Sopro vindo do nada, soprando a imensidão do nada que nos consome, um monte de nada que soprou distante, uivando como trovão num fim de tarde, a dor que invade o nada que em mim habita, quase tão cruel quanto a luz que me ilumina, que me anima quando triste quero ficar, cruzar os braços e estar onde eu não quiser, em pé pois sentado dói menos, mesmo que doer seja a pior parte de mim, teimosamente irei e terei de vim, caminhando em círculos finitos preenchidos por esta dor vazia que de longe parece não ter fim...
- Thiago Rafael
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