Teus doces lábios perversos, quase tão quanto estes versos que ouso lhe citar, um desejar de águas claras, refletindo o encarar da lua, frente aos meus olhos totalmente entregue, nua, tua pele fria e enrugada, maltratada por minhas mãos calejadas, suas nádegas rosadas de minhas palmadas e um estranho sorriso no rosto, pela janela de nosso úmido quarto esvaiam hinos de luxúria, gritos cujo gosto podia-se sentir, o imaginar alheio fértil e ereto como meu intimo, movimentos leves num ritmo ousando-nos compor, melodias cuja dor notoriamente satisfatória, trouxeram-nos em outrora o mesmo prazer, migrando-nos de amantes a amados, temos nossos corpos idolatrados por quem por ventura se aventura nos observar, um estranho caminhar num universo cujo inverso é quase tão prazeroso que a forma moralmente correta de se amar...
- Thiago Rafael.
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