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De malas prontas.

Vejo-me enrugado, espremido como objeto já não usado, em meio aos empoeirados que compõe o teu asilo de memórias, idosas passagens de tua vida que outrora a motivara, hoje tristonha encarando o bater das águas num fim de tarde, buscando no silêncio interrompido pelo sopro do vento, encontrar neste momento alguma verdade que traga-lhe algum sentido, sem egoismo, sem desejar o paraíso, querendo apenas um alguém para servir de abrigo, um ombro amigo para deixar de chorar sozinha, migrar de lar pois já não aguenta viver ao lado da solidão, esta insuportável vizinha...

- Thiago Rafael

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