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A espreita.

Dois passos para alcançar a claridade de sua varanda, pássaros para cantarolar em sua manhã, o divã era pouco perto do curto segundo que sentiu o ultimo sopro de vida, uma viagem só de ida ao concreto de sua calçada, acostumada a ser o palco de tantos suicídios, amigos tantas vezes tolos mas de bom gosto afinal, naquele casebre de madeira velha tornou-se matinal a véspera de um funeral, final de tarde de céu avermelhado, negros gatos a choramingar no telhado e eu do outro lado da rua vejo a vida com o mesmo gosto amargo...

- Thiago Rafael

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