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Outros meios sem fins.

Enquanto lá fora chove, aqui dentro o chão se molha, as lagrimas que em meu rosto escorrem, são meros fragmentos de um sofrimento opcional, um final tristonho de uma história feliz, há quem diz que é preciso morrer de amor, se não há mais espaço para a dor que não se ausenta do peito, desenfreado sentimento, alimentado pelos sangrantes batimentos de um exausto coração, envelhecido, espremido num canteiro vazio chamado solidão...

- Thiago Rafael

Linhas turvas.

Na noite calada ouço o miar dos negros gatos sob o telhado molhado, o soar das telhas movediças brotando canções funestas que interrompem e ecoam madrugada afora, embora cá entre quatro paredes cúmplices de meus segredos, encaram meu estranho jeito de viver, de ver e ouvir o que tens a dizer, fazer o que o coração mandar, sonhar até que o nascer do sol interrompa o curto descanso destes olhos, exaustos de tanto encarar-te, moldando seu jeito de ser, transformando em versos o que de mais belo possa haver, linhas sob uma visão turva, cuvas que me levam até você...

- Thiago Rafael