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Quando sozinho.

Alcançado pelos minutos que pareciam horas, vir-me na insistente vontade de atirar-me na madrugada afora sem vestígios de medo pois até para o mal lá fora já era tarde, em meu quarto encarando os detalhes que remetiam-me algumas verdades dos intervalos entre cada amante que sob meus lençóis deitara, imaginava no silêncio interrompido pelo cair das águas gélidas que tocavam o telhado impondo-me apreciar a sifônia que seu escorrer fazia, depois de muito pensar desistindo de dentre as vazias ruas caminhar entreguei-me a necessidade do deitar pois também em mim havia uma teimosa vontade de os pensamentos descansar, ilusão minha acreditar que as memórias de outrora deixariam-me em paz pelo alcançar das horas, dei por mim que para a inquilina tristeza nunca é tarde para chorar...

- Thiago Rafael.

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