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Insano suor.

Tudo isso teve inicio numa destas tardes despretensiosas quando sentado a espera de meu nome ser chamado na fila de um consultório médico, lá estava ela sentada com seu uniforme em seu horário de descanso, cabelo curto, olhos negros, boca não muito carnuda mas um certo jeito sensual em sua postura, aproximei-me como se buscasse informações sobre o local mas já sabemos que isso não passou de uma desculpa barata para puxar assunto, ela tinha seus vinte e poucos anos, trabalhava como enfermeira e não lhe restava muito tempo ali pois breve teria de voltar ao trabalho por isso não poupei palavras levando minhas intenções direto ao ponto, a principio não houve espaço pois ela certamente sentiu-se pressionada pelo meu jeito direto mas tolice a minha foi pensar que naquela noite realizaria uma de minhas fantasias.

Por dias após aquele não tirava aquela enfermeira da minha cabeça, seu jeito marrento meio enojado com minha atitude deixou meus olhos fixados em sua boca durante todo o tempo que a tive ao meu lado, me vi obrigado a retornar ao hospital e assim fiz, ao chegar tive a sorte de encontra-la no mesmo local assim que começara seu horário de descanso, dessa vez mais suave procurei amenizar minhas nítidas intenções no entanto sua sabedoria já previa este gesto e sussurrando em meu ouvido disse-me, "não seja gentil, gosto de pensar que vem aqui apenas na intenção de me foder", pasmo ainda com os olhos arregalados encarei-lhe buscando um olhar sereno galanteador mas a verdade é que nunca me vi tão desconcertado, ela me disse que duas horas após voltar ao trabalho teria um outro intervalo desta vez mais longo, combinamos um local aos fundos do hospital que levava a uma despensa, foram as duas horas mais longas em muitos anos.

Encostado na parede próximo a porta da despensa, sem que esperasse fui abordado pela palma de sua mão sendo levada a minha cueca, acariciando-o começou a beijar-me o pescoço arranhando-me as costas com suas unhas livres de meu intimo, sua ofegante respiração deixou-me numa posição totalmente submisso aos seus caprichos, aos poucos fui levando-nos a porta da despensa por fim trancando-nos no local, tirou meu cinto o mais rápido que pôde ajoelhando-se em seguida apoiando seus joelhos sob caixas de papelão vazias, enquanto sentia-o sendo encharcado por sua saliva aguentava as dores de suas unhas penetradas em minhas coxas, puxando-me contra seu corpo naquele instante tudo em mim tornou-se uma intensa mistura de dor e prazer embriagados pelo risco de sermos pegos a qualquer momento, seus movimentos e vai e vem igualhavam-se aos de uma profissional naquela arte, nunca fui muito fã de prostitutas mas temos de concordar que a prática trás a perfeição e aquela moça sabia muito bem o que fazia.

Satisfeito com todo o carinho dedicado ao intimo vi-me na obrigação de retribuir-lhe o gesto, havia uma mesa muito empoeirada com poucos objetos sob ela, peguei o mesmo papelão o qual ajoelhou-se colocando-a acima deles e por fim suas coxas em minhas costas, os movimentos intensos que fazia sob minhas tatuagens com a sola de seus pés atiçava-me quando unidos aos seus ácidos gemidos, excitava-me ainda mais vê-la levando as mãos a boca para que os gemidos não chamassem a atenção fora dali, aos poucos fui despindo-a da pouca roupa que havia por baixo do avental de enfermeira, uma graciosa calcinha incomum para sua personalidade e um sutiã não muito difícil de remover, após despi-la por completa deixe-me igualmente levando em seguida o intimo ao seu penetrando-o suavemente, lento como quem não conhece o tempo, quis fazê-la sentir cada centímetro de mim adentrando sua intimidade como se intimo fosse de seu corpo, minhas mãos acariciavam seus mamilos enquanto as suas ainda fixadas em sua boca contendo os gemidos, aos poucos acelerando as idas e vindos de meu quadril rumo a sua virilha, do topo de meu intimo rumo ao mais profundo gosto de ti, sempre que tirava-lo deslizava a ponta de meu dedo sob a pele aquecida provando de seu gozo espalhado por todo o intimo.

Como previsível não levou muito tempo até que ela assumisse sua posição dominadora, desceu da mesa num rápido movimento jogando-me em seguida sob a mesma, era possível sentir o acumulo de suor sob o papelão já encharcado de prazer, subiu a mesa sentando-se em seguida sob o meu ereto intimo, seus joelhos laterais ao meu quadril apertava-me contra suas coxas, levou as mãos sob o meu peito apertando-me com suas unhas rasgando-me a fina pele, não demorou e logo os primeiros pingos de sangue começaram a escorrer, ela brincava com ele como se minha pele fosse uma tela enquanto cavalgava intensamente, era insano vê-la agindo tão friamente enquanto em sua face havia um sorriso e uma infantil expressão eloquente, a senti gozar três, quatro vezes enquanto rasgava-me a pele do peito, costelas, ombros e braços, após deixar-me intensamente marcado levantou-se do meu intimo levando-o ao meu rosto fazendo-me prova-la outra vez, desta mais temperada, era possível sentir o salgado gosto do gozo, seus lábios tocavam-me delicadamente quando sem que possível fosse conter-me o intimo impulso, gozei levando-me ao mais profundo tecido de sua garganta, não desperdiçou uma gota se quer, engoliu-me como sobremesa e sem muito dizer vestiu-se o mais depressa que eu já havia visto alguém recompor-se, não caprichou nas aparências, saiu dali toda soada e com as palmas de suas mãos ainda sujas com meu sangue, eu por outro lado fiquei ali trancafiado por horas desacreditado, em toda minha vida jamais havia gozado de um momento tão intenso e arriscado como tal.

Neste momento vocês querem saber o que houve entre nós imagino, tivemos perdidas transas nos mais inusitados cômodos daquele hospital chegando a desrespeitosamente transar ao lado de um paciente desacordado, não culpe-nos pela possível indelicadeza, era uma noite turbulenta e todos os outros cômodos estavam lotados de pacientes com olhos e ouvidos a espera dos gemidos daquela moça, repetimos este hábito por meses até que ela teve de mudar-se e desde então penso naquela enfermeira bem como pensei durante aquelas infinitas duas horas de espera...

- Thiago Rafael.

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