Entre os córregos da avenida saudade, na escuridão das ruas pouco iluminadas, palavras laminadas a perfurar o peito, deixando marcas por todo o caminho, abrigo outrora chamado de ninho, foi-se o prazer de provar o vinho, o cheiro do perfume num fim de tarde, sentir a areia entre os dedos dos pés, tirou-me o que havia de mais precioso, emprestou-me um semblante sem vigor, uma vida sem gosto, em mim habita uma tristonha face, ei de viver sob um disfarce, desfazer-me em lagrimas de alegria é um luxo do qual jamais provaria, entreguei-me então a natureza de ser tristonho, o sentimento de abandono tornou-me o que sou, onde vou é um mistério, deixo meu sorriso estéreo falar por mim...
- Thiago Rafael
Visitantes
Prematura despedida.
Então do peito caiu a lágrima, lá fora a chuva molha o rosto, tuas marcas e farsas desfazendo-se, invertendo-se em laminas a perfurar meu coração, tirou-me o riso, o infinito que era sorrir, tranco as portas da minha face tristonha, trago a todos o meu ilusório sorriso, serei melhor visto e deixo-me chorar depois, dentre as mesmas paredes expectadoras de prazeres em outrora, uma breve história resumida na palavra tristeza.
- Thiago Rafael
- Thiago Rafael
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