Perguntam-me na calada noite,
Desta tristeza qual a razão,
Vejo em minha feição a pesada lagrima,
A escorrer sem nenhuma compaixão,
Ao alcançar-me os ouvidos a melodia,
Dramático verso de uma bela canção,
Embora de muito amor se fale,
Só conhece a dor quem não o sente no coração...
- Thiago Rafael
Visitantes
Este sentir que de tão gatuno,
Chega beirar o coração vagabundo,
Moribundo embora muita vida tenha,
Não há alegria que mantenha,
O sorriso que insiste em se desfazer,
A teimosa tristeza que só faz crescer,
Insônia esta que muito me domina,
Enfeitar o rosto para um alheio agrado,
Embora triste não há quem queira ficar abandonado,
Chorar é um prato que se come calado,
Quando de alguém estiver ao lado,
Terei a obrigação de outra vez sorrir...
- Thiago Rafael.
Chega beirar o coração vagabundo,
Moribundo embora muita vida tenha,
Não há alegria que mantenha,
O sorriso que insiste em se desfazer,
A teimosa tristeza que só faz crescer,
Insônia esta que muito me domina,
Enfeitar o rosto para um alheio agrado,
Embora triste não há quem queira ficar abandonado,
Chorar é um prato que se come calado,
Quando de alguém estiver ao lado,
Terei a obrigação de outra vez sorrir...
- Thiago Rafael.
Cedo da tarde.
Enfermo ferro que feri o feudo,
Emendo medonho do medo,
Não sabes de um terço a metade,
Na vaidade que mal lhe cabe.
O caule claro e calado,
Goteja o gozo gerado,
Na suavidade dos vais e vens,
Seja por mal ou por bem.
Alguém alegremente algemado,
Observando o ouvinte orvalho,
Murcho no jardim abandonado,
O forte cheiro de musgo embriaga o olfato...
- Thiago Rafael
Emendo medonho do medo,
Não sabes de um terço a metade,
Na vaidade que mal lhe cabe.
O caule claro e calado,
Goteja o gozo gerado,
Na suavidade dos vais e vens,
Seja por mal ou por bem.
Alguém alegremente algemado,
Observando o ouvinte orvalho,
Murcho no jardim abandonado,
O forte cheiro de musgo embriaga o olfato...
- Thiago Rafael
Sem pensar.
Certa tarde ainda cedo do dia recebeu em seu telefone uma mensagem que dizia, "estou sozinha", a imensa ambiguidade daquela curta frase o remetia diversos pensamentos e sensações, ela poderia estar chorando, poderia apenas estar se sentindo só, ou quem sabe sentada a frente da televisão dando risadas de um filme, o que mais o perturbava era não saber como de fato ela se sentia então sem muito pensar banhou-se e vestiu a primeira roupa que havia em sua frente, ainda desajeitado sentou-se em sua moto e saiu rumo aos portões da casa de sua amada, no caminho observando o sol ainda no alto do céu deslizou por muitas vezes a língua pelo céu da boca ansioso que chegasse na casa dela e a encontrasse sorridente, lhe desse um forte abraço e sentir seus lábios deslizando suavemente pelos dela, desejou muitas diferentes coisas para cada situação que pudesse deparar-se ao chegar, do alto da ponte estirava a visão numa tola tentativa de enxergar o teto da casa dela, sentir que estava perto por mais distante que ainda estivesse, encarando através do retrovisor refletia sobre cada pedaço de asfalto que deixava para trás como o passado e as escolhas que fez, questionando-se sobre se havia feito algo errado por ela, com ela, se havia faltado, exitado quando deveria seguir, entristeceu-se e por um instante pensou em dar a volta e regressar a sua casa, sentiu no rosto rasas lagrimas que escorreram em sua face rapidamente removidas pelo forte vento que adentrava em seu capacete, já não sabia mais se eram de tristeza ou de alegria apenas que lagrimas em seu rosto escorria, sentiu-se também só e seu corpo passou a reclamar o abraço de sua amada como se lhe fosse a cura para todas as feridas expostas em sua pele, sentir o calor e a respiração dela em seu ombro pesando-o como se fardo fosse mesmo não sendo. Faltando duas curvas para adentrar a rua onde ela mora o coração passou a bater mais rápido, mais forte, perdeu-se entre as emoções que devoraram-no por dentro, naquele momento a respiração foi ficando mais pesada, a tontura foi tomando-lhe, confuso parou a moto a poucos metros do portão da garagem da casa dela e questionou-se, "o que direi? se quer avisei que estava vindo, e se ela não estiver em casa?", tantas outras duvidas tomando-lhe quando viu lentamente o portão abrindo-se, dele saindo um rapaz mais jovem que ele, poucos pelos no rosto e um semblante sorridente, viu através das barras do portão uma mão sendo levada até a face do jovem e os lábios dele tocando os dedos daquela mão, seu coração acelerou 5, 10 vezes mais a cada segundo que se passava enquanto permanecia imóvel, desceu da moto e caminhando bem suavemente rumo ao portão em seu semblante antes risonho foi dando lugar a uma expressão furiosa, sentiu-se traído, envergonhado, humilhado por tudo que sentiu e sentia enquanto em sua mente entorpecida pela fúria uma infinidade de palavrões surgiam, ainda em silêncio ao chegar com os olhos fixados no rapaz virou-se lentamente com o intuito de encarar sua amada com desprezo e ao perceber que aquelas mãos eram de uma amiga dela desfez-se em lagrimas outra vez e sem ao menos conhecer o rapaz abraçou-no pedindo-lhe desculpas, o jovem confuso apenas disse-lhe que estava tudo bem e ainda despejando as lagrimas no ombro dele ouviu a amiga dizendo, "ela está no quarto a sua espera, vá, ela precisa de você...", recolheu-se apertando a mão do rapaz, cumprimentou a amiga e dando os primeiros passos na casa tudo que sentia era um aperto no peito e o silêncio que tomava os cômodos ecoando os batimentos de seu coração, ao levar a mão ao trinco da porta sentindo-o mais gélido que o de costume hesitou move-lo por vários segundos até que um impulso encorajou-no e ao abrir a porta estava ela de joelhos com duas alianças e dizendo-lhe as seguintes palavras, "hoje eu me despeço de uma vida e abraço uma nova, hoje deixo de ser só e passo a ser nós...", pediu-lhe em casamento...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
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