Ame a mim com estes teus funestos olhos, dá-me o colo mesmo que espinhoso seja, olhando-me nos olhos que por ti abre e fecha, teimoso coração que festeja tua chegada, em varanda cercada de musgo e plantas secas, mesmo que chuvoso seja estes lábios, no entanto calados pois os teus reclama, quando lado a lado sob os lençóis, arrumados ao nascer do sol, imóveis corpos que bocejam de tanto sono, mesmo após um longo descansar tristonho, nem mesmo em sonho sinto-me por ti ser alcançado, viver ao teu lado tem sido um fardo pesado demais pra carregar, não importa onde esteja, onde teu coração queira estar, qualquer lugar pra ti não tem sabor, dizeis no passado alimentar-se de meu amor, hoje frente ao espelho teu pálido semblante lembra-me a todo instante que sou vagante, não pertenço a este mundo, sobrevivo do sentimento profundo que insiste em teu peito morar...
- Thiago Rafael
Visitantes
Ninhos e caminhos.
Se algum dia em seu coração este sentimento diminuir, inexistir, sabes que bem como pássaro sem ter onde ficar, suas asas baterá e num instante sem exitar outro lugar encontrará, outro peito alcançará e morada outra vez fará, terei alguém para chamar de ninho, um dizer em voz alta com muito carinho, um pincelar dos lábios em boca enamorada, presença deste alguém reconhecido pelos batimentos de meu peito, com palavras chamar-te de um popular jeito, és vós minha namorada...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Outrora gotejante.
Portas trancadas e lá fora um mundo que calado prestigiava os corpos enamorados debaixo da sombra das cobertas, pernas encruzilhadas e a palma sob o intimo umedecido, o colo aquecido depois de muito deslizar os dedos sob o couro cabeludo, os finos fios de cabelo dando espaço ao gozo que escorria sempre que do intimo a mão alheia saia, ácidos gemidos e sussurros que ancoravam nos batimentos que acelerados acompanhavam a sinfonia que o suor nos corpos fazia, de pudor vazia a mente que criativa se tornava a medida que o intimo a penetrava escupia no semblante até então em silencio num breve momento um suspiro raso e nítido de alegria, a satisfação que no sentir do coração ao tomar as rédeas da situação fazia-a devorar o último gotejo de saliva que dissolvia umidificando o intimo prestes a novamente penetrar-lhe, suavemente deslizando por sua mente pensamentos que em outrora deixaram-lhe livremente caminhar entre as curvas de seu fervoroso amante, não muito demora e num instante retorna ao solo do colchão encharcado de tanto prazer frutificado que exalava do rosto oposto que encarava tua face, não demorou muito e logo o disfarce de rapaz quieto deu lugar a um inquieto semblante, encarando com fervor a todo instante o intimo que freneticamente penetrava, olhando-o não se podia afirmar onde ele estava, os olhos que fechados por minutos permaneciam faziam com que a imaginação fizesse o coração mais rapidamente bater, deixou-se por alguns instantes questionar se pensava em você ou se outro alguém não se sabe quem lhe era motivo para tamanha empolgação, desfez-se da confusão que em sua mente fez-se inquilina e como dama da noite que na esquina se aquece, tornou-se a fera que o rapagão em sua mente idealizava, com seus lábios rosados o intimo másculo deslizava, acolhia-o por inteiro tanto que vez ou outra se engasgava mas o prazer que por dentro a mastigava instigava-lhe a ir além do que imaginava, viu-se tomada por outro alguém a controlar seu corpo, sentiu o gosto de ser amante e ao mesmo tempo amada, aquela intimidade para o seu rosto apontada, armada descarregou gotejos que preencheu-lhe o céu da boca, engoliu e sorriu, fingiu que nada fez, nada viu, banhou-se e sem que o rapaz soubesse de sua casa partiu...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Olhos nos olhos.
Bem como a canção que reclama o que fará ao me encarar,
Te olho por trás da escuridão que acolhe o anoitecer,
Você por outro lado encara o semblante vizinho,
Pensando eu estar sozinho,
Em você faz morada outro alguém,
Aos poucos o bem que reside em mim,
Vai perdendo forma,
Vai chegando ao fim...
- Thiago Rafael
Te olho por trás da escuridão que acolhe o anoitecer,
Você por outro lado encara o semblante vizinho,
Pensando eu estar sozinho,
Em você faz morada outro alguém,
Aos poucos o bem que reside em mim,
Vai perdendo forma,
Vai chegando ao fim...
- Thiago Rafael
Castigo.
E se do rosto uma lágrima escorre, no coração um sentimento morre, lá fora chove, os céus sentem por ti a perda, encarando o vazio frente ao espelho, reflexos das cicatrizes deixadas por quem disse-a amar, talvez seja este o destino de quem por outros se põe a chorar, ser morada de emoções passadas, vestígios que insiste no peito guardar, memórias funestas de quem dentro de si insiste em se perder, esta é você...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Imensos sós.
Hoje os pensamentos de Maysa a Tim,
Tomam conta do meu ser, pobre de mim,
Eu que me ponho a chorar, cansado de tanto sofrer,
Lá fora o dia teima em nascer, cá comigo aquela ausência de você,
Não sei se explico meu bem, tentei encontrar alguém pra chamar de lar,
Mas bem sabes amada, não existe outra estrada,
Para o tristonho passarinho, só existe um ninho,
Embora a imensidão do céu pareça bastante, sinto-me todo instante teimosamente sozinho...
- Thiago Rafael
Tomam conta do meu ser, pobre de mim,
Eu que me ponho a chorar, cansado de tanto sofrer,
Lá fora o dia teima em nascer, cá comigo aquela ausência de você,
Não sei se explico meu bem, tentei encontrar alguém pra chamar de lar,
Mas bem sabes amada, não existe outra estrada,
Para o tristonho passarinho, só existe um ninho,
Embora a imensidão do céu pareça bastante, sinto-me todo instante teimosamente sozinho...
- Thiago Rafael
Lados de um gume chamado coração.
Dai-me teu amor que dele não preciseis, tanto tiveste-o ainda assim desvalorizeis, dizeis ao semblante amado com teu falso brilho no olhar, amar até que a morte vos separe, insistes outro coração enganar, faleis de sentimentos em decomposição, teu coração funesto saboreia o sangue alheio que escorre entre teus dedos, fazeis vitimas em cada beco que passais, dizeis coisas banais que facilmente escorrem pelos ouvidos carentes, bem como a goela que reclama um amargo gole, tuas palavras o veneno envolve, devolve a mim o semblante que roubas-te, cansei de vestir este disfarce, um brilho no olhar com falsa ternura, ando desenfreado sob trilhos que sustentam minha loucura, amar-te causou-me danos que não há cura...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Sem querer dizer adeus.
Moça de sentimento livre, leve-me onde quiseres, fazei de mim teu abrigo, algo bom que não te sobrecarregue, o pensamento que inverte o teu sofrer, nos momentos em que a tristeza teime, em dias em que a solidão alcançar você, tenha-me em teus pensamentos, permita-me habitar em ti a todo momento, inspiração do sentimento que faça-te chamar-me de teu, tornar o meu eu num plural que chamemos de nós, ser feliz a sós, até que o tempo se esqueça da gente, fazer eterno o sorrir e as memórias que ocuparem nossa mente...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Amores de outrora, chorosa lembrança.
Cubra-me ao amanhecer, mesmo que o sol teime em nascer depois de longa noite chuvosa, lá fora o frio ainda presente atordoa as horas, são sete com cara de seis mas você já está atrasada, até sua casa a estrada é longa, não demora cá estará de volta, a porta se estiver trancada não ouse bater, bem sabes que aqui não fazes morada, existem outras além de você, teimou guiando-me por este caminho, antes fiz de mim teu ninho e com desprezo tratas-te minha dor, hoje reclamas meu amor, extinto que perdeu-se depois de tantas taças amargas de vinho tinto em noites claras que choviam lágrimas em meu passado semblante tristonho, em contra-ponto ao sozinho ficar, em mim volta a fazer morada as memórias de quando fosses minha namorada e na solidão volto a chorar...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Jardim.
Despida em negras pétalas de extinta flor, raro sentir de cair o queixo, destinto jeito de sorrir ela tem, quando de encontro a mim vem, o coração parece de mim sair, saltar fora o medo de sorrir, ir e vim sem ter onde ir, me encontro em ti sempre ao regressar, teu corpo é meu leito, meu ninho, meu lar, ensinou-me na simplicidade um sincero jeito de outra vez amar...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Voltas entre quatro paredes.
Na sacada o amor se acaba, um ultimo gole no vinho, gelo no ninho antes em chamas, clamas ao bater-lhe a porta, embora em mim a tristeza more, não demora você volte os mesmos erros cometer, pedir-lhe para crescer é tolice, não mais existe o que mudar te faça, disfarça no semblante entregue as lágrimas o riso que interrompe o choro, de desgosto tantas vezes morri, renascendo na alegria de sozinho estar, mas para o sádico desejo que em ti faz morada, ser minha namorada tornou-se um fardo para mim...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
Dia pós noite com ressaca de alegria.
Ainda que teu colo não mais macio esteja, em noites em que a solidão festeja o teu partir, sem ter onde ir acolho o sofrer que me invade, cultivando a vaidade de ser sozinho mesmo a dois, depois é muito tarde pois o sol o lençol clareia, sentir os grãos ao caminhar descalço sob a areia, voltar pra casa, bater a poeira, a lua se mostra na janela, a vela que acesa sombreia teu rosto, estranho efeito exposto em meu olhar, tolo semblante de quem por tantas noites não se cansa de por ti se apaixonar...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
O colo que acolhe.
E se eu pudesse te descrever morena, escrever com palavras o encanto de tua boca pequena, o encontro de teu busto bem moldado, o salgado suor que de ti provo sem enjoar, teus cabelos encaracolados, de lado pois assim preferes, prestes a beijar-te mais uma vez o coração dispara, invade em mim uma alegria que não para, declara ao luar que encara, este coração que por ti reclama...
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
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