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Ressaca.

Neste raso imenso de possibilidades turvas, curvas de um atalho aparentemente breve, leve pluma que sobrevoa a narina prestes a espirrar, empinar o olhar rumo ao céu que de tão cinzento causa o medo, chego ao anoitecer em teu leito e nada vejo pois não mais estais, penso que errei pois lá tu deverias estar, caso as ideias pares e impares de minha confusão alheia, o ódio a pulsar na veia por tantas tardes entregues ao vicio de um sol sozinho prestigiar, lugar este cá estou sem ti e partir sem ter onde chegar, alcançar o mar com a ponta dos pés, fazer jura as marés que tão amantes são que o próprio coração do mar já repousou seus amores, cansado de tanto chorar...

- Thiago Rafael​.

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