Visitantes

O ultimo sopro de vida.

Ilusoriamente aprisionado entre quatro paredes pintadas de cores distintas, desistindo de toda vida lá fora, agora é tempo demais para viver tudo que me sobrou, estou caminhando em círculos dentro de um quadrado que já não me cabe, a sensação que me invade é como uma tempestade de areia em meus olhos, sentimentos expostos sob uma meia luz de um abajur um tanto empoeirado, errado estive tantas vezes por encarar minha face frente ao espelho trincado, desfazendo meu disfarce tão perfeito escrevendo com tinta vermelha respostas numa prova da vida o qual irei reprovar, tanto lugar onde eu podia estar e optei erroneamente pela solidão, encorajado pelo verso longo de uma canção a qual meu coração fez tantas vezes questão de repetir, ir e vim da cama a cadeira desejando aos meus pés uma lareira cuja pouca luminosidade fosse mais que suficiente para brilhar no reflexo dos seus olhos algum esboço de verdade, ter a coragem de dizer-te adeus sem arrependimento mas meus lábios são instrumentos que não atendem aos meus comandos, rebeldes estes que teimosamente encaram os teus quando estamos frente a frente, questiono-me tantas vezes porque permitires teu sorriso seduzir meu coração, onde estais não sei pois ainda vives e aqui deitado fico com o corpo frio abraçando este gélido chão...

- Thiago Rafael.

Nenhum comentário:

Postar um comentário