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Sonhos destroçados.

Mate meu coração, disse-lhe quando cortou-me ao meio ao dizer adeus, seus versos suaves como navalhas a atravessarem minha pele torturada por tantos nomes, mesmo apoiado sob o ombro da poltrona, foi inevitável ir ao chão, meus ossos encostados naquele manto frio, refletindo em seus olhos o vazio dessa desilusão, feriu-me outra vez com as mãos, deslizando seus dedos em meu rosto, pedindo-me para não chorar, silenciou-me momentaneamente com um beijo, enquanto ao longe o som da porta batendo soava feito um trovão em minha mente, calmamente seguiu seu rumo, deixando-me sem prumo, sem forças para me reerguer, não há ao certo palavra que possa descrever tamanha dor, linhas num papel amarelado escreviam nossa história de amor, a sensação no calor dos nossos corpos, mesmo quando diziam sermos opostos, provávamos um do outro com tamanho fervor, envolvendo-a com meu abraço, resgatando-lhe do frio, com a vida inteira por um fio, trouxe-lhe para o meu aconchego, hoje tudo que vejo, são destroços de um universo cultivado em minha mente, distante do "eternamente", um sonho que nunca existiu...

- Thiago Rafael.

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