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Sou pedaço de soneto só,
Um sol sozinho sem brilho,
Ausência de carinho,
Passarinho de asas cortadas,
Sou morada mas me chamam de ninho,
O amarelo chamado de branco,
Sou pranto que se perde no riso,
Sou raso e o risco de ser feliz não me convêm,
Desgovernado trem que sem ninguém vaga pelo enferrujado trilho,
O brilho que perdeu-se nos lábios de outrem,
Alguém cujo nome foi esquecido...

- Thiago Rafael.

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