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Sentimento escravizado.

Frente aos segundos que tornei-me escravo da luxuria de nada fazer, cruzei os braços e num gesto amargo encarei o sol numa frustrada tentativa e invocar uma possível coragem, mas de que me valeria se nada quero, nada espero ou me motiva, enamorei os últimos segundos de sol na pele e retornei ao meu abrigo de falhas reflexões, deitado a margem do espelho que reflete a minha honrosa preguiça, inibida de qualquer julgamento, tornei eterno aquele momento deliberando a mim em silêncio as ordens que partiram do meu corpo gritante, gozando da amplitude que mal cabe na minha vontade extensa de esquecer que no amanhã ao nascer do sol quebraria outra vez minha promessa pois não sei viver sem você...

- Thiago Rafael.

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