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Sádicos sorrisos.

Sentou-se a beira do meu peito, como quem senta-se a beira de um curto lago vitima da seca, estilhaçadas as bordas, caminhava descalça ferindo-se propositalmente com o intuito de redimir-se perante o ato, já satisfazia-se da troca no ferir ferindo-se mas não era suficiente, decidiu ferir-me mais bruscamente ferindo a si mesma enquanto rolava sob os cacos deixados no caminho, frutos dos sonhos deixados de lado, sopro no rosto e o suor nas costas, já nãos mais importa o quanto torne-nos sádicos, viramos escravos um do outro, teu sorriso faz-se presente em meu rosto, quando choro, cai de ti as lágrimas, assim escrevemos nossas páginas, este conto que chamados de amor...

- Thiago Rafael.

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