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Sol de um passarinho só.

Os primeiros rastros de sol por debaixo da porta já surgiram em meu quarto, lá fora os pardais anunciam o raiar de um novo dia, de seu canto mesmo suavemente trovejante não me permite diferir se são de tristeza ou de alegria, cá fico a me iludir ao pensar que pelo seu bater de asas teimosas trás-lhe a condição de felicidade, talvez sejam apenas os próximos segundos reflexivos de alguém cuja idade vai sendo alcançada conforte as madrugadas se tornam dias e a alegria deixou de ser rotina, entregue a uma certa monotonia tantas vezes prazerosa me guio aos tropeços de encontro ao conforto do lençol onde deito-me só, deste jeito dia após dia vou aceitando a condição de que meu peito deixou de ser tido como lar e que o passarinho que ansiava sua presença em meu ninho bateu asas para outro lugar...

- Thiago Rafael.

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