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Imperfeitos.

Bem como um dia qualquer de inverno, meus pés tocavam o frio piso decorado de seu quarto, enquanto vestia-me para partir sem nada dizer-lhe você me surpreendeu com um abraço, entendendo que eu devia partir nada me disse, deitou outra vez encarando meus passos pela casa, o silêncio da madrugada ecoava as batidas de meu coração, encarei-lhe uma ultima vez quando na maçaneta da porta pus a mão, você olhando-me enquanto no rosto escorria vestígios que provocavam-me os sentidos, deixando-me na vida um estranho gosto de arrependimento, naquele momento tudo que eu tinha era seu colo, meu abrigo era seu ninho e suas cobertas um teto cujos sonhos ali cultivei, não houve um instante se quer no passado o qual nisso não pensei, você por sua vez fez questão de seguir na contra mão, erros propositais os quais provocavam-me tristonhos gestos, divididos entre os errados e os certos, em mim fora mais fácil escolher sobreviver a margem de um sacrifício o qual tivera sido forçado fazer, a solidão de ter você somente em minha mente é tão torturante, encarando nossas fotografias em minha instante, embriago-me com a saudade nos intervalos de cada passo pelo silêncio desta cidade chamada decepção, torturo-me repetindo nossa predileta canção, provocando em mim uma emoção a qual prometera a mim mesmo no passado não mais sentir, agora sem abrigo vejo-me perdido sem ter a onde ir, meus olhos frente ao espelho questionam-me em silêncio, o que fará a vida comigo se tudo que restou-me como bagagem fora uma desenfreada saudade e um franzino coração partido...

- Thiago Rafael.

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