdade tem de ser dita, você foi e sempre será o grande amor da minha vida.
Sinto sua falta mas você me ensinou a sorrir ao invés de chorar e que a alegria é maior que a tristeza, obrigado por tudo. Amo-a cada dia mais e com mais intensidade...
- Vó.
Seu caminhar era lento e paciente, seu semblante quase sempre transparente, dizia-me coisas frágeis sobre a vida as quais nunca se esvairão de minha mente, seu sorriso era verdadeiro e durante o dia inteiro satisfazia-se com o balançar de sua rede, até mesmo quando sozinha contava sobre a vida para as paredes, consigo mesma era satisfeita pois em vida quase não lhe faltara alegria, todos os dias ao acordar-se encarava o amanhecer com uma esperança renovada, tivera sida destinada a viver em pró dos sorrisos alheios, isso a alimentava e a deixava preenchida por inteira, era jovem em seus noventa e poucos anos bem vividos, era sã e ansiosa em conhecer o paraíso mas pouco sabia que o paraíso projetava-se em seu sorriso, pois no coração de quem conquistou seu lugar, ao partir deixou saudade e por sua tamanha vaidade não haverá em vida quem possa a substituir...
Thiago Rafael.
Sinto sua falta mas você me ensinou a sorrir ao invés de chorar e que a alegria é maior que a tristeza, obrigado por tudo. Amo-a cada dia mais e com mais intensidade...
- Vó.
Seu caminhar era lento e paciente, seu semblante quase sempre transparente, dizia-me coisas frágeis sobre a vida as quais nunca se esvairão de minha mente, seu sorriso era verdadeiro e durante o dia inteiro satisfazia-se com o balançar de sua rede, até mesmo quando sozinha contava sobre a vida para as paredes, consigo mesma era satisfeita pois em vida quase não lhe faltara alegria, todos os dias ao acordar-se encarava o amanhecer com uma esperança renovada, tivera sida destinada a viver em pró dos sorrisos alheios, isso a alimentava e a deixava preenchida por inteira, era jovem em seus noventa e poucos anos bem vividos, era sã e ansiosa em conhecer o paraíso mas pouco sabia que o paraíso projetava-se em seu sorriso, pois no coração de quem conquistou seu lugar, ao partir deixou saudade e por sua tamanha vaidade não haverá em vida quem possa a substituir...
Thiago Rafael.
Curta estádia.
Sangrava enquanto chorava, suas mãos calejadas de tanto apoiar-se em seu ultimo sopro de esperança, ainda quando criança a vida tirou-lhe grande importância de seus dias, as poucas alegrias que tivera enquanto jovem, mas o tempo não espera quem algo perde e as coisas ao redor se movem, sem importar-se com a dor ou quem por ventura do destino entrega-se ao amor, dividida entre bem e mal meio a rotina de uma vida normal, naufragou seus pensamentos em doses pequenas de alegria alimentando-se com vestígios de sorrisos, os dias se passavam e sem que percebesse quantas noites lhe restavam, abraçou seu amado e decidiu da rotina fugir, arriscou uma nova vida mas não teve êxito, quanto mais tentava mais saia do eixo, seu futuro fora confinado a viver sem muito ter...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Adeus.
Não se importou se era noite ou dia, se havia tristeza ou alegria, veio silenciosamente como uma repentina dor de cabeça a perturbar nossa mente, esgueirando-se entre as brechas da fechadura, acertou-me o peito de uma forma tão intensa quanto um coice de uma assustada mula, faltou-me o ar e os olhos começaram a esbugalhar, minha pele pouco a pouco foi ficando cada vez mais fria e o pouco sopro de vida em mim quase não mais existia, encarei-me numa projeção astral vendo-me lutando pela vida enquanto ao meu redor só havia lágrimas e uma crescente agonia, todos os olhos alheios a me observar com tamanha estranheza, presenciando mais uma obra da natureza, algo tão surreal e assustador mas ao mesmo tempo tão simples quanto o cair da chuva em nossos ombros, havia dor pois havia também amor, no entanto não houve bom ou mal sentimento que livrou-me daquele momento, fiz a malas sem nada levar e segui rumo ao nada pois havia pouco tempo e uma longa estrada por encarar, deixei tristeza mas também ei de dizer a verdade, houve na partida quem também sentirá saudade...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Galhos secos.
As escuras meu peito grita sangrante, enamorado pelo meio amor de uma noite lenta e fria, lá fora meus olhos observam com horror a crescente agonia ao encarar-me frente ao espelho, aqui dentro com os olhos fechados sinto a suavidade do silêncio moribundo que atordoa-me os sentidos, deixando-me desorientado e esvaído dos pensamentos que remetem-me tristezas de outrora, crescem raízes nos meus imóveis pés e um asqueroso lodo em minhas canelas, estou parado frente ao meu semblante refletido sem ir de encontro a nada que me eleve ou me distraia, estou entregue as baratas e aos corvos que no ponto mais alto de mim fazem seus ninhos, ecoando em meus ouvidos seus sussurros canibalescos, alimentando-se dos meus restos mortais, ali permaneço, entregue ao decadente estado de putrefação em que meu corpo encontra-se ao ter sido domado pela solidão que causou-me a primeira insônia de minha vida, desde então o branco de meus olhos deu lugar a vermelhidão, já não enxergo um palmo a frente, me resumo a coração e mente, conjuntos opostos diariamente confrontando para quem sabe um dia por domínio de um possa eu regressar ou seguir, ter meus dias preenchidos pela tristeza ou pela alegria.
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
As transgressões nas amizades e a decadente ilusão midiática que intervem nas relações.
Bom dia, boa tarde, boa noite.
Deixo-lhes com uma reflexão sobre amizade e vos indico de coração com mesma verdade a qual escrevi estas palavras, repassem-na se desejarem e espero que vos sirva assim como serviu a mim mesmo nesta passagem da minha vida. Obrigado.
- As transgressões nas amizades e a decadente ilusão midiática que intervem nas relações.
Por Thiago Rafael.
Muitas vezes como num piscar de olho, pessoas passam a fazer parte de nossas vidas dotadas de uma importância cujo valor sentimental chega muitas vezes a superar os sentimentos dedicados a nossos familiares, pessoas externas ao nosso vinculo sanguíneo que conquistam-nos com tamanha facilidade devido a suas unicidades que nos completam, compreensivas, extrovertidas, conselheiras, desastradas, problemáticas, humanas com suas particularidades que de algum modo interferem em nosso dia a dia com algo que de um estranho modo encontramos apenas naquela pessoa o que precisamos em determinados momentos, alguns de nossos amigos são ótimos para quando estivermos perdidos sem sabermos quais rumos dar-nos a nossa vida nos orientarem e dar-nos uma luz para os problemas que enfrentamos, outros são ótimos para nos fazer sorrir quando estamos para baixo e as coisas ao nosso redor estão sem sabor, estes quase sempre são os que mais valorizamos já que dia pós dia a realidade nos empurra de encontro ao chão nos esmagando com a crueldade que a cada dia cresce e cada vez mais afeta o coração de pessoas boas ao nosso redor, mas não deixe-se enganar com o coleguismo, algo que cresce entre as pessoas iludindo-as a crer que isso é o mesmo que amizade, está quase sempre nas pessoas que mais envolvem-se nas relação conjuntas em grupos de "amigos" cujas semelhanças são exaltadas e muitas vezes, na maioria delas as qualidades particulares de cada um são passadas em branco e de uma forma crescente são menosprezadas, pessoas estas cujos sentimentos bons vão se perdendo a medida que cada vez mais vão sendo desprezados por quem diz-se amigo mas na realidade aproxima-se somente pelo interesse em algo que portam como gostos, bens materiais e financeiros.
Vivemos numa constante propagação das "amizades midiáticas" cujos meios de comunicação como internet a expande de uma forma destrutiva, tais pessoas passam a mendigar curtidas, seguidores, comentários sem punho nenhum de realidade somente para suprir um ego que existe somente na nuvem, no mesmo lugar onde armazenam seus mp3's, fotos e outros bens virtuais, estas pessoas tornam-se cada vez mais vazias e desprezíveis de tal modo que você só vale aquilo que você ostenta virtualmente, suas virtudes, sentimentos e ações não possuem um demonstrativo de curtidas logo não possuem valor já que você não é popular, com isso cada vez mais cresce a rede de pessoas cujos interesses resumem-se a menosprezar os outros e isolar pessoas com qualidades reais que tem muito mais a somar na vida de um individuo de que todo um circulo de mil amigos na rede social.
Cada vez mais nos vemos limitados a poucas amizades, cada vez mais torna-se raro encontrar pessoas que não queiram somente usufruir de nós e quando estivermos na baixa de alegria, dinheiro e bens estes ditos amigos nos esquecem e passam a iludir outros com suas palavras aplicadas no conceito de copiar e colar, imitando personagens midiáticos de novelas, séries, filmes etc, tornam-se verdadeiros fantoches de um sistema manipulador de pessoas de bom coração cujos interesses eram somente de viver algo real, algo com real valor para toda uma vida que hoje podemos resumir a poucos dias, numa certa manhã acordamos chamando alguém pelo Whatsapp de "melhor amigo", dias depois devido a estarmos numa crise financeira e sem muito sair devido a limitada verba que portamos a pessoa passa a nos ignorar, de melhor amigo passamos a um mero ser invisível cujo valor resumia-se ao dinheiro que se tinha na carteira e das tantas cervejas e petiscos pagos em vão, neste momento somos tomados por uma dor similar a mil laminas perfurando nosso coração, fazendo-nos sentir-se descartável, inútil e tantas vezes um completo idiota sentimental.
Em uma certa passagem de nossas vidas vivemos amores e deixamos de viver algumas amizades, pois também existem aqueles que alimentam-se de nossa tristeza, de nossa solidão e de nossa carência, são estes os "amigos" que fazem parte de nossa vida somente quando estamos entregues a liberdade de vivermos a solidão de igual modo a eles, quando solteiros por termos mais tempo que comprometidos alguns destes ditos amigos nos valorizam e nos exaltam chamando-nos de apelidos como "best", uma linguagem tão docemente venenosa quando passada a vida de solteiro e vivida a vida de comprometido, nos tornamos desinteressantes, chatos, melosos, afinal de contas agora diferente das dores causadas pela solidão estamos tomados por um bom sentimento que nos trazem sensações que afloram nossas publicas demonstrações de afeto por quem nos é o motivo de tantos risos, os amigos da solteirisse são como sanguessugas a alimentar-sem de nossa tristeza e nos proporcionar alegrias momentâneas que não nos preenchem de igual modo o qual somos preenchidos quando estamos amando, mas não vos deixei enganar por qualquer amor passageiro pois de igual modo existem sanguessugas que alimentam-se de nossa carência e usufruem de nossos bens sentimentais e materiais até enjoarem de nós, fiqueis atentos pois alguns amigos são mais valiosos que um amor e você pode também pela cegueira de uma paixão ferir alguém cujas emoções por você são verdadeiras e te aconselha para que não vos deixei cair nas garras de quem deseja somente aproveitar-se de você.
Em poucas palavras, amigo é aquele que não se pode afirmar sua importância com 1, 2, 3 anos de amizade, amigo é aquele que está com você por muito tempo e que já enfrentou muita coisa ao teu lado, é aquele que já te estendeu a mão para ajuda-lo e para pedir-lhe ajuda pois amigo de verdade não tem medo de abrir o coração para você e lhe ser sincero por mais que isso te machuque, por mais cruel que seja a verdade que lhe virá a tona cedo ou tarde, permita-se aprender e ensinar quem te valoriza do mesmo modo que você valoriza, não vos deixei tornar-se apenas mais um numero entre tantos outros que cederam ao escravismo contido na ilusão de viver "a melhor amizade" pois amigos brigam, amigos choram, amigos sofrem por sua causa, por causa de vocês, por causa deles.
Sempre que for fazer algo por alguém, imagine se você gostaria de passar pelo mesmo, de receber o mesmo, de viver o mesmo, nunca faça nada contra a vontade dos outros mas seja sábio ao contradizer-se neste dilema quando perceber que será mais importante sacrificar-se para o bem de um amigo contradizendo o desejo dele ao ver que isso o fará mal, neste momento estará exercendo uma prova de amor a si mesmo por entender a importância de alguém na sua vida, por isso não desista de quem é importante para você pois de igual modo as pessoas podem desistir de você...
Você nasce, cresce e morre sozinho, mas sempre existirá pessoas que estarão dispostas a sacrificarem tempo, dinheiro e emoções para auxilia-lo na sua estadia em vida, faça o mesmo por quem merecer e siga feliz pois a vida é suficientemente cruel conosco diariamente para que nos entreguemos a burrice de abaixarmos a cabeça para a vida, nas palavras de Rocky Balboa, "não importa o quanto você seja forte e o quão bata forte, o importante é o quão forte você aguenta apanhar e erguer-se sempre que a vida quiser derruba-lo."
Namastê.
Deixo-lhes com uma reflexão sobre amizade e vos indico de coração com mesma verdade a qual escrevi estas palavras, repassem-na se desejarem e espero que vos sirva assim como serviu a mim mesmo nesta passagem da minha vida. Obrigado.
- As transgressões nas amizades e a decadente ilusão midiática que intervem nas relações.
Por Thiago Rafael.
Muitas vezes como num piscar de olho, pessoas passam a fazer parte de nossas vidas dotadas de uma importância cujo valor sentimental chega muitas vezes a superar os sentimentos dedicados a nossos familiares, pessoas externas ao nosso vinculo sanguíneo que conquistam-nos com tamanha facilidade devido a suas unicidades que nos completam, compreensivas, extrovertidas, conselheiras, desastradas, problemáticas, humanas com suas particularidades que de algum modo interferem em nosso dia a dia com algo que de um estranho modo encontramos apenas naquela pessoa o que precisamos em determinados momentos, alguns de nossos amigos são ótimos para quando estivermos perdidos sem sabermos quais rumos dar-nos a nossa vida nos orientarem e dar-nos uma luz para os problemas que enfrentamos, outros são ótimos para nos fazer sorrir quando estamos para baixo e as coisas ao nosso redor estão sem sabor, estes quase sempre são os que mais valorizamos já que dia pós dia a realidade nos empurra de encontro ao chão nos esmagando com a crueldade que a cada dia cresce e cada vez mais afeta o coração de pessoas boas ao nosso redor, mas não deixe-se enganar com o coleguismo, algo que cresce entre as pessoas iludindo-as a crer que isso é o mesmo que amizade, está quase sempre nas pessoas que mais envolvem-se nas relação conjuntas em grupos de "amigos" cujas semelhanças são exaltadas e muitas vezes, na maioria delas as qualidades particulares de cada um são passadas em branco e de uma forma crescente são menosprezadas, pessoas estas cujos sentimentos bons vão se perdendo a medida que cada vez mais vão sendo desprezados por quem diz-se amigo mas na realidade aproxima-se somente pelo interesse em algo que portam como gostos, bens materiais e financeiros.
Vivemos numa constante propagação das "amizades midiáticas" cujos meios de comunicação como internet a expande de uma forma destrutiva, tais pessoas passam a mendigar curtidas, seguidores, comentários sem punho nenhum de realidade somente para suprir um ego que existe somente na nuvem, no mesmo lugar onde armazenam seus mp3's, fotos e outros bens virtuais, estas pessoas tornam-se cada vez mais vazias e desprezíveis de tal modo que você só vale aquilo que você ostenta virtualmente, suas virtudes, sentimentos e ações não possuem um demonstrativo de curtidas logo não possuem valor já que você não é popular, com isso cada vez mais cresce a rede de pessoas cujos interesses resumem-se a menosprezar os outros e isolar pessoas com qualidades reais que tem muito mais a somar na vida de um individuo de que todo um circulo de mil amigos na rede social.
Cada vez mais nos vemos limitados a poucas amizades, cada vez mais torna-se raro encontrar pessoas que não queiram somente usufruir de nós e quando estivermos na baixa de alegria, dinheiro e bens estes ditos amigos nos esquecem e passam a iludir outros com suas palavras aplicadas no conceito de copiar e colar, imitando personagens midiáticos de novelas, séries, filmes etc, tornam-se verdadeiros fantoches de um sistema manipulador de pessoas de bom coração cujos interesses eram somente de viver algo real, algo com real valor para toda uma vida que hoje podemos resumir a poucos dias, numa certa manhã acordamos chamando alguém pelo Whatsapp de "melhor amigo", dias depois devido a estarmos numa crise financeira e sem muito sair devido a limitada verba que portamos a pessoa passa a nos ignorar, de melhor amigo passamos a um mero ser invisível cujo valor resumia-se ao dinheiro que se tinha na carteira e das tantas cervejas e petiscos pagos em vão, neste momento somos tomados por uma dor similar a mil laminas perfurando nosso coração, fazendo-nos sentir-se descartável, inútil e tantas vezes um completo idiota sentimental.
Em uma certa passagem de nossas vidas vivemos amores e deixamos de viver algumas amizades, pois também existem aqueles que alimentam-se de nossa tristeza, de nossa solidão e de nossa carência, são estes os "amigos" que fazem parte de nossa vida somente quando estamos entregues a liberdade de vivermos a solidão de igual modo a eles, quando solteiros por termos mais tempo que comprometidos alguns destes ditos amigos nos valorizam e nos exaltam chamando-nos de apelidos como "best", uma linguagem tão docemente venenosa quando passada a vida de solteiro e vivida a vida de comprometido, nos tornamos desinteressantes, chatos, melosos, afinal de contas agora diferente das dores causadas pela solidão estamos tomados por um bom sentimento que nos trazem sensações que afloram nossas publicas demonstrações de afeto por quem nos é o motivo de tantos risos, os amigos da solteirisse são como sanguessugas a alimentar-sem de nossa tristeza e nos proporcionar alegrias momentâneas que não nos preenchem de igual modo o qual somos preenchidos quando estamos amando, mas não vos deixei enganar por qualquer amor passageiro pois de igual modo existem sanguessugas que alimentam-se de nossa carência e usufruem de nossos bens sentimentais e materiais até enjoarem de nós, fiqueis atentos pois alguns amigos são mais valiosos que um amor e você pode também pela cegueira de uma paixão ferir alguém cujas emoções por você são verdadeiras e te aconselha para que não vos deixei cair nas garras de quem deseja somente aproveitar-se de você.
Em poucas palavras, amigo é aquele que não se pode afirmar sua importância com 1, 2, 3 anos de amizade, amigo é aquele que está com você por muito tempo e que já enfrentou muita coisa ao teu lado, é aquele que já te estendeu a mão para ajuda-lo e para pedir-lhe ajuda pois amigo de verdade não tem medo de abrir o coração para você e lhe ser sincero por mais que isso te machuque, por mais cruel que seja a verdade que lhe virá a tona cedo ou tarde, permita-se aprender e ensinar quem te valoriza do mesmo modo que você valoriza, não vos deixei tornar-se apenas mais um numero entre tantos outros que cederam ao escravismo contido na ilusão de viver "a melhor amizade" pois amigos brigam, amigos choram, amigos sofrem por sua causa, por causa de vocês, por causa deles.
Sempre que for fazer algo por alguém, imagine se você gostaria de passar pelo mesmo, de receber o mesmo, de viver o mesmo, nunca faça nada contra a vontade dos outros mas seja sábio ao contradizer-se neste dilema quando perceber que será mais importante sacrificar-se para o bem de um amigo contradizendo o desejo dele ao ver que isso o fará mal, neste momento estará exercendo uma prova de amor a si mesmo por entender a importância de alguém na sua vida, por isso não desista de quem é importante para você pois de igual modo as pessoas podem desistir de você...
Você nasce, cresce e morre sozinho, mas sempre existirá pessoas que estarão dispostas a sacrificarem tempo, dinheiro e emoções para auxilia-lo na sua estadia em vida, faça o mesmo por quem merecer e siga feliz pois a vida é suficientemente cruel conosco diariamente para que nos entreguemos a burrice de abaixarmos a cabeça para a vida, nas palavras de Rocky Balboa, "não importa o quanto você seja forte e o quão bata forte, o importante é o quão forte você aguenta apanhar e erguer-se sempre que a vida quiser derruba-lo."
Namastê.
Henry e June, Delírios Eróticos - 1990 - (Sem Legenda)
O filme conta o início da relação de Henry Miller com Anaïs Nin. Henry vai viver para França e é convidado pelo marido de Anaïs a visitá-los. Anaïs, à procura de algo de novo, mais espontâneo, apaixona-se pela vivacidade de Henry. Porém, Henry está apaixonado por June.
Anaïs, nutrindo admiração por Henry, começa a observá-lo, e apaixona-se pelo amor que ele tem por June. Essa paixão também a faz apaixonar-se por June. No meio desses sentimentos, inicia-se uma relação de Henry com Anaïs, transformando suas vidas, tanto de escritores como de amantes.
Henry & June é um filme estadunidense de 1990, do gênero drama erótico e biográfico, dirigido por Philip Kaufman.
É uma adaptação cinematográfica da obra Henry, June and me, de Anaïs Nin. O filme tem trilha sonora de Mark Adler.
Passei horas buscando um link que pudesse assistir o filme online ao menos que legendado mas sem exito, o único que fora descoberto foi este com seu áudio em francês:
http://www.dailymotion.com/video/xqzobv_henry-e-june-1_shortfilms
Anaïs, nutrindo admiração por Henry, começa a observá-lo, e apaixona-se pelo amor que ele tem por June. Essa paixão também a faz apaixonar-se por June. No meio desses sentimentos, inicia-se uma relação de Henry com Anaïs, transformando suas vidas, tanto de escritores como de amantes.
Henry & June é um filme estadunidense de 1990, do gênero drama erótico e biográfico, dirigido por Philip Kaufman.
É uma adaptação cinematográfica da obra Henry, June and me, de Anaïs Nin. O filme tem trilha sonora de Mark Adler.
Passei horas buscando um link que pudesse assistir o filme online ao menos que legendado mas sem exito, o único que fora descoberto foi este com seu áudio em francês:
http://www.dailymotion.com/video/xqzobv_henry-e-june-1_shortfilms
O Clube do Imperador - 2002 - (Dublado)
William Hundert (Kevin Kline) é um professor da St. Benedict's, uma escola preparatória para rapazes muito exclusiva que recebe como alunos a nata da sociedade americana. Lá Hundert dá lições de moral para serem aprendidas, através do estudo de filósofos gregos e romanos. Hundert está apaixonado por falar para os seus alunos que "o caráter de um homem é o seu destino" e se esforça para impressioná-los sobre a importância de uma atitude correta. Repentinamente algo perturba esta rotina com a chegada de Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o filho de um influente senador. Sedgewick entra em choque com as posições de Hundert, que questiona a importância daquilo que é ensinado. Mas, apesar desta rebeldia, Hundert considera Sedgewick bem inteligente e acha que pode colocá-lo no caminho certo, chegando mesmo a colocá-lo na final do Senhor Julio Cesar, um concurso sobre Roma Antiga. Mas Sedgewick trai esta confiança arrumando um jeito de trapacear.
Não consegui upar o vídeo para ser assistido aqui, no entanto é possível assisti-lo diretamente no link do Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=0sIXdfWwMEE
Companhia tua.
As horas vão passando lentamente e o reflexo do seu semblante no espelho encara-me de um estranho jeito que faz-me o coração acelerar, como num mergulhar em águas claras o teu sorriso atiçou o meu com mesma intensidade, meus olhos estranhamente brilhantes exalavam verdades que acobertavam a tristeza presente em outrora comigo, desfiz-me e me despi, atirei-me de encontro ao uivante timbre de tua suave voz, um abrigo para meus pensamentos que neste momento embriagam-me intensamente, quisera eu ser capaz de por um instante não pensar na gente, mas só em ver-me desviar o sorriso dando espaço a uma possível tristeza, por ventura da natureza perco a sensação de estar no paraíso, pois é como me sinto sempre que ao meu lado você está.
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Regresso.
Hoje eu quero simplesmente sentar e encarar a máquina de escrever enquanto as palavras que usufruo para descrever-lhe soam quase tão pesadas quanto os pingos da chuva que caem nesta manhã, o sol lá fora me parece mais tímido que nos outros dias quando você esteve aqui comigo, a nitidez da musica parece ofuscada por uma distração que move-me de um canto a outro da casa sem deixar-me ciente das razões que levaram-me a deixar de lado meu livro predileto e afogar-me neste texto tão composto de você e tão ausente de mim, a medida que os dias vão passando e em mim cada vez mais presente a tormenta que pouco a pouco vai ficando cada vez mais densa, não creio fielmente que a razão de minha existência resuma-se a um tristonho fim sem frutos proveitosos para o amanhã, outro dia, outra manhã, desta vez mais ensolarada, mais recheada de pensamentos positivos e de um distinto sorriso que pertence somente ao meu semblante, neste instante você vem de encontro aos meus olhos e tudo que posso é sentir seu abraço acolhendo-me, dizendo-me sobre o universo de saudades que domou-lhe na ausência de minha voz em seus ouvidos, a musica que havia transformado-se em zumbido e a falecida beleza do cantar dos pássaros, por hora de um lado a outro de sua casa ficava a contar seus passos, quase tomada pela loucura viu-se mergulhando feito eu numa amargura que rouba-lhe o pouco ar que circulava em seus pulmões, dois tristões optando por caminhos opostos contra a própria vontade e no calor da ansiedade vindo de encontro um ao outro, tocando mãos, busto e rosto até que o cruzar dos lábios nos silenciasse com o mais prazeroso gosto...O amor.
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Hawking, O Filme - 2013 - (Legendado)
O filme conta, nas próprias palavras de Stephen Hawking e de membros de sua família, como um estudante brilhante com uma queda para festas se tornou o físico proeminente que ajudou a desvendar os segredos do universo, do Big Bang aos buracos negros. O cosmólogo relata a extraordinária história de como superou uma grave deficiência física para se tornar o cientista vivo mais famoso do mundo.
Stephen William Hawking (Oxford, 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge , onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.
Stephen William Hawking (Oxford, 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge , onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.
Eu, Christiane F. 13 Anos, Drogada e Prostituída - 1978 - (Dublado)
Christiane Vera Felscherinow, a mais conhecida como Christiane F. (Hamburgo, 20 de maio de 1962), é uma escritora e blogueira alemã, ex-viciada em heroína, que se tornou célebre por contribuir para o livro autobiográfico Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, publicado e editado pela revista alemã Stern em 1978 e que descreve sua luta contra o vício durante a adolescência.
Paraísos Artificiais - 2012 - (Nacional)
Érika (Nathalia Dill) é uma DJ de sucesso e amiga de Lara (Lívia de Bueno). Durante um festival onde Érika estava trabalhando, elas conheceram Nando (Luca Bianchi) e, juntos, vivem um momento intenso. No entanto, logo depois o trio se separara. Anos depois Érika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Mas apenas Érika se lembra do verdadeiro motivo por que se afastou logo depois de se conhecerem, anos antes.
O Cheiro do Ralo - 2007 - (Nacional)
O Cheiro do Ralo é um filme brasileiro de longa-metragem de humor negro, produzido e distribuído em 2007, com roteiro baseado no romance homônimo de Lourenço Mutarelli.
É o segundo filme de Heitor Dhalia, que estreou na direção com o longa Nina. O mesmo entrou em cartaz nos cinemas em 23 de março de 2007, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Baseado em livro homônimo de Lourenço Mutarelli teve seu roteiro escrito por Marçal Aquino e o próprio Heitor Dhalia.
É o segundo filme de Heitor Dhalia, que estreou na direção com o longa Nina. O mesmo entrou em cartaz nos cinemas em 23 de março de 2007, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Baseado em livro homônimo de Lourenço Mutarelli teve seu roteiro escrito por Marçal Aquino e o próprio Heitor Dhalia.
Dona Flor e Seus Dois Maridos - 1976 - (Nacional)
Dona Flor e Seus Dois Maridos é um filme brasileiro de 1976, do gênero comédia, dirigido por Bruno Barreto. Baseado no livro homônimo de Jorge Amado, foi adaptado por Bruno Barreto, Eduardo Coutinho e Leopoldo Serran. A direção de fotografia é de Murilo Salles.
No início da década de 1940, Dona Flor, sedutora professora de culinária em Salvador, é casada com o malandro Vadinho, que só quer saber de farras e jogatina nas boates da cidade. A vida de abusos e noites em claro acaba por acarretar sua morte precoce num domingo de Carnaval de 1943, deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade. Com saudades do antigo marido que apesar dos defeitos era um ótimo amante, acaba causando o retorno dele em espírito, que só ela vê. Isso deixa a mulher em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito.
No início da década de 1940, Dona Flor, sedutora professora de culinária em Salvador, é casada com o malandro Vadinho, que só quer saber de farras e jogatina nas boates da cidade. A vida de abusos e noites em claro acaba por acarretar sua morte precoce num domingo de Carnaval de 1943, deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade. Com saudades do antigo marido que apesar dos defeitos era um ótimo amante, acaba causando o retorno dele em espírito, que só ela vê. Isso deixa a mulher em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito.
Bonitinha, mas Ordinária ou Otto Lara Resende - 1981 - (Nacional)
Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Resende é um filme brasileiro lançado em 26 de janeiro de 1981, baseado na peça homônima de Nelson Rodrigues.
Foi a segunda adaptação para o cinema da obra de Nelson Rodrigues, a primeira foi rodada em 1963.
Edgard é um rapaz humilde, fato esse que o constrange. Procurado por Peixoto, genro do milionário Werneck, dono da firma onde Edgard é escriturário, ele recebe a proposta de se casar com Maria Cecília, filha de Werneck, de 17 anos que fora currada por cinco negros. Pelo dinheiro, Edgard aceita, mas tem dúvidas por gostar de Ritinha, sua vizinha. Já com o casamento acertado, Edgard e Ritinha vão despedir-se num cemitério, onde ela conta o que faz para conseguir sustentar a mãe louca e as três irmãs. Toda a trama gira em torno das hesitações de Edgard, até sua escolha final.
Foi a segunda adaptação para o cinema da obra de Nelson Rodrigues, a primeira foi rodada em 1963.
Edgard é um rapaz humilde, fato esse que o constrange. Procurado por Peixoto, genro do milionário Werneck, dono da firma onde Edgard é escriturário, ele recebe a proposta de se casar com Maria Cecília, filha de Werneck, de 17 anos que fora currada por cinco negros. Pelo dinheiro, Edgard aceita, mas tem dúvidas por gostar de Ritinha, sua vizinha. Já com o casamento acertado, Edgard e Ritinha vão despedir-se num cemitério, onde ela conta o que faz para conseguir sustentar a mãe louca e as três irmãs. Toda a trama gira em torno das hesitações de Edgard, até sua escolha final.
Nosferatu; O Vampiro da Noite - 1979 - (Legendado)
Nosferatu: Phantom der Nacht (no Brasil, Nosferatu - O Vampiro da Noite) é um filme teuto-francês de 1979 dirigido por Werner Herzog, que fez o roteiro baseado na obra de Bram Stoker.
Embora a história seja baseado no romance de Stoker, o filme é uma homenagem ao clássico Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens de F. W. Murnau (1922), no qual foi criada a personagem Nosferatu pois os produtores não conseguiram os direitos da história original e nem tampouco o nome Drácula. Entretanto, na versão de Herzog - realizado quando o romance já estava em domínio público - o personagem volta a se chamar Conde Drácula, embora o nome Nosferatu apareça num livro que a personagem Jonathan Harker (Bruno Ganz) carrega consigo, além de ser o título do próprio filme. Curiosamente, foi trocado o nome de Mina para Lucy, que no romance é apenas sua amiga. O filme apresenta modificações tanto em relação à obra de Murnau quanto ao romance de Stoker. O vampirismo, nesta versão, aparece fortemente vinculada à Peste Negra.
O filme foi a segunda colaboração do diretor com Klaus Kinski, com quem realizaria um total de cinco filmes e sobre quem ainda dirigiria o documentário Meu Melhor Inimigo (1999), um retrato da tumultuosa amizade entre os dois.
Embora a história seja baseado no romance de Stoker, o filme é uma homenagem ao clássico Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens de F. W. Murnau (1922), no qual foi criada a personagem Nosferatu pois os produtores não conseguiram os direitos da história original e nem tampouco o nome Drácula. Entretanto, na versão de Herzog - realizado quando o romance já estava em domínio público - o personagem volta a se chamar Conde Drácula, embora o nome Nosferatu apareça num livro que a personagem Jonathan Harker (Bruno Ganz) carrega consigo, além de ser o título do próprio filme. Curiosamente, foi trocado o nome de Mina para Lucy, que no romance é apenas sua amiga. O filme apresenta modificações tanto em relação à obra de Murnau quanto ao romance de Stoker. O vampirismo, nesta versão, aparece fortemente vinculada à Peste Negra.
O filme foi a segunda colaboração do diretor com Klaus Kinski, com quem realizaria um total de cinco filmes e sobre quem ainda dirigiria o documentário Meu Melhor Inimigo (1999), um retrato da tumultuosa amizade entre os dois.
Justine - 1969 - (Legendado)
Em 1938, o escritor irlandês Darley relembra sua viagem três anos antes a Alexandria, quando ainda era um jovem professor. Ele era amigo de Pursewarden, um funcionário do consulado britânico, e através dele conhece Justine, uma ex-prostituta que agora é esposa de Nessim, um banqueiro egipcio copta cristão. Darley tinha um caso com outra prostituta e dançarina do ventre, a ingênua e tuberculosa Melissa, mas esquece dela para viver seu romance com Justine. Ele desconfia que Nessim sabe do adultério de Justine e teme que faça alguma coisa contra ela. Enquanto isso o irmão de Nessim, o orgulhoso Narouz, se revolta contra os muçulmanos que são a maioria no Egito, e os quais teme que subjugarão a minoria copta assim que os britânicos abandonarem o país, por força do tratado de 1936.
Saló Os 120 dias de Sodoma - 1975 - (Legendado)
O filme foi inspirado no livro Os 120 Dias de Sodoma do Marquês de Sade e conta a história de um grupo de jovens que sofre uma série de torturas por quatro fascistas durante o ano de 1944, quando a Itália era dirigida por Mussolini. A obra, tida por muitos como uma das mais perturbadoras da história do cinema, é dividida em 3 fases, chamadas de 'círculos', que são o Círculo das Manias, onde os fascistas satisfazem seus desejos sexuais; o Círculo das Fezes, repleto de escatologia, onde os jovens são obrigados a ingerir fezes; e o Círculo de Sangue, onde os prisioneiros desobedientes são punidos através de mutilações, torturas físicas e assassinato.
Marat -1967 - (Legendado)
Paris, início do século XIX. Era moda as sofisticadas platéias irem ver teatrais apresentações cujos atores eram loucos, pois isto fazia parte da terapia. Neste contexto uma audiência chega a Charenton para ver uma peça, que foi escrita pelo Marquês de Sade (Patrick Magee), um interno do hospital. Sade dramatizou o assassinato de Jean-Paul Marat (Ian Richardson), um dos líderes da Revolução Francesa, por Charlotte Corday (Glenda Jackson) e usou este fato histórico para servir de ponto de partida para um debate imaginário sobre política, sexualidade e violência entre ele e Marat. Após a apresentação o Marquês explica para a audiência que seu drama quer estimular o pensamento sobre estes assuntos controversos. Enquanto isso os paciente-atores, levados fora pela retórica da peça, iniciam uma revolta.
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