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Entre o inexistente.

Entre quatro paredes de uma aparente solidão, quatro aparentes paredes que sozinhas vivem, inexistem pois cegas são, sozinhas sentem-se pois separadas estão, uma questão que intriga a própria solidão, confusa por não entender porque tristonhas vivem, se entre quatro paredes estão, entre o que fora está, dentro do que se sente, como se sentem é a questão, como sozinha estar se paredes não conhecem o gosto da solidão, que razão dar há quem entre quatro convivem, evitar quatro sozinhas paredes seja esta a solução...

- Thiago Rafael

Nítidos lamentos.

Eram minhas estas lágrimas que em teu colo escorria, minhas estas palmas frias a tocar seu rosto, sentindo o amargo gosto que a tristeza me trazia, a dor que de mim seu leito fazia, era dia mas dormido ainda não havia, estendia em córregos de falsa alegria este musgoso semblante, terra e logo por todo o corpo, encolhido num canteiro de um escuro quarto, estranha acústica a ecoar meus soluços que interrompiam o infantil chorar, quisera em outro lugar estar, sentir o que em outro alguém habita, habitar o sentir que em mim não havia, abdicar a solidão que tarde partira... - Thiago Rafael