Na noite calada ouço o miar dos negros gatos sob o telhado molhado, o soar das telhas movediças brotando canções funestas que interrompem e ecoam madrugada afora, embora cá entre quatro paredes cúmplices de meus segredos, encaram meu estranho jeito de viver, de ver e ouvir o que tens a dizer, fazer o que o coração mandar, sonhar até que o nascer do sol interrompa o curto descanso destes olhos, exaustos de tanto encarar-te, moldando seu jeito de ser, transformando em versos o que de mais belo possa haver, linhas sob uma visão turva, cuvas que me levam até você...
- Thiago Rafael
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