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Fera ferida.

Todos os versos que por ti podia escrever se perderam nos vestígios de mentira que cultivou, meus batimentos que soavam no silêncio como a melodia que embalava nossos momentos, agora são lentos bem como meus movimentos entre os cômodos de meu lar, sem vontade de partir ou de ficar vejo-me quase tão imóvel quanto as mudanças que ocorrem em mim desdo instante aflito que enfim a verdade chegou, não importa o tempo que levou e o que de mim tirou, os sorrisos se renovam e mesmo que algumas coisas nunca se movam eu sempre estive na mão certa de encontro ao bem que nos esperava, mesmo quando algo bom nos faltava, esforços brotavam renovando aquilo que hoje penso ter morrido, movido por estranhos sentimentos a muito tempo ausentes, é inevitável pensar na gente mas não de mesmo modo, em meu drinque há gotículas de ódio e um sarcástico excesso de um negro humor, encaro o espelho e um semblante sangrante é tudo que vejo, ecoando lentos passos na madrugada desacordada, fria e cruel mas ainda assim tão fiel quanto você, sinto imensa vontade de fazê-la desaparecer mas algo me impede, me fere e covardemente aproveita-me como instrumento de seus malévolos planos, por debaixo de um escuro pano fingia amor por mim cultivar, mas se é desejo teu ficar pois fique, mas de mim não espere o mesmo sentimento dedicar, tornei-me fera ferida, sem abrigo nem sentimento, apenas vivendo um momento por vez, sobrevivendo daquilo que você me fez...

- Thiago Rafael.

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