Sentado a beira de um caminho que trazia-me nostálgicas lembranças de outrora sorridente, de um tempo em que a gente se via no reflexo da nossa alegria tatuada na transparência das águas claras, houve instantes em que até o rio sorriu para nós, enamorado bem como eu sempre que a ouvia interromper o silêncio com sua voz, leve e suave melodia que provocara a alegria dos canários em plena luz do meio dia, a margem da sombra de uma arvore já quase sem vida, seus galhos secos quando balançados pelo vento mesmo que fraco mas ainda assim era teimoso, quando todos os pássaros dali partiam, mesmo quando a grama não estava verde, ali retornava sozinho na esperança de resgatar nas lembranças as sensações que trazia-me o teu carinho...
- Thiago Rafael.
Visitantes
Sentimento escravizado.
Frente aos segundos que tornei-me escravo da luxuria de nada fazer, cruzei os braços e num gesto amargo encarei o sol numa frustrada tentativa e invocar uma possível coragem, mas de que me valeria se nada quero, nada espero ou me motiva, enamorei os últimos segundos de sol na pele e retornei ao meu abrigo de falhas reflexões, deitado a margem do espelho que reflete a minha honrosa preguiça, inibida de qualquer julgamento, tornei eterno aquele momento deliberando a mim em silêncio as ordens que partiram do meu corpo gritante, gozando da amplitude que mal cabe na minha vontade extensa de esquecer que no amanhã ao nascer do sol quebraria outra vez minha promessa pois não sei viver sem você...
- Thiago Rafael.
- Thiago Rafael.
Assinar:
Comentários (Atom)