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Sádicos.

Aquelas pernas torneadas, apertavam-me o pescoço feito um nó quase solto, um suspiro era o que permitia-me, nos intervalos curtos em que gemia, dizia-me com palavras frias, "faça-me gozar", e eu com um desejo insanamente másculo, querendo desapegar-me das morais das histórias de amor, ainda que prezo a um romance, vir-me naquele instante, ver você como o lobo e eu como um caçador, buscando a todo custo, mesmo que por meio da dor, aflorar seus desejos canibalescos que devoravam-me por inteiro, deixando-me exposto a um mar de luxúrias as quais por tantas luas eu teria de esperar, como uma maldição na lua cheia, como um canto de sereia, seus gritos ecoaram em mim, parecia não ter fim, estava eu no ápice de um desejo desumano, os olhos que viajaram pelas curvas do teu delicado corpo, deslizando os dedos sob as cicatrizes de outrora, lentamente respirando, recuperando a sanidade que por alguns instantes acreditei ser tarde demais, a melodia que nossos corpos fazia, uma macabra fantasia a me enfeitiçar, desvio-me do seu olhar pois já não mais posso, estou exposto mas confesso que gosto, desse seu jeito único de me desprezar...

- Thiago Rafael.

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