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"Os objetos inanimados que decoram meu lar são singelos fragmentos de mim materializados..." - Thiago Rafael

Apagar das luzes.

Do lado de cá ouço ao longe as batidas de um coração quase sem vida, o vasto lago de sangue que se expande a medida que os segundos passam, rastros que se apagam antes do alcançar do horizonte, vitima de um sentimento que não sabe-se vindo de onde, esvaindo a pouca vida que restara em um homem cujos momentos tiraram-lhe o sorriso, motivo o qual fazia-o seguir, agora sem ter onde ir vejo em minha frente este semblante falecido cuja expressão no rosto terá dito que morrera feliz por estar nos braços de um amor amigo.

- Thiago Rafael.

Funestos córregos.

Mastigando fragmentos singelos de um nobre sentimento, entre os intervalos de cada gotícula de chuva que caíra sussurrando melodias fúnebres nas escuras vielas de um telhado mal iluminado, festejos impróprios dominando o coração amargo, desleixado e inquieto, desejos incertos movem-lhe entre os cômodos vazios de seu corpo, deslizando as pontas de seus dedos sob a frieza dos moveis empoeirados, objetos esquecidos bem como as sensações que tomavam-lhe no passado, estranho gosto nostálgico quase perpetuo, eternizando o sofrimento de um homem mal amado...

- Thiago Rafael