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Entre passos e pássaros.

Penso ligeiro e vejo a vida olhando torta, atrás da porta há uma moldura com a figura exposta de quem já fui, mutável mudei-me por inteira, nasci frágil, tornei-me guerreira, sou lupina em pele de cordeira, caminho leve mas é pesado o fardo, o passado é uma ruptora em minh'alma, os passos deixados no caminho dizem de onde vi mas só as cicatrizes nas palmas de minhas mãos o quanto sofri, nas costas muito mais que a bagagem, uma natural tatuagem escupindo dia pós dia o que deixo pra trás com cada nova escolha que faço e fiz, disse certa vez uma já idosa mulher, que só conhece o sentir aquele que sente e quem diz que entende é na vida só mais um mero aprendiz...

- Thiago Rafael.
Registre o amor e direi-lhe com quais cicatrizes a dor ensinou-me outro caminho seguir, deixando de ser mero aprendiz, seguindo a vida como um tutor, as intensidades são variáveis mas o sentir é um só... - Thiago Rafael.

Sentir descalço.

Sentado a frente de tua fotografia, pela brecha da janela vejo adentrar a luz do dia, mais uma noite em claro com os olhos arregalados encarando o escuro de minh'alma, maltratada tantas vezes por tal desalmada criatura que por ventura meu coração pode ter, certamente sem saber o que fazer com o que sentia, sua forma fria de dizer-me adeus tirou-me muito mais que a alegria, muito além que as razões as quais construí ao longo da vida, senti-me voltando ao ventre outra vez nascendo sem nada saber, agora sem tempo o suficiente para aprender, sem forças para regenerar, restou-me cá sentado esperar que com meu coração regresse ou que a solidão leve-me a um penhasco em qualquer lugar...

- Thiago Rafael.

Goles e calos.

São nessas noites que encaro-me frente ao espelho onde tão ligeiramente desencontro-me, tão facilmente me perco diante das tantas possíveis escolhas as quais me arrependerei na manhã seguinte, são estes pequenos passos que insistem em revirar-me de perna a cabeça deixando-me inverso com o coração exposto, pulsando, sentindo por dentro o quão frio faz fora de mim, vejo-me constantemente assim, vagante, deslumbrando o fundo de uma taça de vinho agora vazia, não tão quanto mi'vida depois  que partiu partindo-me...

- Thiago Rafael.

Apenas o vento, penas ao vento...

Estive aqui pensando enquanto encarava as hélices do ventilador que giravam tão ligeiramente quanto meu mundo, cá embriagado por uma mistura de sono e saudade de um tempo que você era mais próxima, de quando ouvir sua voz era motivo de sobra pra me fazer sorrir sem explicações, as emoções eram tão presentes quanto a saudade que hoje faz morada em minhas expressões recheadas de melancolia e solidão, minhas mãos calejadas de tanto tentar moldar-te nos mais diversos objetos que decoro os cômodos desta casa vazia que ecoam as lágrimas quando tocam o chão, a imensidão é menor que a dor que sinto mas ainda assim minto quando perguntam-me se está tudo bem, a gente aprende a lidar com essas coisas quando caminhamos por muito tempo sozinhos, são nessas horas que perde-se o sentido do sorriso antes emitido ao encarar um ninho do alto da arvore... - Thiago Rafael.
Gira em torno de mim mil maneiras de te dizer coisas as quais ficam presas na garganta mas seria antecipar um riso o qual é mais gostosamente admirado pessoalmente e por isso não lhe direi neste instante mas o quanto antes quero ver-lhe sorrir ao meu lado...

Te olho quase sempre a distância e mal cabe em mim aquele sentimento de quando criança olhava as coisas belas a minha volta e sorria quase sempre sem motivos, a minha volta olhares julgavam meus olhos que brilhavam bem como brilham quando olho pra ti...

Eu sei que ainda é cedo e que no alto o sol ainda é forte mas eu sinto aquela vontade de deitar e adormecer no teu colo sempre que você está por perto, existe algo no teu cheiro que me embriaga e que me faz perder as rédeas, os batimentos ficam desenfreados e congelado fico de baixo a observar teu queixo e lábios nos intervalos que ausenta tua fala dando lugar ao sorriso que me deixa mole mole...

Eu sei que a gente sabe se entender mas toda vez que te olho cabisbaixa isso faz-me entristecer de tal modo que o mundo é pequeno para residir minha timidez, daqui te olho sentindo as pálpebras tremendo enquanto desvio o olhar toda vez que você se move, temendo que perceba que te quero bem e que tudo que mais quero é ver-lhe sorrir outra vez...

Anoitece e cá estou outra vez intensamente desejando perguntar-lhe se teve um bom dia mas sei que mesmo na alegria és fria como geleira ao sul deste mundo, é moribundo o modo como trata-me mas bem lá no fundo gosto de como tu és e como submisso fico aos teus pés contando cada suspiro e batimento deste coração e chora e sorrir tantas vezes ao dia por ti...

Não demora muito e ainda a poucos passos da tua porta na volta pra casa sou tomado por aquela saudade que teus lábios me deixa sempre que é chegada a hora de partir, mais uma semana longe de ti e a saudade aumenta quando chega a noite e é preciso dormir pois cá comigo reside o desejo de todas as noites sonhar contigo...

Vou provocar o tempo para que o mesmo torne-se amigo e que teu abrigo seja este ombro meu agora vazio mas que tanto anseia sentir teus finos fios de cabelo e o cheiro teu que gruda muito facilmente em minha pele...

É triste ter que ir embora, embora a saudade em mim já reside, feito antiga muralha que ao tempo resiste, como frágil pétala que a suportar a tempestade, a alheia vaidade que em mim vez ou outra é inquilina, a adrenalina que corre em meu corpo quando penso no gosto que habita os lábios teus, são meus estes pensamentos que atordoa-me a todo momento, desejando sentir o suor teu escorrer em minha pele, minhas mãos serem as únicas vestes que teu corpo conhece, a minha língua ser a única que sabes falar e a tua boca calar antes que pronuncie a palavra adeus...

- Thiago Rafael
Certas coisas preciso te dizer, não só pra você cultivo flores em meu jardim, meu coração é um oceano sem fim, em mim reside amores que não conto os nomes, gosto de mulheres e de homens e sou feliz assim, faço por eles o que fazem a mim e assim vivo cada vez mais leve, não deixe que a solidão te carregue, se precisar de ninho chega mais perto, no meu leito tu tens afeto e sexo se estiveres afim...

- Thiago Rafael
Quero falar de amor mas vem-me a dor ao ouvir este nome, mulher ou homem pode ser capaz de fazer-me outra vez sorridente, sobrevivo do efeito árduo daquele beijo ardente, do tipo que faz a gente beirar a morte ou a ilusão, por aquela paixão fiz tripas, coração, no entanto a solidão sobressaiu, o lado bom de mim outra vez partiu, restando apenas devassidão, virei noturno amante, prefiro ser só mais um objeto em sua estante de prazeres a viver outro romance...

- Thiago Rafael.

Ventos distantes.

Hoje mais cedo senti sua falta,
Como por outro alguém nunca senti,
Você parece minha satisfação,
Motivo o qual faz-me sempre sorrir.

Quero sem medo ouvir tua voz,
Contar das vezes que de longe te vi,
Sobre o medo de me aproximar,
Vendo-te por outro caminho seguir.

Apaixonar é um risco a correr,
Ser dono de meu próprio nariz,
Fazer escolhas sem medo de sofrer,
A vida seguir sem muita cicatriz.

Sei que parece só mais uma ilusão,
Uma loucura de um mero aprendiz,
Pouco sei sobre essa paixão,
Mas sei que quero fazer-lhe feliz...

- Thiago Rafael.

Amarras de uma intensa palavra.



Você deve estar perguntando-se porque um vizinho do outro lado da rua ligou para a policia denunciando um homem despido e amarrado numa cama frente a janela cujo primeiro brilho do sol entra por ela expondo a toda vizinhança, pois bem caro policial irei vos explicar...

Era por volta das vinte horas quando saindo do trabalho decidi fazer uma pausa em um barzinho a caminho de casa, sentadas a beira do palco estavam três moças olhando-me vez ou outra, uma morena de cabelo curto com uma postura aparentemente máscula mas com uma delicadeza no jeito de mexer no cabelo e de levar o cigarro aos lábios, outra com o cabelo médio, baixinha de lábios carnudos e olhos negros, tragava o vinho sempre que me encarava, a terceira com o cabelo mais longo entre as três, magra de porte médio e uma ousadia na postura, sentada no meio das outras duas com os braços abertos acolhendo os ombros das outras duas moças, esta mal olhava-me mas cochichava algo no ouvido das outras duas que olhavam-me logo em seguida sempre que ela falava algo ao pé de seus ouvidos, não levou muito tempo até ser avisado pela garçonete que teria sido convidado a juntar-me a mesa, exitei por um curto instante enquanto minha imaginação fluía pensando em mil coisas a dizer ao apresentar-me mas todo o esforço resumiu-se a um silêncio perfurante seguido de uma leve batida do copo na mesa e um olhar fixo nos olhos da moça ao centro das três, seus olhos estavam fixos nos meus desdo instante em que levantei-me da mesa onde estava, lentamente ela moveu seus braços levando-os a mesa, estirando em seguida uma de suas mãos até as minhas apresentando-se disse-me logo em seguida sem muito remanche, "conheço seu trabalho, acompanho seus escritos na internet mas não recordo-me como se chama...", o silêncio prevaleceu por alguns instantes até que ela insistiu, "não nos dirá como se chama?", um pouco trêmulo na voz a respondi tentando aparentar firmeza mas percebi o quão falho fui ao receber logo em seguida uma longa gargalhada por parte das três moças, a de cabelo mais curtinho me disse em seguida ainda sorrindo, "calma rapaz, nós temos algo que lhe interessa e você tem algo que nos interessa", desta vez com uma notória firmeza a perguntei, "e o que seria afinal?", ela retrucou questionando, "não faz a minima ideia do porque de termos chamado você para juntar-se a mesa conosco?", ainda firme respondi, "não, não faço a minima ideia", ela então questionou-me, "então o que escreves é pura imaginação? não viveis nenhuma das experiências descritas nas tantas linhas de seus contos eróticos?", a vermelhidão corou-me o rosto, senti as palmas de minhas mãos ficarem gélidas, jamais havia sido abordado a cerca de meus escritos eróticos, fiquei novamente trêmulo em seguida respondendo, "o que escrevo é fruto de pouca experiência e abundante imaginação", a mais baixinha por sua vez pegou-me pela mão dizendo logo em seguida, "nota-se que os calos de suas mãos são frutos não da escrita mas de uma interrupta masturbação", se puseram a rir novamente e sem resposta alguma em minha mente levantei-me da mesa esbaforido, antes de alcançar a porta de saída senti uma leve mão em meu ombro seguida por um sussurro dizendo-me, "esta noite você terá a chance de escrever algo real, siga-nos ou volte para seu canteiro que exala inexperiência inundado de imaginação".

Bom, como o senhor pode ver, certamente sabes qual escolha fiz, mas se permite-me gostaria de contar-lhe detalhes a cerca do que levou-me a estas amarras e o forte cheiro de perfume feminino predominante neste comodo...

Ao virar-me não consegui ver as outras duas moças, a minha frente estava a de cabelo longo olhando-me de baixo para cima, elogiando-me as vestes mal escolhidas, pegou-me pela mão levando-me em seguida para a pista de dança, conversamos por alguns minutos fingindo estarmos dançando, ela disse-me que não podia levar-me mas que eu ficasse atento ao perfume que guiaria-me o caminho, como prometido aguardei cinco contados minutos após sua saída, com passos ligeiros segui o rastro de seu perfume misturado a forte frieza daquela cidade pós chuva, já muito fraco temia perder-lhe tendo eu um fraco olfato, por sorte ou azar ainda não sei dizer, a vi a poucos metros a minha frente numa travessa sem saída, não aproximei-me logo em seguida, observei-a entrar pela porta ainda a distância, segui algo embaraçoso revirando minha mente bem como o medo que sentira na infância, lentamente caminhando rumo a porta daquele cômodo vir-me acelerante e as palmas de minhas mãos de firmes e confiantes deram lugar a um constante medo do que viria no seguinte instante.

Ao abrir a porta vi a mesma moça sentada encarando-me com um lenço em uma de suas mãos, levantou-se ao vez-me dar os primeiros passos dentro do quarto, enquanto estacionado com os olhos fixados a frente do que via ela caminhou por trás fechando a porta vendando-me logo em seguida, lembro-me vagamente de ter subido uma curta escada, creio ter sido levado para o terceiro ou quarto andar, fui guiado até uma cadeira onde era possível sentir folhas soltas sobre uma mesa de mármore e vários lápis de madeira, ainda vendado senti os pés serem amarrados, o quadril logo em seguida antes de ter os olhos desmascarados, quando os abri pude ver as outras duas moças despidas na cama, já beijavam-se antes da terceira juntar-se a elas, beijaram-se por alguns segundos até pararem, encararem-me em seguida dizendo, "o que esperas? escreva..."

Tudo que direi a seguir policial pode e deve ser usado contra ou a meu favor no tribunal, não sou nenhum marginal mas meus pensamentos foram além da minha razão, não sou puritano mas jamais havia sido tomado por tamanha insanidade, toda a minha vaidade romancista desfez-se esta noite, entenderás o que vos digo ao ler as escritas espalhadas pelos cômodos desta casa, mas se permite-me ir além gostaria de lecionar minhas memórias pois estas foram lapidadas por todas as cenas aqui vividas nesta cama de casal...

Não levou muito tempo para que as três voltassem as caricias após as primeiras palavras escritas nas amareladas folhas de papel, era possível sentir o forte cheiro de cravo a cada letra tatuada com grafite, seus seios mediados suados deslizavam uns nos outros como se estivessem dançando, os dedos penetrados no intimo ao lado gotejavam o gozo calado a marcar de branco os negros lençóis, suas nádegas robustas, fartas e bem moldadas empinavam-se a cada ácido gemido, ao meu ouvido ecoavam suas poucas falas misturadas ao que minha imaginação produzia, a minha frente caladas, em minha mente mil coisas diziam, era como se sussurrassem cada palavra que minhas mãos escreviam, então uma delas levantou-se deixando as outras duas beijando-se e acariciando-se, abriu uma das gavetas da comoda, retirou um pente e começou a pentear-se a frente daquele espelho vitoriano, a escova cujas costas similar a de uma palmatoria em seguida foi levada as nádegas de uma das moças ainda deitada, foi instantâneo o alto gemido seguido por um forte impulso motivando-a a implorar por outra palmada, fixei meus olhos nas nádegas que de brancas assumiram a vermelhidão que na ausência da escova era acertada pela palma da mão.

Neste instante dei por mim que se quer sabia o nome das moças, como as descrever citando-as somente pelas poucas roupas e seus cortes de cabelo?

Quando as perguntei a mais baixinha questionou-me, "faz diferença saber?", em seguida a de cabelo longo disse-me, "chame-nos como preferir, use sua imaginação e batize-nos pelos nomes que seu tesão lhe sussurrar...".

A começar pela de cabelo mais curto, preferi chama-la de Belle, a de cabelo médio passou a atender por Anne seguida pela de cabelo longo por Ive, as três ficaram satisfeitas com seus novos nomes de batismo casual, levantaram da cama logo em seguida e foram as três ao banheiro, ali ficaram por vinte a trinta minutos enquanto já inquieto e com a garganta seca ousei chama-las para pedir-lhes um pouco de água, antes que as primeiras palavras pudessem sair da minha boca ao abrirem a porta vejo-as vestidas com roupas de vinil, a Anne cujas nádegas estavam ainda rosadas vestia-se como uma felina, um forte batom vermelho e um leve contorno de preto ao redor dos olhos, Belle por sua vez com uma calcinha que simulava o intimo masculino penetrando-a deixando exposta a outra parte do membro de superfície siliconada, Ive possuía apenas uma curta saia de vinil, prendedores em seus mamilos e um chicote na palma de sua mão, as três vieram em minha direção desamarrando-me da cadeira logo em seguida, vi a corda com uma lamina ser rompida arranhando-me a pele, o sangue a escorrer de minha coxa molhando as negras roupas parece ter as instigado ainda mais, confesso ter ficado assustado pensando eu em minha masculinidade ser por Belle com aquele membro ser penetrado mas o alivio veio logo em seguida quando já amarrado pelas mãos e pelos pés vi Belle impor a Anne que ficasse de quatro encarando-me enquanto penetrava-a, Ive por sua vez chicoteava as duas pausadamente a cada cinco, seis vezes que Belle penetrava Anne, era possível sentir a ofegante respiração de Anne em minha frente e a saliva de sua boca gotejar em meu intimo, Ive chicoteava-me nas perdidas vezes que tentei aproximar-me, encarava-me com um furioso olhar que em silêncio dizia-me, "ponha-se no seu lugar...".

Sem que por um instante se quer meu intimo fosse tocado, o senti gotejante quando ao meu lado Anne debruçou-se depois de ter por várias vezes gozado, exaustos seus braços quase falecidos tentavam levantar-se enquanto seus seios tocavam meu intimo umedecido, encarando-a nos olhos pude perceber o gosto pelo gozo que escorria em seu corpo após ter levantado-se, Ive com um de seus dedos levou-o até os seios de Anne sentindo em seguida o gosto do que esvaia-se de meu intimo, Belle por sua vez manteve-se ereta ainda segurando fortemente contra o próprio corpo o quadril de Anne, Ive então decide ir para trás de Belle, a vejo levando uma das mãos ao intimo de Belle enquanto os lábios repousam nos ombros e pescoço guiados pela mão que livre percorria as curvas de Belle, vi aquela moça de postura máscula transformando-se em donzela quando tocada por Ive, desdo instante que a vi percebi sua postura como alfa da matilha de lupinas, Ive era uma mulher magrinha mas de firmeza no toque, as veias que elevavam-se em sua pele ao apertar as nádegas de Belle deixavam isso nitidamente.

Novamente debruçada em minhas pernas era possível sentir os movimentos de vai e vem que Anne fazia movida pelas lentas penetrações de Belle enquanto Ive acariciava-a todo o corpo, naquele momento vi uma ligeira mudança no olhar de Ive quando ela notou uma das mãos de Anne tocando-me, apertando-me enquanto era penetrada, Ive furiosa chicoteou a mão de Anne enquanto tocava-me dizendo, "o que você pensa que está fazendo?", Anne nitidamente assustada respondeu medrosamente, "não sei, juro que foi sem querer...", Ive volta a acariciar Belle que se quer moveu-se ou assustou-se diante da ação de Ive, Belle certamente a conhecia a mais tempo que Anne e por sua vez estaria acostumada aos caprichos dominadores de Ive, acanhada Anne permitiu-se ser penetrada gozando novamente em seguida após chicoteada por Ive, Belle aparentemente exausta retirou lentamente o membro de Anne que de tão encharcado de gozo umedeceu parte do lençol deixando Anne tomada pela vermelhidão ao perceber o quão havia gozado, Ive já havia retirado-se da cama estando sentada na cadeira onde eu estava sentado a principio, dali ela observada Belle e Anne transarem a minha frente sem que eu pudesse mover um músculo se quer...

Quando Belle e Anne levantaram-se da cama vi Ive em seguida vindo em minha direção, ao chegar começou a engatinhar colocando seus joelhos e mãos ao lado de minhas pernas até que seus seios tocassem meu intimo, ela o deslizou entre eles por curtos segundos levando em seguida suas mãos a minha nuca e por fim vendou-me, daquele momento em seguida não era possível ver nada além do meu intimo quando abaixava a vista através das brechas do lenço que vendou-me, ouvi poucos minutos após um longo barulho do chuveiro, algumas risadas, minutos após alguém batendo a porta dizendo que a encomenda havia chegado, Ive atendeu o rapaz com uma tamanha gentileza diferente da qual tratou-me, era possível saber que ela foi atender a porta ainda despida pois o silêncio do cômodo permitiu-me ouvir as gotas que escorriam de seu corpo e o forte cheiro do sabonete, após cerca de dez minutos o local foi tomado pelo cheiro de um caro vinho o qual não recordo-me o nome mas pude sentir o gosto pouco antes de fecharem a porta e partirem quando Belle beijou-me dizendo em seguida em tom sussurrante, "ainda esta semana espero ver-me entre suas personagens...".

Depois do barulho da porta fechando-se só recordo-me de inutilmente tentar desfazer os nós conseguindo apenas retirar a venda que me foi colocada, confesso que não arrependo-me da vergonha que passo neste momento, não espero ser perdoado por parentes ou até mesmo por uma possível namorada, tudo que quero levar comigo para casa é toda a bagagem que adquiri com estas três moças nesta excitante madrugada...

- Thiago Rafael.
O gosto da tradução, a traição de um idioma mal falado, o calado batimento de um peito que neste momento contenta-se e chora, embora tristonho o coração é teimoso e não mede o gosto de sentir-se abandonado, mal amado é aquele que vai embora quando ainda o peito reside o amor que brotou em outrora, agora fechadas as portas, resta pendurar os lenços encharcados no varal e pedir sem nenhum mal que os possíveis amores vão embora...

- Thiago Rafael.
Faço as pazes, sou de prazeres, não de disfarces, a minha face é um espelho, o que ver em meus olhos não é totalmente verdade, é mero desejo...

- Thiago Rafael.

Impares amargos.

Preparo-me tristemente para escrever sobre um destinto gosto que senti sob os lábios, o amargo de verdades nunca ditas pelos fragmentos de minhas peles dos dedos enquanto escrevo-as já que minha voz não surtiria mesmo efeito, falo de um jeito de amar cujo peito sangra só de reviver tais memórias, como um covarde ao apunhalar pelas costas seu melhor amigo tive que encarar como inimigo o motivo pelo qual justificava minha extinta alegria, quem me viu sorrir um dia sabe o quão verdadeiro era meu semblante, quem ver-me neste instante pergunta-se arduamente quão profundos são os abismos que atrevi a me jogar, como saltador sem paraquedas mergulhei no escuro de teus olhos iludido pelo que teus lábios causou-me no primeiro encontro, quem apaixonou-se nesta vida sabe como prazeroso é sentir o bater das asas de milhares de borboletas em nosso estomago quando se quer tomamos o café da manhã, mesmo jejum sentia-me preenchido, recheado pelo que hoje encontra-se apenas um vazio ecoante cuja minha voz não ecoa e a mesma não pode ser ouvida por ninguém, vejo-me aprisionado dentro de meu próprio ser sem saber quais caminhos seguir, tornei-me um labirinto sem porta de entrada ou saída, fui jogado em seu interior com migalhas para sobreviver mas quão tolo pude ser ao não perceber que não importam quais sejam os esforços que façamos, quando estamos no centro do oceano sem a existência de qualquer vida a nossa volta não há nada que possa nos socorrer, assim me senti quando perdi você e assim sinto-me a cada dia que tento afastar-me, todo o esforço que usufruo para lembrar do que faz-me bem é apenas a vontade de te esquecer, vencer um jogo com um só participante, um troféu sozinho em uma estante, o instante de glória recheado de aplausos por fazer nada além do próprio dever, imagino que assim sintam-se outros que como eu tiveram o mesmo destino, acreditei cegamente ser um homem cuja mente fosse brilhante mas vejo a cada instante que não passo de um mero menino, amedrontado pelo futuro que não cabe na palma de sua mão de tão grandioso, a responsabilidade que lhe foi imposto, o caminho que não pode seguir, sem ter onde ir despeço-me dos sonhos que cultivei e das poucas emoções que em alguém cativei mas de tão ingrato nem seus nomes sei, fui tão amargo amigo que se fosse preciso buscar abrigo morreria de fome entregue aos montes de trapos no armário equilibrado por livros que nunca li e uma geladeira quebrada cheia de lixo...

- Thiago Rafael.

Insano suor.

Tudo isso teve inicio numa destas tardes despretensiosas quando sentado a espera de meu nome ser chamado na fila de um consultório médico, lá estava ela sentada com seu uniforme em seu horário de descanso, cabelo curto, olhos negros, boca não muito carnuda mas um certo jeito sensual em sua postura, aproximei-me como se buscasse informações sobre o local mas já sabemos que isso não passou de uma desculpa barata para puxar assunto, ela tinha seus vinte e poucos anos, trabalhava como enfermeira e não lhe restava muito tempo ali pois breve teria de voltar ao trabalho por isso não poupei palavras levando minhas intenções direto ao ponto, a principio não houve espaço pois ela certamente sentiu-se pressionada pelo meu jeito direto mas tolice a minha foi pensar que naquela noite realizaria uma de minhas fantasias.

Por dias após aquele não tirava aquela enfermeira da minha cabeça, seu jeito marrento meio enojado com minha atitude deixou meus olhos fixados em sua boca durante todo o tempo que a tive ao meu lado, me vi obrigado a retornar ao hospital e assim fiz, ao chegar tive a sorte de encontra-la no mesmo local assim que começara seu horário de descanso, dessa vez mais suave procurei amenizar minhas nítidas intenções no entanto sua sabedoria já previa este gesto e sussurrando em meu ouvido disse-me, "não seja gentil, gosto de pensar que vem aqui apenas na intenção de me foder", pasmo ainda com os olhos arregalados encarei-lhe buscando um olhar sereno galanteador mas a verdade é que nunca me vi tão desconcertado, ela me disse que duas horas após voltar ao trabalho teria um outro intervalo desta vez mais longo, combinamos um local aos fundos do hospital que levava a uma despensa, foram as duas horas mais longas em muitos anos.

Encostado na parede próximo a porta da despensa, sem que esperasse fui abordado pela palma de sua mão sendo levada a minha cueca, acariciando-o começou a beijar-me o pescoço arranhando-me as costas com suas unhas livres de meu intimo, sua ofegante respiração deixou-me numa posição totalmente submisso aos seus caprichos, aos poucos fui levando-nos a porta da despensa por fim trancando-nos no local, tirou meu cinto o mais rápido que pôde ajoelhando-se em seguida apoiando seus joelhos sob caixas de papelão vazias, enquanto sentia-o sendo encharcado por sua saliva aguentava as dores de suas unhas penetradas em minhas coxas, puxando-me contra seu corpo naquele instante tudo em mim tornou-se uma intensa mistura de dor e prazer embriagados pelo risco de sermos pegos a qualquer momento, seus movimentos e vai e vem igualhavam-se aos de uma profissional naquela arte, nunca fui muito fã de prostitutas mas temos de concordar que a prática trás a perfeição e aquela moça sabia muito bem o que fazia.

Satisfeito com todo o carinho dedicado ao intimo vi-me na obrigação de retribuir-lhe o gesto, havia uma mesa muito empoeirada com poucos objetos sob ela, peguei o mesmo papelão o qual ajoelhou-se colocando-a acima deles e por fim suas coxas em minhas costas, os movimentos intensos que fazia sob minhas tatuagens com a sola de seus pés atiçava-me quando unidos aos seus ácidos gemidos, excitava-me ainda mais vê-la levando as mãos a boca para que os gemidos não chamassem a atenção fora dali, aos poucos fui despindo-a da pouca roupa que havia por baixo do avental de enfermeira, uma graciosa calcinha incomum para sua personalidade e um sutiã não muito difícil de remover, após despi-la por completa deixe-me igualmente levando em seguida o intimo ao seu penetrando-o suavemente, lento como quem não conhece o tempo, quis fazê-la sentir cada centímetro de mim adentrando sua intimidade como se intimo fosse de seu corpo, minhas mãos acariciavam seus mamilos enquanto as suas ainda fixadas em sua boca contendo os gemidos, aos poucos acelerando as idas e vindos de meu quadril rumo a sua virilha, do topo de meu intimo rumo ao mais profundo gosto de ti, sempre que tirava-lo deslizava a ponta de meu dedo sob a pele aquecida provando de seu gozo espalhado por todo o intimo.

Como previsível não levou muito tempo até que ela assumisse sua posição dominadora, desceu da mesa num rápido movimento jogando-me em seguida sob a mesma, era possível sentir o acumulo de suor sob o papelão já encharcado de prazer, subiu a mesa sentando-se em seguida sob o meu ereto intimo, seus joelhos laterais ao meu quadril apertava-me contra suas coxas, levou as mãos sob o meu peito apertando-me com suas unhas rasgando-me a fina pele, não demorou e logo os primeiros pingos de sangue começaram a escorrer, ela brincava com ele como se minha pele fosse uma tela enquanto cavalgava intensamente, era insano vê-la agindo tão friamente enquanto em sua face havia um sorriso e uma infantil expressão eloquente, a senti gozar três, quatro vezes enquanto rasgava-me a pele do peito, costelas, ombros e braços, após deixar-me intensamente marcado levantou-se do meu intimo levando-o ao meu rosto fazendo-me prova-la outra vez, desta mais temperada, era possível sentir o salgado gosto do gozo, seus lábios tocavam-me delicadamente quando sem que possível fosse conter-me o intimo impulso, gozei levando-me ao mais profundo tecido de sua garganta, não desperdiçou uma gota se quer, engoliu-me como sobremesa e sem muito dizer vestiu-se o mais depressa que eu já havia visto alguém recompor-se, não caprichou nas aparências, saiu dali toda soada e com as palmas de suas mãos ainda sujas com meu sangue, eu por outro lado fiquei ali trancafiado por horas desacreditado, em toda minha vida jamais havia gozado de um momento tão intenso e arriscado como tal.

Neste momento vocês querem saber o que houve entre nós imagino, tivemos perdidas transas nos mais inusitados cômodos daquele hospital chegando a desrespeitosamente transar ao lado de um paciente desacordado, não culpe-nos pela possível indelicadeza, era uma noite turbulenta e todos os outros cômodos estavam lotados de pacientes com olhos e ouvidos a espera dos gemidos daquela moça, repetimos este hábito por meses até que ela teve de mudar-se e desde então penso naquela enfermeira bem como pensei durante aquelas infinitas duas horas de espera...

- Thiago Rafael.

Eco's.

Como se áxilo fosse, meu corpo envelheceu no teu, como se exílio fosse, corpo que se esqueceu de mim, me vi assim entregue as esquinas de meu travesseiro, contornado sono pelas pontas dos lápis de insônia, medonha melodia de lágrimas nas lacunas da face, meu disfarce não mais oculta as vestes de aprendiz, sou fruto do que muito se diz sobre quem chora, a felicidade não sei onde mora, que morra assim mi'vida embora cultive esperança, ao lembrar-me em outrora sorriu feito criança, são caras as dolorosas lembranças, quando sangro gotejo dramas, o meu suor tem cheiro de medo, de olhos fechados temo mais de que o que vejo, perturbador não é o mundo, o escuro de minh'alma é pesadelo, caminho becos afora cortejando cacos de vidro, a sola do pé sofrido em suas cavidades e linhas escrevem a sozinha estrada, longa e um tanto amarga, esqueço de tudo isso ao gozar dos dez primeiros goles de vinho, contínuos e sem temor, o tenor de minha ecoante voz pelos vazios cômodos, não me trazem mais os antigos incômodos, nasci, cresci e morrerei na dor, embora de amores ainda goze, há quem de mim assim goste, sozinho o cravo reside ao lado da flor...

- Thiago Rafael.

Sob as palmas que gritam os calos.

Não sei por onde dar os primeiros passos, a tão pouco a dizer sobre você mas ainda assim consigo imaginar vários parágrafos de um livros descrevendo pouco de sua essência sem ao menos aproximar-se de seus pensamentos e emoções, você é inflexível e ao mesmo tempo sabe bem como esgueirar-se no jogo que te impuseram jogar, você tem de parecer empática mas ainda assim preserva em seu olhar sua imposição a qualquer tipo de simpatia forçada, imagino o quão torturante seja para você olhar-se no espelho toda vez que vai ao banheiro nos curtos intervalos entre várias conversas com desconhecidos a distância onde seus rostos não ver e aqueles ainda mais desconhecidos que deseja dia pós dia inúmeras boas tardes e noites, não tão boas quanto as oportunidades em que ver-se entregue ao silêncio de sua mente e ecoa as insanidades e perversões que arquiteta constantemente, é nítida a ácida saliva que escorre no canteiro de sua boca quando encolhe o alcance de sua visão aproximando-se cada vez mais do intimo coberto pelas éticas vestes de seus colegas de trabalho, não importa o sexo você está sempre faminta, como uma besta selvagem em busca de alimento você visa saborear o cheiro do intimo alheio sob seus lenções a muito maltratados pelos joelhos de quem rende-se aos seus sádicos manifestos, sua postura intimamente dominadora e seu sedento desejo de submeter as pessoas a humilhar-sem diante dos seus olhos passa tão facilmente despercebido diante de quem depara-se com sua imagem mista de fragilidade e agressividade, vestes com cores claras e sua pele tatuada, as unhas pintadas de azul bebê e uma sombra forte e negra em seus olhos, sua constante oscilação de expressões e como muda seu timbre quando abordada indelicadamente por quem sente-se próximo abraçando-a sem nenhuma permissão, não sei como tantos a tua volta não percebem esta sua acidez e como você de forma tão tola crer convencer a todos mas creio que este disfarce tenha chegado ao fim e consigo notar em seus trêmulos olhos como isso a assusta, imagino quanto tempo levou para que construísse esta imagem com seus colegas de trabalho mas não preocupe-se, apesar de ter muito a ganhar não vejo a necessidade de expor-lhe de tal modo uma vez que tenho mais a ganhar tendo-a como aliada em minhas ações quase tão similares as vossas que chego a perguntar-me se somos fruto do mesmo ventre, não pelo mesmo sangue mas a mesma realidade que motivou-me a ser quem sou imagino que tenha alimentado-a com os mesmos insanos desejos e pensamentos que recheiam minha oculta personalidade, como alguns religiosos costumam descrever em suas confissões, somos a personificação do mal.

Passava-se da meia noite, era um de nossos últimos dias de trabalho semanais, tínhamos como últimos por interpretarmos nossa folga como o recomeço de um constante castigo que havíamos concordado após assinando um contrato que condenávamos a um comportamento intimamente incoerente com nossa natureza, em um de nossos intervalos a levei ao canteiro do refeitório onde contra a parede a perguntei sobre seu compromisso naquela noite, ela disse-me sobre um possível encontro com um de seus parceiros sexuais, em tom firme ordenei-lhe a cancelar o compromisso, tinha algo em mãos muito mais interessante e intenso que uma mera transa, apensar de não fugir muito do interesse de outro intimo o meu era imensamente mais merecedor de seu suor sob os pelos que cobriam um curto pedaço do meu corpo, ela tentou exitar insistindo não poder cancelar mas por fim aceitou minha ordem e minutos depois sinalizou-me no setor que havia sido cancelado o compromisso, ao final do expediente aguardei-lhe um pouco distante dos portões para que nossos encontros permanecessem sem muita visibilidade, não era a intenção dela e tão pouco minha tornar nosso envolvimento público mas conhecíamos o risco e isso de alguma forma instigava-nos sexualmente, lembro-me na sua ausência de como mordia os lábios e como brilhavam seus olhos todas as vezes que abria a porta de meu carro olhando para um lado e para o outro numa tola tentativa de não ser notada, naquela noite a levei a um restaurante não muito conhecido e de pouco requinte mas que servia-me muito bem como se o curto consumo que ali prestava-me a gozar fosse igual ao de membros da alta sociedade nos lugares que costumam frequentar, não é novidade que alguém como eu cujo punho sexual seja dominador aprecie esta forma de cortesia, não levou muito tempo até que meu intimo falasse mais alto que minha fome dando fim ao falso romantismo que exalava aquele jantar, a trouxe logo em seguida para meu quarto onde por um curto tempo exitei despi-la deixando-a confortável a caminhar entre os quadrados azulejos que simulavam um piso de madeira, ela encarava cada objeto de meu quarto como se familiar fosse mas aquela seria sua primeira vez ali, havia gozado sob seus seios várias vezes mas sempre em motéis baratos ou no banco traseiro de meu carro, naquela noite queria deixa-la pensar que havia conquistado algo, que estaria tornando-se intima, próxima afetivamente, ela então decidiu fazer-me companha sob a cama como a muito tempo eu já estava deitado observando-a, ainda vestida ela engatinhou até próximo de minha cintura debruçando em seguida seus seios não muito fartos sob a palma da minha mão, aparentemente intencionalmente mas optei por fingir que havia sido sem perceber, esquivei a palma de minha mão de seus seios levando-a ao meu rosto onde ajeitei o cabelo e em seguida a beijei suavemente sem muito fervor, mesmo após recuados os lábios ela permaneceu por alguns segundos com os olhos fechados abrindo-os em seguida muito pouco quase não permitindo-me vê-los, sorriu e logo em seguida sentou-se a beira da cama, retirou as meias e desta vez descalça seguiu em direção aos meus pés, retirou meus sapatos, as meias e iniciou uma massagem não tão longa quanto gostaria, nitidamente fez isso por puro charme mas até que funcionou, conseguiu deixar-me confortável a desviar o olhar de seu corpo levando meus olhos ao teto onde ali permaneci fixado durante toda a massagem.

Já passava-se das três da madrugada, acenando com os lábios a convidei a beijar-me, engatinhando sob minhas pernas com suas palmas e joelhos um de cada lado do meu corpo seguiu em direção a meu peito onde beijou-me primeiro, em seguida o ombro e por fim o pescoço antes de beijar-me finalmente, levei os dedos aos botões de sua camisa deixando-a despida em poucos segundos, poupei-a dos meus joguinhos preliminares levando-a diretamente a uma constante troca de caricias e de íntimos beijos, era possível sentir o antecipado gozo escorrendo em meu queixo sempre que a penetrava com a língua, seu intimo rosado florescia um forte tom de vermelho escurecendo cada vez mais a medida que alcançava-lhe mais intimamente, em minha mente era possível materializar todos os momentos posteriores a seus três primeiros gozos em minha boca, vendei-lhe amarrando-a em seguida pondo por fim uma coleira em seu pescoço, ela diferentemente do que imaginei não reagiu a minha dominação mostrando-se apta a submissão naquela noite, não questionei-a afinal era minha intenção vê-la ajoelhada diante de mim bem como ela fazia a outros sob seu comando, ascendi algumas velas apagando a luz em seguida, a pouca iluminação deixou-a mais a vontade, de alguma forma as pessoas sentem-se mais relaxadas a gemer no escuro, confesso que a cada passo que dava impondo minha dominação decepcionava-me mais a fácil submissão daquela tão temida dominadora o qual fantasiei em várias masturbações uma verdadeira luta de gladiadores para ver quem ao final dominaria quem.

Chegando a desacreditar dos rumores a materializei como submissa e assim prossegui até que num instante em que retirei-lhe as amarras sem que pudesse esquivar a palma de sua mão acertou-me o rosto brutalmente levando-me ao lado oposto da cama onde em seguida vi-me sem tempo de reagir sendo amarrado a minha própria cama, quão tolo fui ao pensar que aquela mulher deixaria de lado sua postura dominadora por estar debaixo de um tento distante de seus lençóis, vi-a pegando uma das velas ao redor da cama levando-a sob meu corpo, pingando sob as mais sensíveis partes, era possível e previsível que feridas brotassem nestes lugares momentos após aquele, suas unhas não muito curtas cravadas em minha pele faziam gotejar sob meus lençóis a vermelha vitalidade que esvaia-se de mim, seus caninos cravados em minhas coxas, costelas e ombros, as marcas de seus dedos em cada centímetro do meu corpo, meus olhos expostos a cada sádico ato sem que me fosse concedido o direito de permanecer de olhos fechados, não senti se quer por um instante o intimo ser tocado, foi como se estivesse sendo desprezado, inutilizado, de alguma forma ela queria provar-me que minha virilidade de nada valia uma vez que a minha vaidade havia a subestimado, seu comportamento ácido e constantemente faminto por tortura excitava-me bem como lá no fundo parte de mim estava com frio, assustado e implorando o colo de alguém cujo carinho gratuito estivesse a meu dispor, desejei inúmeras vezes fugir da dor causada a mim e até tolamente desejei por fim ao momento mas finalmente chegou sem que o sol estivesse nascido, pegou seu vestido e saiu sem muito dizer, deixou-me amarrado sob a cama, claro, não demonstrou um pingo se quer de piedade, cordialidade ou qualquer gentileza, sua sádica natureza levou-a a cumprir seu instinto e como um lobo antes faminto bateu a porta saciada...

- Thiago Rafael.
Inverto-me reinventando-me,
Enterro-me mergulhando em pranto,
O mudo filme em preto e branco,
Sou sentimento que perde-se no tempo,
O vento que de tão fraco não move moinhos,
Ninho sob o seco alto galho da arvore morta,
Porto que não atracam navios,
Serventia de nada sob a vida imposta a mim,
A mão oposta de um caminho sem fim...

- Thiago Rafael.
Sou pedaço de soneto só,
Um sol sozinho sem brilho,
Ausência de carinho,
Passarinho de asas cortadas,
Sou morada mas me chamam de ninho,
O amarelo chamado de branco,
Sou pranto que se perde no riso,
Sou raso e o risco de ser feliz não me convêm,
Desgovernado trem que sem ninguém vaga pelo enferrujado trilho,
O brilho que perdeu-se nos lábios de outrem,
Alguém cujo nome foi esquecido...

- Thiago Rafael.

Trapos e fardos.

Mudas rasas encerram seu verdear na noite chuvosa,
Arvoredos que jamais darão o primeiro fruto,
Furto a um remoto controle sem rumo nem dom,
Canção feita de silêncio sem letras nem tom...

Passeio desarrumado nos becos umedecidos,
Não ouço se quer o soar dos grilos,
Sapos, cães e gatos ou qualquer bicho,
Até as estrela deixaram o céu esquecido...

Sinto-me menos sozinho conforme do barulho me aproximo,
Vejo-me intimo de tantos outros ali embriagados,
Farrapos sujos de musgo e álcool,
Um moribundo cenário que cotidianamente batizo de lar...

Longe deste luar que ilumina a fria madrugada repousa o sol,
O culpado por castigar-me daqui a poucas horas,
Breve terei de juntar-me aos demais exilados,
Pegar os trapos e pela sombra pra casa ir embora...

- Thiago Rafael​.
Perguntam-me na calada noite,
Desta tristeza qual a razão,
Vejo em minha feição a pesada lagrima,
A escorrer sem nenhuma compaixão,
Ao alcançar-me os ouvidos a melodia,
Dramático verso de uma bela canção,
Embora de muito amor se fale,
Só conhece a dor quem não o sente no coração...

- Thiago Rafael​
E aquele antigo brinquedo alheio tornou-se escravo de si mesmo,
Agora por medo não move-se para nenhum lugar,
Estagnado frente ao espelho,
Reflete o inverso do seu único lar...

- Thiago Rafael​
Mergulhado no pouco que muito a falta se sente,
De gente que muito pouco de bom deixou,
Levou consigo o pedaço mais precioso de mim,
O sorriso que só ela brotou...

- Thiago Rafael​
Este sentir que de tão gatuno,
Chega beirar o coração vagabundo,
Moribundo embora muita vida tenha,
Não há alegria que mantenha,
O sorriso que insiste em se desfazer,
A teimosa tristeza que só faz crescer,
Insônia esta que muito me domina,
Enfeitar o rosto para um alheio agrado,
Embora triste não há quem queira ficar abandonado,
Chorar é um prato que se come calado,
Quando de alguém estiver ao lado,
Terei a obrigação de outra vez sorrir...

- Thiago Rafael​.

Cedo da tarde.

Enfermo ferro que feri o feudo,
Emendo medonho do medo,
Não sabes de um terço a metade,
Na vaidade que mal lhe cabe.

O caule claro e calado,
Goteja o gozo gerado,
Na suavidade dos vais e vens,
Seja por mal ou por bem.

Alguém alegremente algemado,
Observando o ouvinte orvalho,
Murcho no jardim abandonado,
O forte cheiro de musgo embriaga o olfato...

- Thiago Rafael​

Sem pensar.

Certa tarde ainda cedo do dia recebeu em seu telefone uma mensagem que dizia, "estou sozinha", a imensa ambiguidade daquela curta frase o remetia diversos pensamentos e sensações, ela poderia estar chorando, poderia apenas estar se sentindo só, ou quem sabe sentada a frente da televisão dando risadas de um filme, o que mais o perturbava era não saber como de fato ela se sentia então sem muito pensar banhou-se e vestiu a primeira roupa que havia em sua frente, ainda desajeitado sentou-se em sua moto e saiu rumo aos portões da casa de sua amada, no caminho observando o sol ainda no alto do céu deslizou por muitas vezes a língua pelo céu da boca ansioso que chegasse na casa dela e a encontrasse sorridente, lhe desse um forte abraço e sentir seus lábios deslizando suavemente pelos dela, desejou muitas diferentes coisas para cada situação que pudesse deparar-se ao chegar, do alto da ponte estirava a visão numa tola tentativa de enxergar o teto da casa dela, sentir que estava perto por mais distante que ainda estivesse, encarando através do retrovisor refletia sobre cada pedaço de asfalto que deixava para trás como o passado e as escolhas que fez, questionando-se sobre se havia feito algo errado por ela, com ela, se havia faltado, exitado quando deveria seguir, entristeceu-se e por um instante pensou em dar a volta e regressar a sua casa, sentiu no rosto rasas lagrimas que escorreram em sua face rapidamente removidas pelo forte vento que adentrava em seu capacete, já não sabia mais se eram de tristeza ou de alegria apenas que lagrimas em seu rosto escorria, sentiu-se também só e seu corpo passou a reclamar o abraço de sua amada como se lhe fosse a cura para todas as feridas expostas em sua pele, sentir o calor e a respiração dela em seu ombro pesando-o como se fardo fosse mesmo não sendo. Faltando duas curvas para adentrar a rua onde ela mora o coração passou a bater mais rápido, mais forte, perdeu-se entre as emoções que devoraram-no por dentro, naquele momento a respiração foi ficando mais pesada, a tontura foi tomando-lhe, confuso parou a moto a poucos metros do portão da garagem da casa dela e questionou-se, "o que direi? se quer avisei que estava vindo, e se ela não estiver em casa?", tantas outras duvidas tomando-lhe quando viu lentamente o portão abrindo-se, dele saindo um rapaz mais jovem que ele, poucos pelos no rosto e um semblante sorridente, viu através das barras do portão uma mão sendo levada até a face do jovem e os lábios dele tocando os dedos daquela mão, seu coração acelerou 5, 10 vezes mais a cada segundo que se passava enquanto permanecia imóvel, desceu da moto e caminhando bem suavemente rumo ao portão em seu semblante antes risonho foi dando lugar a uma expressão furiosa, sentiu-se traído, envergonhado, humilhado por tudo que sentiu e sentia enquanto em sua mente entorpecida pela fúria uma infinidade de palavrões surgiam, ainda em silêncio ao chegar com os olhos fixados no rapaz virou-se lentamente com o intuito de encarar sua amada com desprezo e ao perceber que aquelas mãos eram de uma amiga dela desfez-se em lagrimas outra vez e sem ao menos conhecer o rapaz abraçou-no pedindo-lhe desculpas, o jovem confuso apenas disse-lhe que estava tudo bem e ainda despejando as lagrimas no ombro dele ouviu a amiga dizendo, "ela está no quarto a sua espera, vá, ela precisa de você...", recolheu-se apertando a mão do rapaz, cumprimentou a amiga e dando os primeiros passos na casa tudo que sentia era um aperto no peito e o silêncio que tomava os cômodos ecoando os batimentos de seu coração, ao levar a mão ao trinco da porta sentindo-o mais gélido que o de costume hesitou move-lo por vários segundos até que um impulso encorajou-no e ao abrir a porta estava ela de joelhos com duas alianças e dizendo-lhe as seguintes palavras, "hoje eu me despeço de uma vida e abraço uma nova, hoje deixo de ser só e passo a ser nós...", pediu-lhe em casamento...

- Thiago Rafael.
A inspiração é como uma criança que toma o ventre nas horas mais indecentes da vida, fazendo-nos transbordar seja de tristeza ou de alegria...

- Thiago Rafael​

Sem pensar.

Por mais que saiamos dos eixos, nos plexos e nexos imperfeitos, no medo arriscado do ser que calado murmura frente a parede, sangue a gotejar dos calos e inflamados se fazem as cicatrizes do passado, enxado enxáguo o o rosto com numerosas marcas de expressão, a idade explicitas na pele sob a palma da mão, o chão é macio para receber os fios de meu cabelo que insiste em cair, não tanto quando embriagado, jogado de qualquer jeito sob o leito de um alheio sofá, pela manhã não sei onde minha dignidade estará, choro enquanto durmo pois até nos sonhos não deixo de fazer parte deste mundo, todas as manhãs encarando-me com desprezo, frente ao espelho o reflexo é tão deprimente quanto tanta gente que insiste mundo a fora reproduzir a maldade da humanidade, se bem a alguém faço, de me desfaço o semblante que teimosamente insiste em sorrir, rir só se for por puro sadismo, se desde menino a vida me trouxe apenas razões para ser infeliz, felicidade é um brinde que vem junto ao lanche, é um objeto exposto na estante, empoeirado e esquecido cujo próximo abrigo será o saco do lixo...

- Thiago Rafael​

Dejetos próprios.

Tudo a nossa volta está vazio, as primeiras horas do dia sempre tão escuras, o frio que dói-nos os ossos esgueirando-se em nossas espinhas, o fino lençol que não nos acolhe, o abraço a tanto ausente, tanta gente a nossa volta e ainda assim o que mais conforta-nos é o silêncio, o momento de solidão tem melhor gosto, no rosto as lágrimas se ausentam e não lavam-lhe as mãos antes levadas a face, quando tristonha hoje embriaga-se e com falsos sorrisos diz a si própria mentindo-se, dizes que as feridas estão curadas e que a maré encontra-se mansa, ergue as velas e leva consigo toda a bagagem, suas viagens de um corpo a outro, provando diferentes sorrisos, antes amigos agora distantes, assim os eternos momentos no principio prometidos tornam-se meros instantes, tão curtos e insignificantes quanto a própria ilusória felicidade que cultivas, a alegria que cativas, tão venenosa que temes a própria vida...

- Thiago Rafael​
E se da tua boca roubar-lhe ácidos gemidos,
Teus seios espremidos pela dobra dos cotovelos,
Velejo em tuas curvas feito marinheiro,
Perdendo-me nas ondas de teu intimo umedecido...
- Thiago Rafael

Debruça em mim teus seios umedecidos de suor,
Fazer-lhe o carinho tirando-lhe do cabelo os nós,
A sós o ar fica mais pesado sob os lençóis,
Embora saibamos que assim é melhor...
- Thiago Rafael

Cale-me a boca com teu intimo,
Sentir suas coxas em minhas costelas,
Cravar meus dedos nelas,
De ti roubar-lhe gemidos...
- Thiago Rafael

O grito que ecoa madrugada afora,
Embora os corpos calados descansem,
Ofegante, intimo gotejante,
Os lábios volto a entretê-los...
- Thiago Rafael

Quero te despir,
As vestes dos lábios,
Estar ao seu lado,
Quando você dormir...
- Thiago Rafael​
Tens de mim o reflexo nos olhos de uma singela criança, o vestígio de esperança que cultivo no imaginário, meu armário leva-me a outros mundos, alguns sorridentes, outros moribundos mas o meu coração vagabundo teimosamente insiste em me fazer crescer, ver o mundo com outros olhos onde aos poucos no reflexo do espelho através do meu rosto eu enxergo você...

- Thiago Rafael​
Sobrevivo hoje de sonhos e migalhas, deixo na estrada os vestígios do vazio que me preenche, o passado que fez-me perder o apreço por tanta gente, o sofrimento não contente que quer sempre mais, perdi-me do rapaz que já fui um dia, hoje quem espera de mim alegria, sofre amargamente mais...

- Thiago Rafael​

Sob o deleite de vénus.


Esta história baseia-se na união de fatos reais e de alguns pensamentos que tomam-me a mente quando tido o intimo feminino sob o alcance dos olhos ocupando-me a mente com libertos pensamentos, não há nenhum toque fantasioso, tudo aqui, em mim, são fatos reais pois da realidade sobrevive o ereto intimo e sob ela gozo de prazeres tidos como moribundos a quem veio a este mundo com o dom da hipocrisia...

Mais um verão chuvoso alcança-nos o telhado, o som que o gotejo do céu emite evita-nos ficar calados, você do lado de fora gritando meu nome, de cá eu deitado encarando o céu de meu quarto com o volume no mais alto tom, recebo sua mensagem suplicando que abra-lhe o portão, enquanto caminho pelo beco sentindo os respingos da chuva tocar-me o ombro, ao fundo em plano sonoro seus gritos chamando-me ofensivamente por todos os nomes, o mais respeitoso deles era vagabundo, encarando seu olhar profundo beijo-lhe a boca ao abrir o portão, você sem permitir-me segurar sua mão adentra a casa resmungando coisas relevantes sobre como foi seu dia, ao chegar em meu quarto retira os sapatos pousando os pés sob a cerâmica fria, adentro pouco depois já atrasado pois estava prestes a retirar-lhe a blusa, seguro-a pelos braços e lentamente abaixo-os encostando meu queixo em seu ombro suado, ao pé do ouvido sussurro-lhe coisas sacanas, elogiando sua bunda, o volume gentil de seus seios, as linhas de tua boca e quão macia ela desliza-se sob meu pau, elogio-te estranhamente chamando-a de gulosa, safada, vadia e percebo um sorrisinho faceiro surgindo em sua face, no fundo eu sei que você gosta e com isso atrevo-me a desta vez eu mesmo retirar-lhe a roupa, aos poucos retiro sua blusa deslizando meus pelos faciais em suas costas nuas até alcançar-lhe novamente o ombro, deslizo minha língua nas costas de tua orelha sabendo que isso causa-lhe imenso arrepio, ouço de ti o primeiro suspiro ofegante, neste instante levo minha mão direita ao teu seio já despido, acaricio-lhe coxas, orelha e seios no mesmo instante, sinto escorrer em tuas coxas teu prazer umedecido, recolho o liquido com a ponta dos dedos e levo-lhe a boca tua e a minha, então aos poucos adentro tua calcinha sentindo tua buceta molhada reclamando o meu corpo adentrar no seu, te penetro um, dois, três dedos por trás, acaricio as carnes em volta, tuas nádegas e por fim penetro-lhe intensamente, curvo-me para causar-lhe mais prazer com o toque, minha boca agora ocupa-se em lamber-lhe as covinhas de teu quadril, a esquerda mão apertando-lhe as coxas em sua parte frontal trazendo-a para perto de mim, levo-me a tua virilha e penetrando-lhe por trás com a esquerda acaricio-lhe o clitóris, você debruçada sob a cama com as mãos apertando lençóis e colchão exala prazerosos gemidos ácidos que deixam-me enlouquecido, furiosamente sem nenhuma gentileza abaixo-lhe o short deixando-a de calcinha e empurro-lhe sob a cama, de quatro me encaras olhando por cima do ombro com este olhar que sabes que venero, deixo-me nu e debruço-me sob teu corpo, sentes-me aquecido, rígido e umedecido sendo abraçado por tuas nádegas, indo e vindo massageando-lhe a bunda sinto-o adentrar sua calcinha ousadamente, minhas mãos ocupadas segurando-lhe a nuca, fastando os finos fios de cabelo, mordo-lhe o pescoço sem aviso prévio e o que vejo são suas mãos cravando-me a pele com suas unhas medianas, você gosta de ser mordida mas odeia a sensação após o sexo, me reclama pois sempre que desliza os dedos na nuca sente as dores e no mesmo instante lhe vem a vontade de dar para mim outra vez mas não pode, recolho os caninos penetrados em sua pele e gentilmente na mesma região acaricio-lhe com a língua, pincelando meus pelos faciais em tua pele umedecida pela saliva, levo minhas mãos ao teu quadril e de forma gentil retiro-lhe a calcinha até a altura do joelho, permito-me que os dedos os pés encarreguem-se de tirar o resto, volto as mãos ao seu quadril deixando-a empinada e já umedecida sente-me adentrar-lhe a buceta sem bater-lhe a porta, rígido também umedecido não enfrenta dificuldades em penetrar-lhe, em movimentos inicialmente leves vou e venho encostando o caule do pau em suas nádegas quando em sua buceta permanece apenas a cabecinha, sem que espere adentro-lhe com toda força segurando firme os cabelos próximos a sua orelha, repito movimentos tais e guio meus lábios até sua outra orelha, lambendo-a, respirando ofegante fazendo-a provar de meu prazer, mordidas leves perdidas vezes em seu ombro, na nuca e volto a aperta-lhe as carnes das coxas bem próximo ao teu quadril, atento-me a riqueza dos micro detalhes de teu gemido que soam-me feito romântica canção erotizada pelos pervertidos, parte de mim estremece de tanto prazer ao ver-lhe em tal posição, pego-lhe pela perna direita e giro-lhe deixando-a frente a mim, teus olhos nos meus volto a penetrar-lhe gentilmente, levo sua mão direita ao clitóris enquanto a sua esquerda encarrega-se de acariciar-lhe os mamilos, indo e vindo lentamente, gentilmente vejo-a fechar os olhos repetidas vezes sempre que sente-o por inteiro invadindo delicadamente sua buceta, lábios de vénus rosados em seu interior, umedecidos pelo prazer que lhe faz suar, de nossos corpos começa a soar estranhas melodias que formam-se conforme nossos corpos deslizam um no outro, sinto o diferente gosto ao tocar-lhe os lábios, seu beijo misturado com o suor provoca em mim o desejo de sentir-lhe o intimo abraçando minha língua enquanto acaricio-lhe, atendo ao meu desejo deslizando por seu corpo primeiramente sob os seios os pelos de meu rosto seguidos de minha língua recheada de saliva, fruto do prazer que acumula-se em mim deixando-me com água na boca, satisfaço-me de seu intimo e regresso aos teus lábios dotado de um novo gosto, ao beijar-lhe faço-lhe sentir o visgoso liquido que exala de ti, teu gozo certamente presumo, ao beijar-lhe você debruça-me sob a cama e gentilmente desliza sua boca por meu corpo, mordendo-me, lambendo-me, sorrindo ainda com os lábios colados em mim, sinto-lhe degustando-me colocando-o o mais profundo que sua garganta o recebe, encara-me perdidas vezes apreciando-o como se fosse-lhe um doce, um de seus mimos prediletos, audaciosamente encosta os lábios no caule e ao tira-lo da boca deixa deslizar sob seus seios aos montes a saliva que preenchia-lhe a boca, sinto a ponta de sua língua deslizando-o levemente até minha virilha, suas mãos acariciando-me as pernas perdidas vezes apertando-me as carnes, então sem que esperasse você crava em meu abdome suas unhas e leva-o novamente a boca, desta vez mais rápido, sinto seus dentes arranhando-o gentilmente sem feri-lo, deixa-o sair de sua boca e encarando-me com um olhar lupino sorrir, aos poucos sinto suas unhas percorrendo meu corpo e seu quadril envolvendo-se no meu, com sua mão direita guia-o adentrando-o em sua buceta, aos poucos esboça um rebolado lento, cansado e preguiçoso, então pouco depois ganhando forma, movimento, vejo-a cada vez mais veloz, mais intensa, suas mãos apoiadas em meu peito fazem-lhe empinar a bunda de tal jeito que percebo-a através do espelho, encaro-a através dele e a sua frente vejo-me penetrando-a por trás, sua bunda ereta subindo e descendo, batendo fortemente as coxas com suas nádegas, dou-lhe então o primeiro tapa, você reage com um intenso e longo gemido, morde os lábios e me encarando com seu olhar lupino ordena-me bater-lhe outra vez, atendo-a inúmeras vezes até sentir os volumes sob sua pele que formam-se agressivamente cada vez que bato-lhe mais forte, então um ultimo tapa e vejo-a debruçar sob mim, sinto seus seios encostados em meu corpo, os mamilos eretos de tanto tesão, o corpo suado de tanto esforço, cansada pego-lhe pelo pescoço e levo-lhe outra vez aos lençóis, o intenso silêncio da madrugada remetia-nos a sensação de estarmos a sós neste mundo e sem que percebesse penetrei-lhe outra vez o mais profundo que pude e vir-lhe outra vez os olhos fechar, pareceu transportar-se daquele momento para outro lugar, seu corpo ficou mais leve, seu toque mais suave, sua boca entreaberta respirava lentamente e dei por mim que precisavas naquele momento que a penetrasse gentilmente, então desta vez indo e vindo lentamente senti seu gozo alcançar-me as coxas e por fim gozando logo em seguida comprei minha passagem só de ida ao lugar onde você estava, deitados um sob o outro, sentindo seus dentes expostos colados em minha pele, o sorriso que formou-se antes que adormecesse sob mim, quisera este momento nunca ter fim, que o gozo não tivesse vencimento, momento certo de vim, que o intimo estivesse sempre ereto e teus lábios de vénus umedecidos, faríamos amor quantas vezes o dia nos permitisse e se isso deixasse de ser crendice eu seria o homem mais feliz do mundo...

- Thiago Rafael.
Engana-se quem crer que sou cético no amor,
Que não dedico afeto nem carinho,
Esquecem que até mesmo na mais bela flor,
Também há espinhos...

- Thiago Rafael​

Correnteza.

Sentado a beira do rio,
Meu corpo goteja,
Da face desfaz-se o disfarce,
Sob a sombra da laranjeira.

O canto do pássaro já sem sentido,
O tristonho semblante tornando-se abrigo,
O ombro amigo ausente,
O mundo cheio de gente, ao meu lado o vazio...

- Thiago Rafael​

Ausentes unidos.

São apenas sopros de vida, despejo em mim sob as costas nuas os vestígios de outrora que remetem-me o fardo no toque da água fria, o silêncio que dizia mais que o canto, o encontro do nada fazer com o dizer dito pelos olhos, impostor batimento do peito que acelera ao te ver, não ter você tornou-se um egoísta desejo e tudo que vejo trás-me a mente o teu sorriso, novamente entrego-me a desventura de encarar o céu em suas vermelhas nuvens, a pelugem felina que faz-me espirrar e lagrimejar pois a isso posso culpar antes de admitir a mim mesmo razão qual a solidão lamenta, a música de bela letra que me atormenta, o descanso que não vem com o sono, quanto mais durmo mais em ti sonho...

- Thiago Rafael​
Aos poucos conforme as feridas se abrem, vou deixando para trás pessoas que querem-me onde estarei ao chegar, lugar este onde outras estarão e encontrarei-me bem mais satisfeito que por onde por tanto tempo insisti ficar...

- Thiago Rafael​

Fervorosa embriaguez de nós sob lençóis.



Estava deitado ainda sonolento quando entrou pela porta já entre-aberta, vestida com uma camisa minha que havia esquecido em sua casa, por baixo apenas uma fina calcinha, a que eu mais gostava quando você usava, ajoelhou-se ao pé da cama e sem muito pensar aos poucos começou a beijar-me o ombro, então o pescoço até alcançar meus lábios, enquanto beijava-me peguei-lhe pelo braço e puxei-lhe para cima da cama, você sem exitar passou as pernas sob mim encostando seu intimo próximo ao meu umbigo e o bumbum encima do meu intimo, exitou o beijo inclinando-se para trás, colocou as mãos em meu joelho e começou a rebolar lentamente sob meu intimo até que o sentisse entre suas nádegas, a calcinha fina deixava-lhe quase despida sob minha cueca, voltou uma das mãos e ainda rebolando sob ele começou a acariciar-me o caule do intimo, era possível sentir sua intimidade gotejando, escorrendo entre minhas virilhas, levou suas mãos até meu peito e fastando-se para trás pôs seu intimo sob o meu, massageando-o com seu rebolado, pegou-me pelos punhos e levou as palmas de minhas mãos diretamente aos seus seios ainda cobertos pela camisa de minha banda preferida, você no fundo sabia que isso deixaria-me louco, aos poucos deslizando minhas mãos pelo seu quadril levou-me até suas coxas e encarando-me com certo ar de selvageria ordenou-me apertar-lhe as carnes e encarar-lhe faminto por seu intimo, então pude sentir suas unhas adentrar em minha pele e seu intimo gotejar cada mais mais intensamente sob meu corpo, joguei-lhe para baixo e domando-a segurei-lhe os punhos enquanto meus dentes encarregavam-se de despir-lhe, levantei-lhe a camisa até a altura dos seios e em círculos finitos pincelei teus mamilos deixando-os eretos, encarando-me bem como teus olhos fizeram instantes antes, enquanto lábios e língua encarregavam-se de teus seios atrevi-me a levar-lhe ao intimo meus dedos recheados de tua saliva, adentando aos poucos tua calcinha alcancei-lhe o clitóris e massageando-o suavemente lhe roubei o primeiro gemido ácido, da altura dos teus seios encarava-lhe por baixo observando tua boca entre-aberta respirando ofegantemente, lentamente deslizando lábios e meus pelos faciais por tua barriga até alcançar-lhe o quadril a vi ainda mais ofegante, ao sentir-me adentrando em tuas coxas deslizando meus pelos faciais em tua virilha ergueu-se ficando sentada e sem que pudesse respirar outra vez de tal modo puxei-lhe as pernas envolvendo-a em meu quadril deitando-a outra vez sob os lençóis já encharcados de suor, deslizei então outra vez meu corpo alcançando-lhe desta vez a intimidade com meus lábios, outra vez pude ouvir tua respiração profunda levando-lhe a apertar os lençóis entre seus dedos, quase rasgando-os encarou-me faminta e levando suas mãos a minha nuca puxou-me contra seu intimo, enquanto pincelava-lhe o clitóris com a língua você fazia-me cafuné deixando-me sonolento em tua intimidade umedecida, instantes após sentir seu gozo adentrando-me a garganta ergui-me levando o intimo ereto até o teu e lentamente inseri-me em teu corpo, você fechando os olhos como quem adormecia deixou-se entregue aos meus domínios, indo e vindo suavemente deixando-a sentir cada pedacinho de mim bombeando em sua intimidade, pulsante e aquecido, umedecido e deslizante como se ali fosse-lhe o abrigo, pude sentir suas mãos sendo levadas as minhas costas e suas coxas apertando-me o quadril enquanto seus pés davam-me um nós puxando-me cada mais mais intensamente para perto de teu corpo, pincelando-me as costas com a ponta de seus dedos levou a palma de sua mão esquerda a minha nuca e sem que esperasse puxou-se com toda força beijando-me intensamente, levou os lábios ao meu ouvido e sussurrando-me safadezas pedia-me para ser mais intenso, mais rápido, mais forte, lentamente fui aumentando a velocidade dos movimentos, a intensidade do toque, a força a qual bombeava-lhe o intimo em sua intimidade, gemidos cada vez mais ácidos, respiração cada vez mais ofegante, eram curtos os intervalos que teu corpo permitia-se suspirar, ficava encarando-me como se não quisesse piscar os olhos, como se cada segundo lhe fosse precioso, os últimos de sua vida, levei minhas mãos ao seu quadril aos poucos colocando-a de lado, trazendo-lhe para mais perto de mim, adentrando-me cada vez mais em sua intimidade, sentia sua coxa colada em meu peito enquanto bombeava-lhe o intimo, indo e vindo cada vez mais intensamente, sentia meus joelhos calejados sob o grosso lençol, mordia-lhe as carnes ao meu alcance e num instante em que quase não vi diante dos meus olhos colocou-se de quatro ainda com meu intimo em teu corpo e segurando-me pelo quadril guiava-me feito maestro indo e vindo lentamente, suavemente, pegou-me pelas mãos levando-as ao seu quadril, queria outra vez sentir-me invadindo sua intimidade com gentileza, como se pedisse permissão, pouco tempo passou-se até sentir seus cabelos chicoteando-me a palma das mãos, virou-se encarando-me com os seios colados no lençol e num tom sussurrante dizia-me bem baixinho, "mais forte, mais forte, mais forte", teu timbre roco causando-me cada vez mais prazer, deixando-me ainda mais excitado, num êxtase tão intenso que chicoteei-lhe as nádegas com as palmas de minha mão direita, vi seu corpo erguendo-se sendo levado a frente como se fugisse do meu intimo, então encarou-me outra vez com uma feição serena, como se estivesse raivosa, furiosa pelo gesto, aos poucos enquanto encarava-lhe naquele instante quase eterno foi lentamente formando-se em sua face um sorriso safado retirando-lhe do disfarce de maldade e ingratidão o qual havia colocado-me instantes antes, com um tom sério ordenou-me, "outra vez", então atendendo-lhe a ordem levei a palma da minha mão as suas nádegas sentido-a outra vez inclinar-se para frente, retornou ao meu intimo e outra vez com um tom ainda mais raivoso ordenou-me, "outra vez, desta vez mais forte", cumprindo as suas ordens ficava cada vez mais ereto, meu intimo repousando no seu ganhava volume e você sentia-o crescendo dentro de ti, então a vejo ir e vim, quieto observando seu corpo balançar e teu olhar fixado no meu levei-me as mãos ao teu quadril, furiosa tirou-lhe de seu quadril com tamanha ignorância jogando minhas mãos para as laterais de seu corpo, queria naquele instante ser por completa dona da situação, aos poucos via-me sentando-se sob minhas pernas enquanto você cada vez mais ereta acolhia-se sob meu corpo, de joelhos ergueu-se levando suas nádegas ao meu rosto e ali permaneceu rebolando por alguns instantes, era possível entre suas coxas vê-la encarando-me por baixo, esgueirando seu olhar entre os seios e seu intimo apontado a mim, virou-se fazendo-me encarar seus seios, ficou de joelhos e empurrou-me sob os lençóis, levou uma perna a cada lado do meu corpo e rapidamente com o braço por trás das costas guiou meu intimo ao seu, com as mãos apertando as carnes de meu peito rebolava lentamente, sentindo-o deslizar em sua intimidade quase fugindo, era possível sentir  cada centímetro de mim adentrando-lhe o corpo, levei minhas mãos as suas nádegas impulsionando-lhe contra meu corpo, cada vez mais rápido sentia sua virilha abraçar a minha, seu intimo acolher o meu e teus seios encarando-me no fundo dos olhos, buscando no mais profundo e obscuro lar de meu ser a criatura que estava prestes a florescer, sem que esperasse senti um forte tapão em meu rosto, seguido de uma risadinha safadinha e ousada, vir-lhe encarando-me com a saliva escorrendo-me da boca aos seios, deslizando pelo seu corpo até alcançar-lhe a intimidade, levou seus dedos umedecidos ao clitóris e começou a massageá-lo, olhando-lhe erguida com os seios eretos apontando os mamilos para o telhado, suas mãos outra vez em meus joelhos, rebolando mais rápido e intenso que antes, dei-me um aperto nas coxas levando-a aos lençóis, na banca lateral a cama estavam meus apetrechos, imóvel você observa-me levar minha maleta de malicias a sua barriga, sob ela começo a retirar uma venda, meu anel peniano, a algema e um brinquedinho o qual retirei apenas após ventar-lhe, levei seus punhos a cabeceira da cama e ao algemar-lhe notei você sorrindo ao ouvir um barulhinho distante de algo vibrando, esgueirando-me por seu corpo até posicionar meu intimo entre suas coxas, sem que esperasse começou a sentir algo quente, rígido e umedecido adentrando-lhe o intimo, tentou conter mas de sua boca emergiu um gemido tão intenso e longo que quase esvaia-lhe todo o folego, lentamente indo e vindo você sentia-me vibrante em sua intimidade, o massageador do anel peniano alcançava-lhe o clitóris fazendo-a gemer ainda mais intensamente, vir-lhe então furiosa por não poder levar suas mãos ao meu corpo e sem que pudesse prever meus movimentos cravei meus dedos em seu quadril apertando-lhe as carnes, indo e vindo cada vez mais rápido você desenfreada gemia de forma ácida acordando toda a vizinhança, já passavam-se das quatro da manhã e toda a iluminação que alcançava nossos corpos era a de meu abajur ao pé da cama, sua luz amarelava sombreava-lhe os seios e metade de sua face quando encarava-me ainda vendada, indo e vindo cada vez mais forte, sinto uma de suas mãos que acabara de escapar da algema apertar-me a coxa perfurando-me com suas unhas, o sangue escorrendo molhando o lençol mas pouco importava-me, o corpo estava dormente, preenchido por um prazer que de tão intenso fez-me levar as mãos ao seu pescoço e apertando-lhe levemente vi surgir em seu rosto um sorrisinho de quem tivera gostado da ideia, volta e meia ao encarar-lhe nos intervalos de seus gemidos ficava cada vez mais excitado ao ver-lhe deslizando a língua em seus lábios, com a mão livre arrancou-lhe dos olhos a venda e passou a encarar-me com uma de suas mãos ainda presas a cabeceira e a outra arranhando-me a coxa, peitoral e quadril, perdidas vezes debrucei-me sob seu corpo permitindo-lhe levar suas unhas as minhas costas onde ferozmente fez-me sangrar outra vez, ao retornar a minha postura sinto um forte tapa em meu rosto e o sangue deslizando de encontro aos meus lábios, não consigo parar, quanto mais me fere mais faminto fico, cada vez mais transformo-me em uma besta insaciável, teus olhos nos meus, o forte cheiro de sangue exalando no abafado quarto, o suor a arder as feridas que se formão cada vez que fere-me mais, levo minhas mãos ao teu punho ainda preso, solto-lhe e colocando-a outra vez de quatro desta vez não a permito guiar-me, coloco suas mãos firmes sob a cabeceira de ferro, segurando nas barras começo a bombear meu intimo cada vez mais intensamente forte levando seu corpo todo a frente, seu rosto por inúmeras vezes toca as barras frias enquanto cravo meus dedos em suas nádegas, bato-lhe, aperto-lhe, envolvo-me entre seus fios de cabelo inclinando-lhe deixando-a curva com a bunda ereta encarando-me os olhos, ergo-me penetrando-a de cima a baixo, é possível ver o volume formando-se a frente do seu intimo, o clitóris expondo-se sempre que a penetro, seus gemidos cada vez mais altos fazem os vizinhos reclamarem, mas pouco nos importamos, dane-se o mundo a nossa volta, estamos entregues a um prazer finito cujo folego é nosso único inimigo, viro-lhe deixando-a outra vez com os mamilos encarando o teto, desta vez você empurra-me sob os lençóis e sentando-se sob o intimo começa a massageá-lo com sua intimidade, recua o quadril deixando o caule encostado em seu clitóris e começa a masturbar-me encarando-me nos olhos, bombeando-o na palma de sua mão, sentes o gozo alcançar-lhe os seios, com a ponta dos dedos pincela com o gozo seus mamilos enquanto masturba-me, debruça o corpo sob o meu levando minhas mãos as suas nádegas e beija-me o pescoço enquanto aperto-lhe e acaricio-lhe o intimo por trás, pelas brechas da janela o sol adentra em nosso quarto e aos poucos dar-nos novamente o folego persistindo duas, três, quatro vezes até que nos chegue a hora do almoço...

- Thiago Rafael

Bestial.



Não lembro-me de como eram as nuvens enquanto jovem, ausentava-me do leito apenas ao anoitecer quando minhas deformidades esgueiravam-se nas sombras, quando o mundo saboreava a frieza dos odores mais moribundos, os becos sujos cheios de musgo e vomito exalavam o forte cheiro da ausência de vida naquele lugar, eu ainda jovem caminhando entre bêbados falidos e prostitutas tuberculosas tive os pés calejados pelas velhas botas manchadas de sangue e lama. Passados os anos acostumei-me com este estranho hábito noturno de perambular entre as vielas e becos daquela cidade amaldiçoada esquecida pelos deuses e vir-me por tantas vezes desacreditado do viver, olhava-me no espelho trincado por anteriores fúrias e via-me através dos trincos a pura imagem do demônio em pele e corpo de menino, conforme o tempo passava via-me cada vez mais distante de minha natureza humana aproximando-me intensamente e ligeiramente da besta que nas profundidades de meu ser fazia morada em absoluto repouso, certa tarde quando já passada a adolescência próximo a minha idade adulta ao acordar mais cedo que de costume atrevi-me a abrir a janela do telhado onde escondia-me do mundo, ao lado residia uma moça jovem cujo ando pudera ser ouvido todas as manhãs, lembro-me ainda em sono ser alcançado pela suave voz daquela pequenina moça com pouco mais de um metro e cinquenta, cachos caramelados e uma pele de manteiga que reluzia sempre que o sol batia, observando-a sempre através das brechas das madeiras jamais havia tido-a por inteira ao alcance dos olhos mas tudo mudou naquela manhã, assustada encarou-lhe no mais profundo abismo dos meus olhos e depois de um instante reflexivo entre a vida e a morte em sua mais tristonha e deprimente representação humana ela sorriu, sem encontrar palavras para retribuir-lhe a gentileza acenei-lhe com um singelo gesto movendo minha cabeça para cima e para baixo em ato de aprovação, como se nada tivesse visto retornou as suas ocupações e desfez-se o encanto do momento, recolhi-me nas sombras do telhado deixando-me exposto aos traços de luz que adentravam meu mundo pelas biqueiras. Ao cair da noite ainda com o céu avermelhado pelos últimos traços de sol, apressei o passo em direção a casa vizinha na esperança de através das cortinas espiar a intimidade daquela jovem moça que horas atrás havia tirado-me o folego e a ausência de trevas em meu coração, dando-me nova vida a cada batimento acelerado vir-me renovado e por fim a procurei. Saindo do quintal rumo a cozinha, arrastava os passos entre os cômodos da casa causando-me o incomodo por não tê-la ao alcance dos olhos, o intimo já enrijecido e pulsante, uivante desejar que enfurecia-me a ponto de cravar as curtas unhas sob a pálida pele de minhas frágeis coxas, enfim vejo-a expor-me o braço soltando seus trajes na sala enquanto ainda no quarto despia-se sem apresentar-me o corpo em sua forma natural, instantes curtos separando-nos intimo e eu de suas curvas carentes de um malicioso olhar, por fim o corpo ainda molhado caminha entre os móveis da sala desviando-se do sofá rumo a vitrola onde uma bela musica pós a tocar, sem perceber que observando-a tocava-me as costas de suas cortinas dançava e sem imaginar que esperava-me pus-me ali a ficar, então como se coreografia fosse aproximou-se da janela e sem que percebesse que estava aberta abordou-me com um saudoso olhar enquanto os seios expostos encaravam-me o intimo e sem que pudesse notar veio-me o gozo e o rosto da jovem ousou-se alcançar, ela por sua vez novamente sorriu e disse-me, "entre, estava a lhe esperar.", o corpo feito lebre saltitante ergueu-se e mudo mudei-me a postura, adentrei pela porta de trás como intruso fosse e suavemente dei os primeiros passos, ela por sua vez veio de encontro a mim desta vez vestida de cetim, pegou-me pela mão e levou-me até o sofá, colocou uma perna de cada lado de minhas coxas e sentindo suas canelas dividindo o curto espaço comigo olhei-lhe do umbigo ao busto, não enxerguei coragem para encarar-lhe nos olhos e ao notar minha timidez graciosamente levou suas palmas ao meu queixo e erguendo-me a face desfez-se do disfarce de boa moça, assustou-se com as deformidades mas não ousou dali sair, ainda sentada em meu colo, tremula e assustada encarou-me uma segunda vez e desta com mais ternura perguntou-me o que havia acontecido com tal pobre criatura, com igual gentileza respondi-lhe que por fúria da natureza na morte de minha mãe vim-me ao mundo com este infame semblante e por vez sobrevivi esgueirante entre as sombras da noite, olhando-me nos olhos beijou-me a testa e mesmo sem externa reação em meu interior todo o corpo estava em festa. Outro dia, novos toques observando-a pelas brechas da janela, a coragem que me resta leva-me somente a observa-la, não vejo-me diante da atitude de ir de encontro outra vez ao seu sofá, tê-la no colo e desta vez beijar, no entanto o mundo por mais cruel que seja ensina-nos que também há beleza mesmo por trás das lágrimas que ocultam-se na face quando a chuva cai, ela de sua sala disse-me, "entre rapaz", outra vez sem muito pensar atrevi-me pela porta de trás adentrar e desta vez sem sensatez fiz barulho no caminhar, ela por sua vez ainda despida veio de encontro a mim e sem que eu pudesse dizer olá seu corpo já estava no meu e meu intimo por sua vez o da gentil moça adentrar, levei-a até o sofá e encarando-lhe nos olhos a sentia umedecendo minhas coxas, as costas sob a napa suava-lhe a pele ligeiramente criando tamanha fixação que a fazia-lhe imóvel naquele lugar, bombeando meu intimo indo e vindo por incontáveis vezes, levando-o a boca, sentindo seus dentes amarelados deslizando sob a pele rosada, retornando ao intimo, vindo e vindo desta vez mais umedecido, mais rígido e ela aos poucos gritava, as unhas penetravam-me a pele, arranhando-me ferozmente como se besta fosse, seus olhos encaravam-me famintos e com gritos insanos dizia-me, "foda-me mais forte, mais forte, mais forte...", alucinado e regido pela sinfonia que nossos corpos emitiam vir-me eloquente e levei-me as duas mãos ao seu pescoço, sufocando-a cada vez mais, ela por sua vez incapaz de algo dizer, vi aos poucos seu corpo falecer colado no meu e a inocência de seu olhar se perder quando o gozo alcançou-me e sentido a frieza de sua pele dei por mim que se quer sabia seu nome...

- Thiago Rafael​
Encarando o sol que perdia-se na imensidão do distante horizonte,
Perguntou-me até onde iriamos com tais sentimentos conflitantes,
Disse-lhe afirmando-lhe que sobre tal dúvida não atrevo-me a responder-lhe,
Baixou-lhe a vista e encarando os próprios pés abraçou-me em silêncio e esmurrou o sorriso que desfazia-se com o vento em seu rosto...
- Thiago Rafael

O sentimento conflitante que atordoa corpo e mente quando tido o rosto colado no outro, olhos fechados, mãos na pele macia acariciando os finos fios de cabelo no finalzinho da tarde fria, curtos centímetros separando os lábios um do outro e a inquietude do "beijar ou não beijar?"...
- Thiago Rafael

Sentado a beira da calçada ainda umedecida,
O musgo a sujar a calça recém lavada,
Encarando o vazio que habita em cada pessoa que passava,
Espectador de uma analise macabra dia pós dia...
- Thiago Rafael​

Deitada sob o frio piso de meu canteiro de perversões,
Sentado a beira da cama observava-lhe o intimo e seios,
Encarando-me com ar de desprezo e recente gozo,
Deixou-me exposto disposto a entregar-se outra vez ao prazer...
- Thiago Rafael​

Quem dera-me ter nas palavras o afeto e a confiança para seduzir-lhe o pensamento feito doce para criança...
- Thiago Rafael

No calor de tuas coxas em meus ombros,
Calado pelo visgoso gesto vindo de ti,
Tocando-me os lábios despejando em mim feito copo,
Deixando-me no silêncio inquieto do corpo...
- Thiago Rafael

Calo-te com o caule do intimo,
Teus olhos serenos de baixo a encarar-me,
Teus joelhos ralos mastigados pelo solo,
Deixando sonolento o corpo meu...
- Thiago Rafael

Olhos nos olhos,
Intimo no teu,
O folego que se esvai no gozo,
O exposto gosto de provar a vida...
- Thiago Rafael

Na tua leveza de ser natureza em corpo de mulher,
Uma salada de fúria e gentileza,
Na simplicidade da beleza,
Pronta para o que der e vier...
- Thiago Rafael.

Acolher-te no anseio de despir-lhe os lábios,
Disfarçar o hábito de querer-lhe sempre ao meu lado...
- Thiago Rafael
Na ausência do folego e da saliva,
A boca seca e o corpo tremulo...
- Thiago Rafael

Te despir e te provar,
Deslizando os pelos da face em tuas formas impares,
Tornando pares a boca tua e a minha,
Desfazendo-lhe o disfarce, deixando-a por inteira, minha...
- Thiago Rafael​

Carta minha para outrem chamado eu.

Olá Thiago do presente, aqui vos fala o Thiago do passado, hoje ao te encontrar busco entender o que te fizeram para que chegasse onde está, o que motivou-lhe a perder-se a ponto de não mais se encontrar, você tinha seus problemas mas até antes de conhecer aquela garota quando trabalhava naquela lan house você era um cara tão gentil, tão focado em seus planos, suas metas, lembro-me do quanto trabalhou recebendo tão pouco para ter apenas o suficiente para pagar a vista todas as pequenas coisas que comprou ainda muito novo, de como sentia-se feliz pensando que aquilo era ser independente, do primeiro som que comprou e o primeiro cd original, o primeiro grande show de uma banda de rock, cara você era tão genial em tudo que fazia, então vieram os primeiros tragos na bebida, no cigarro, aquelas pessoas que conheceu que você as defendia com tamanha valentia, tantas vezes discutia com sua família por causa dessas pessoas e veja só hoje você sem a companhia de nenhuma delas, aquele cara que passou onze anos fingindo ser teu amigo e te abandonou por causa de uma bota que lhe comprou fiado e não teve a coragem nem de pagar nem de dar as caras por quase três anos, aquele outro que ficava te convidando a conhecer mulheres quando na verdade ele só queria que você desse um espaço do seu quarto para ele transar com alguma das garotas com quem ele saia, é estranho rever os caras com quem estudou e os que sempre frequentavam onde trabalhava e te elogiavam, te cobriam de apelidos e te faziam dar risada mas tudo apenas enquanto você estava pagando bebida para eles, quando você estava sem dinheiro ou querendo ficar sóbio ou até mesmo quando ficou doente, lembro que não havia a companhia deles mas você procurou nunca se importar com isso, você sempre teve uma ideia meio maluca sobre estar sempre sozinho e acho que isso te cegava sobre os erros alheios, não era por medo de ficar sozinho mas alguma coisa te cegava e ainda cega, metamórfico e aparentemente mais maduro, foi se dedicar a estudar filosofia, psicologia, conhecer uma galera nova que curtia umas ideias tronchas, uma tal de bissexualidade, foi se meter numas brincadeiras que não era a sua e acabou dando um beijo em um cara pela primeira vez na vida, o tempo passou e você sofreu muito a perda daquele namoro, eu sei o quanto naquele tempo significava para você e ninguém mais entendia pois só você sabia o quanto sozinho se sentia e como era reciproco o que aquela garota sentiu por você, foi realmente doloroso passar aqueles dois anos na sua pele vendo você se denigrir entregando-se ao álcool e outras drogas, ver você entregue ao descaso de si mesmo deixando de se cuidar tantas vezes, você era tão mais bonito do que parecia mas sua carne e osso transparência uma imagem inversa da pessoa que você já havia sido e foi difícil superar aqueles dias mas passou e enfim você começou a se permitir outra vez, conheceu uma garota, teve sua primeira transa, juntos continuaram a se embriagar e se drogar mas você sempre quis ser o mais responsável em tudo e aos poucos foi parando, até que você se tornou o cara chato da relação pois ela não queria parar e você cometeu o erro de querer muda-la e acabou dando fim ao relacionamento por não ter aceitado a derrota, a escolha dela pela bebida ao invés de você e por isso foi viver outra vez sua vida de sozinho, ficou um tempo por ai curtindo outras coisas, conheceu novos sons e experimentou umas viagens numa tal de rave, aquele cara que você também via ele como um grande amigo, te levava para os rolés e você curtia aquele novo som, aquela nova loucura, outra vez o tempo passou ligeiro e você quis ser saudável, até estava indo bem, pedalando, conhecendo uma galera legal, viajou para outra cidade, perdeu outro amor nessa ida e vinda e com isso mais uma decepção com quem você tinha como amizade, se privou, foi viver sozinho, foi difícil confiar nas pessoas outra vez, lembro como você depois de muito tempo sem sofrer você chorou e abriu mão daquelas pessoas que pensava ser seus amigos e outra vez viu não ser, deixou a vida saudável de lado e se dedicou ao trabalho, aos estudos, foi um bom momento da sua vida afinal, ao menos a parte boa disso tudo é que você de um tempo pra cá escreve umas coisas para esvaziar a mente, descarregar um pouco os fardos que carrega, é uma pena que as pessoas ao teu redor hoje em dia não te compreendam ao menos como você pensava que aquelas pessoas no orkut te compreendiam, naquele grupo de escritores da cidade onde as vezes vocês se reuniam na praia para tomar vinho e ficar conversando coisas tristes que de alguma maneira te fazia se sentir bem por saber que apesar de só você não era o único a sentir-se sozinho e que estes sentimentos não pareciam engraçados ou motivos para piadas, aquelas pessoas realmente apesar de hoje também não estarem ao teu lado ao menos não tratavam com desprezo ou sem seriedade as palavras ditas independente de serem mentiras ou verdades...

- Thiago Rafael​

Campo e elo.

Não houve tempo para pensar, o instante do piscar dos olhos eram tão valiosos quanto os segundos que antecedem o luar, teu negro olhar e tua intimidade morena vibravam-me o intimo numa selada de pensamentos envolvidos e perdidos entre o libido e a razão, os batimentos do coração pareciam o anseio de esvair-se de mim levando-me ao lugar onde você está, mergulhar meus lábios bucais em tua intimidade pincelando-te o corpo pela metade até alcançar-lhe a boca, morder-te os lábios esfregando os dentes uns nos outros, o corpo de igual modo tão intenso quanto o beijo e o nítido desejo de abraçar-lhe o intimo com o meu ainda fervente, levo-te a palma até o membro e acariciando-o percebes tamanho e volume, da boca tua tentas disfarçar o desejo com um falso bocejo, no canteiro o desejo escorria e ao tocar o lençol fiz-lhe um nó com as pernas envolvendo as minhas e mordi-lhe a nuca sem aviso prévio, ofegante respirou e ao soltar o folego cravou suas unhas em minhas costas puxando-me contra seu corpo, com os pés empurrou minha cueca deixando-me despido sob seu corpo ainda inferiormente vestido, o jeans de seu short sarrando em minha intimidade e seus seios em meu peitoral já um tanto suado, olhos nos olhos e então fazendo uso da mesma utilidade que os pés tirei-lhe short e calcinha deixando-a igualmente despida, ausentando-me de seus lábios deslizei língua, lábios e pelos faciais pelo seu corpo alcançando-lhe os mamilos a tanto já eretos, seu quadril causando-lhe arrepios até chegar a sua intimidade umedecida, pincelando sua virilha apertava-me o rosto com suas coxas evitando-me em sua intimidade, deslizando suavemente minhas palmas envolve-me em suas coxas permitindo-me pincelar sua intimidade com a língua e pelos faciais, causa-lhe arrepios e então surgem gemidos interruptos, sua mão envolve-se em meus cabelos puxando-me contra seu intimo enquanto a outra ocupa-se em acariciar-lhe os mamilos, ergo-me, tens-me o intimo em tuas mãos então envolve-me no teu, com as pernas puxa-me lentamente de encontro as tuas coxas e novamente penetras as unhas em minhas costas, olhos fechados, estais em outro lugar, suspira ofegantemente e tudo a sua volta perde-se no universo que constrói neste instante em tua mente...

- Thiago Rafael​

Incertos de si.

Quero de ti o estrago que sejas capaz de fazer a este mundo que construí, reinventar as regras deste paraíso que escupi, materializar versos que de tão inversos chegam a causar invernos no verão de teu ser, florescer matérias no filosófico pensamento sobre o movimento das águas que residem no moinho, amolecer as pedras que de tão desertas secam os rios que cercam os nilos do meu ser, fazer acontecer milagres nas miragens que se formam toda vez que num fim de tarde ensolarada começa a chover, ter a certeza que de todas as estradas incapazes de guiar-me a felicidade nenhuma delas levará-me até você...

- Thiago Rafael​
Quem dera-me perder o medo da poesia de viver, sorrir e sofrer sem temer, intenso vibrante libido que anseie o paraíso na companhia de um singelo ser, amadurecer versos nos conselhos velhos, ultrapassar ideias construindo novas intensidades ao sentido da palavra verdade no que se refere ao amor de uma mulher...
- Thiago Rafael.
Quero sem muita rima preencher essa lacuna que em mim habita, curar feridas causadas pela solidão que teimosamente investe em mim seus afazeres moribundos, dizer ao mundo com singelos gestos qual a real natureza de meu ser, sem ter que provar ou esclarecer, em silêncio sem nada dizer declarar as emoções que dão razão as lagrimas que vez ou outra escorrem em minha face que não aparenta tristeza, este semblante imutável que reside em mim transparece uma personalidade fria e sem gosto pelo que temos como vida, pouco sabem que por trás de cada cicatriz houve uma ferida e que certas dores residem no interior, num lugar onde a dor nunca torna-se alheia e que a razão de persistimos nessa brincadeira de buscar a felicidade é na verdade o sádico desejo de estar sempre renovando os motivos de nosso sofrer...
- Thiago Rafael​

Vestígios e vontades.

Perdi-me para não perder-te, te vi para que chovesse, um imenso céu de tantas cores cinzas, tons de vermelho nas cedas tardes, a inquietude que o sono invade, a saudade que se faz presente na ausência, a malevolência de um imenso curto, no oculto insulto riso que teimas perdidas vezes, entrelinhas e afazeres interruptos no singelo complexo da palavra nós, desatando a fervorosa e feroz vontade de ficar a sós...

- Thiago Rafael​.

Pisoteados pesares.

Estender as mãos para se ter aquilo que se teve sempre por perto, escrever o verso em linhas turvas com palavras alheias, apostar as moedas na incerteza nítida de falsa alegria, recolher a tristeza e a saudade que de tão inquieta chega a ser quente, na frieza que cutuca a gente nas madrugadas chuvosas que tentamos dormir...

- Thiago Rafael​

Nós em um desatado par.

Quero-te não mais que a mim, clamo-te mas em silêncio beijo-me, olho-te por trás do meu reflexo, te invejo na minha sabedoria, sorriu de tua tristeza quando choro de tua alegria, alérgico a tua boca que tanto foi minha, esvaio-me do teu abrigo que residem meus lençóis, um nós tão sozinho quanto a palavra eu, sou teu não mais que meu, céu não mais que terra, incerta ceta que aponta-me caminhos guiando-me aos seus, és meu teu nosso entender, na calada tarde que insiste em chover lágrimas tuas em turvas feições do meu ser...

- Thiago Rafael​.

Rotina.

Trás pro colo o bocejo calado, mais um trago no refrigerante quase sem gás, a mão que leva não é a mesma que trás, mania incerta de seguir caminhos desiguais, vendado a beira de um precipício leito, consolar as águas que dormem no pote de barro feito, beijar a testa no desejar de boa noite, esquecer as marcas nas costas depois do açoite, a madrugada reclama o sono moribundo, acordar cedo é preciso pois lá fora há um mundo chamando-o de vagabundo...

- Thiago Rafael​.

Tragos e estragos.

Não é céu sobre nós, são lençóis de carnes alheias numa orgia desenfreada de socos e pontapés, confusão de afazeres numa republica recheada de mulheres, harém de líbidos que de tão ferventes expulsam do abrigo os singelos pensamentos alheios de um curioso alguém, ninguém olhou-se no espelho antes de dizeres que lá fora tudo estava bem, chovia mas ainda havia o sol e na cantina a ladainha da criançada perturbava o sono, chegara em casa nas primeiras horas do dia e de tanta alegria o sonho reclamava o gozo, o gosto de um aquecido lábio que não festeja mais...

- Thiago Rafael​.

Ressaca.

Neste raso imenso de possibilidades turvas, curvas de um atalho aparentemente breve, leve pluma que sobrevoa a narina prestes a espirrar, empinar o olhar rumo ao céu que de tão cinzento causa o medo, chego ao anoitecer em teu leito e nada vejo pois não mais estais, penso que errei pois lá tu deverias estar, caso as ideias pares e impares de minha confusão alheia, o ódio a pulsar na veia por tantas tardes entregues ao vicio de um sol sozinho prestigiar, lugar este cá estou sem ti e partir sem ter onde chegar, alcançar o mar com a ponta dos pés, fazer jura as marés que tão amantes são que o próprio coração do mar já repousou seus amores, cansado de tanto chorar...

- Thiago Rafael​.