Sentado a beira do rio,
Meu corpo goteja,
Da face desfaz-se o disfarce,
Sob a sombra da laranjeira.
O canto do pássaro já sem sentido,
O tristonho semblante tornando-se abrigo,
O ombro amigo ausente,
O mundo cheio de gente, ao meu lado o vazio...
- Thiago Rafael
Visitantes
Ausentes unidos.
São apenas sopros de vida, despejo em mim sob as costas nuas os vestígios de outrora que remetem-me o fardo no toque da água fria, o silêncio que dizia mais que o canto, o encontro do nada fazer com o dizer dito pelos olhos, impostor batimento do peito que acelera ao te ver, não ter você tornou-se um egoísta desejo e tudo que vejo trás-me a mente o teu sorriso, novamente entrego-me a desventura de encarar o céu em suas vermelhas nuvens, a pelugem felina que faz-me espirrar e lagrimejar pois a isso posso culpar antes de admitir a mim mesmo razão qual a solidão lamenta, a música de bela letra que me atormenta, o descanso que não vem com o sono, quanto mais durmo mais em ti sonho...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
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