Mudas rasas encerram seu verdear na noite chuvosa,
Arvoredos que jamais darão o primeiro fruto,
Furto a um remoto controle sem rumo nem dom,
Canção feita de silêncio sem letras nem tom...
Passeio desarrumado nos becos umedecidos,
Não ouço se quer o soar dos grilos,
Sapos, cães e gatos ou qualquer bicho,
Até as estrela deixaram o céu esquecido...
Sinto-me menos sozinho conforme do barulho me aproximo,
Vejo-me intimo de tantos outros ali embriagados,
Farrapos sujos de musgo e álcool,
Um moribundo cenário que cotidianamente batizo de lar...
Longe deste luar que ilumina a fria madrugada repousa o sol,
O culpado por castigar-me daqui a poucas horas,
Breve terei de juntar-me aos demais exilados,
Pegar os trapos e pela sombra pra casa ir embora...
- Thiago Rafael.
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