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Desventura.

Porque sorrir se agora tu choras?
Estou fazendo as malas e indo embora,
Em meu peito escorrem vermelhas lágrimas,
O coração partido por teres me iludido.

Tendo meus sentimentos jogados fora,
Agora sozinho dou de cara com o vazio,
Encarando meu rosto num rio de magoas,
Transparentes águas tão verdadeiras quanto tuas palavras.

Ferir-me cruelmente foi o que fizeste,
Entre nós dois não estiveste,
Teus lábios tocaram noite passada outras vestes,
Amante amado e um caro perfume.

O homem imune a tuas armadilhas,
Tornando-me abrigo de feridas,
As quais nem mesmo em outras vidas,
O tempo poderá curar...

- Thiago Rafael.

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