Seu sorriso em forma de afiadas laminas perfuravam meu coração todas as manhãs, seu beijo sabor de maçã era tão doce quanto a melodia de uma romântica canção, brotando em mim desenfreados impulsos e uma insana sensação, paixão talvez foi o que cultivou, mas o que em mim deixou foi de uma tamanha ingratidão.
- Thiago Rafael.
Visitantes
Imoveis minutos.
Perdi as contas de quantas vezes o silêncio perfurou meu peito de um canibalesco jeito e tão prazerosamente sádico que fazia-o pulsar desenfreadamente, não havia nada que se passasse em minha mente se não o instante mórbido que seus lábios tocaram os meus tão friamente quanto o primeiro suspiro de inverno, seus negros olhos envenenavam-me os pensamentos fazendo-me perder o controle e a sanidade, driblei todos os conceitos de moralidade para em teu intimo viciante o meu mergulhar, ainda sinto seus fios de cabelo lisos artificialmente deslizando entre meus dedos, seus jeitos distintos de encarar-me mesmo as escuras, luz negra de uma manhã chuvosa e seu perfume de rosas, combinações perfeitas de ódio e prazer embalados por um timbre sussurrante e faminto, distinto como vinho tinto envelhecido no próprio quintal, tudo parecia tão quieto e normal após o ultimo gemido antes das ofegantes respirações, todas as sensações e pensamentos, não houve nada naquele momento que fizesse-me duvidar de suas intenções, se não minutos após em que nossos corações seguirão caminhos diferentes, só então passou a pensar na gente, mas já era tarde, faltou-nos com a verdade e condenou-nos a sobreviver sob a margem da distância e da saudade...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Fera ferida.
Todos os versos que por ti podia escrever se perderam nos vestígios de mentira que cultivou, meus batimentos que soavam no silêncio como a melodia que embalava nossos momentos, agora são lentos bem como meus movimentos entre os cômodos de meu lar, sem vontade de partir ou de ficar vejo-me quase tão imóvel quanto as mudanças que ocorrem em mim desdo instante aflito que enfim a verdade chegou, não importa o tempo que levou e o que de mim tirou, os sorrisos se renovam e mesmo que algumas coisas nunca se movam eu sempre estive na mão certa de encontro ao bem que nos esperava, mesmo quando algo bom nos faltava, esforços brotavam renovando aquilo que hoje penso ter morrido, movido por estranhos sentimentos a muito tempo ausentes, é inevitável pensar na gente mas não de mesmo modo, em meu drinque há gotículas de ódio e um sarcástico excesso de um negro humor, encaro o espelho e um semblante sangrante é tudo que vejo, ecoando lentos passos na madrugada desacordada, fria e cruel mas ainda assim tão fiel quanto você, sinto imensa vontade de fazê-la desaparecer mas algo me impede, me fere e covardemente aproveita-me como instrumento de seus malévolos planos, por debaixo de um escuro pano fingia amor por mim cultivar, mas se é desejo teu ficar pois fique, mas de mim não espere o mesmo sentimento dedicar, tornei-me fera ferida, sem abrigo nem sentimento, apenas vivendo um momento por vez, sobrevivendo daquilo que você me fez...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Marcas.
Não me entenda mal, se quer entenda, não houve nada igual, apenas um marginal sentimento, um gélido momento, provocações e olhares, memórias escritas em todos os lugares, em cada cômodo do meu pensamento, um instrumento carnal a deslizar entre curvas, nuas intenções, meus lábios citou-lhe corretamente as saudações com fortes cargas de emoção, estranhamente o coração não foi suficiente, rasgou a pele e guardou os restos em seu recipiente de memórias, deixando que as feridas expostas falasse pela gente...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
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