Que seja breve tanto que o vento leve, leve-me no entanto pesado deixe-me, recheado de bondade que nem mesmo a saudade seja capaz de roubar-me, tirar de mim o beijo que cala-me quando mesmo sussurrante reclamo, clamo em silêncio teus lábios, alados toques que envolvem-me no teu abraço, um colo calado que chame de meu, céu que nos cobre e ainda assim frio nos deixa, observando nossa natureza de sermos sós, quando sozinhos o frio nos deixa, deixa que a solidão se esqueça de nós, a sós somos melhor, melhor que nós só se for três, desta vez deixa nossos pais serem chamados de avós, porque a sós somos bem mais que sozinhos, fazemos dos lençóis nosso ninho, passarinhos de um canto lindo feito só para nós...
- Thiago Rafael
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Metade só.
Chovia mas ainda sol havia, era tarde no entanto ainda cedo, pouco além da metade de um dia, todavia havia o medo, toda vida o medo havia, medo de que talvez a vida não fosse toda, incompletamente vivida, no entanto ainda chovia, o que se via não eram risos, tão pouco lagrimas de alegria, perdia-se sob o gotejo que do céu caia, seguia mesmo sem caminho traçado, errado dizia-se no entanto em controversa ao que seus gestos declaravam, amavam-no no entanto ainda só vivia, o sol que via brilhava menos, a lua mais alegria lhe trazia, silêncio que se extinguia sob a luz do dia, dia este que não acabara enquanto lagrimas de seu rosto escorria...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
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