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O Capataz

Caem as asas dos pássaros noturnos, sob as casas de um fúnebre bairro, bizarro semblante a deslumbrar o reflexo da lua, nas águas que devastam caminhos, ninhos e ocas, índios imigrantes fugidos da fúria uivante, um punho alado cuja pele é branca, carregando consigo semblante inverso de quando criança, aventurando-se na maturidade frustrada, de um homem que deixou sua decência no meio do caminho, vive hoje sozinho a mastigar moedas, a carregar pesados fardos, deixando estragos por onde desliza seus pés, dizia-me os velhos sábios, quando caminhei junto a este amargo homem, "diga-me com quem andas que direi quem tu és".

- Thiago Rafael.

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