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Inverto-me reinventando-me,
Enterro-me mergulhando em pranto,
O mudo filme em preto e branco,
Sou sentimento que perde-se no tempo,
O vento que de tão fraco não move moinhos,
Ninho sob o seco alto galho da arvore morta,
Porto que não atracam navios,
Serventia de nada sob a vida imposta a mim,
A mão oposta de um caminho sem fim...

- Thiago Rafael.
Sou pedaço de soneto só,
Um sol sozinho sem brilho,
Ausência de carinho,
Passarinho de asas cortadas,
Sou morada mas me chamam de ninho,
O amarelo chamado de branco,
Sou pranto que se perde no riso,
Sou raso e o risco de ser feliz não me convêm,
Desgovernado trem que sem ninguém vaga pelo enferrujado trilho,
O brilho que perdeu-se nos lábios de outrem,
Alguém cujo nome foi esquecido...

- Thiago Rafael.