Sua mão fria em meu rosto, deixou-me exposto a fantasia, tolice pensar na alegria, distante horizonte a disfarçar seu gosto, traços num papel molhado, são mero esboço, os dedos calejados, maltratam-lhe a pele num simples gesto de carinho, curvas de pele a me mostrar o caminho, ludibriando pensamentos distantes, hora um mestre, outra errante, faço-me escravo deste aprendizado, devo chegar embriagado, é mais um passo que me distancia do teu peito, o tempo passou e hoje me vejo, estranho inquilino no teu sorriso, outrora num paraíso, o inferno tomou conta de mim, tornando-me assim, fugitivo de nossa realidade, maldade, é tudo que me resta, ver você feliz naquela festa, sentindo-me aflito por estar distante, culpa tenho eu de ser o amante, não cabe a mim sobre isso opinar, se concordei desdo principio, resta-me somente aceitar, passar dias e noites, em qualquer esquina, na mesa de um bar, desabafando com o copo vazio, igual como me sinto num dia frio, sem o conforto do teu abraço, retrato do meu peito é um estilhaço, cacos espalhados pela casa a perfurar nossos pés, mesmo maltratando-lhe, és o que és e ainda assim sois fortes, no entanto eu escolho a morte, de que a vida sem ter a sorte, de ter-lhe pra mim só por um dia.
- Thiago Rafael.
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