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Canibalesco desejo.
Caro amigo leitor, venho nesta tristonha noite vos confessar, mais verdadeiramente os contar um causo que envolveu-me em algum ponto de minha fantasiosa estrada, uma passagem de minha vida cujos sentidos fora aflorados e a carne de um intimo feminino devorado, mas não vos tratarei com tamanha indelicadeza, não é de minha natureza antecipar-me a dor de um amor de poucas horas, deixo-lhes com uma história que vos confesso desejar aguçar seus pensamentos mais sacanas...
Quase tão belamente fúnebre como uma tarde de luto, veio a mim quase expondo seu farto busto, uma dama de sobrenome Paula, sentou a frente dos meus olhos e fez-me degustar de seu cruzar de pernas, volumosas e lisas refletiam o anseio de meu ser em devorar sua intimidade, as cavidades de suas curvas quase tão perigosas quanto seu olhar, faziam-me tremer vez ou outra de tanto prazer, o fervor que cultivava em meu corpo os pensamentos maliciosos, o vermelho de seu batom, um tom de tamanha provocação conhecendo ela meus instintos mais sacanas, ousou levantar-se e seguir rumo ao toalete, com um fino lenço de um papel barato moldou a vermelhidão impregnada em seus lábios e descartou-o bem como faria com meus desejos, num instante virou-se e olhou-me fixamente nos olhos, tremi outra vez desta de tal modo incontrolado que chegou-me a causar imensa timidez, o nervosismo que em mim tal dama causava, disse-me olá com tamanha gentileza, seu timbre era doce e firme, tomado pela timidez gaguejei como se gago fosse, mas tal moça era gentil e sem muito importar-se com minha reação apenas levantou-se e sorriu, saiu ousando poucas vezes olhar para trás, afinal havia deixado a beira de um infarto um pobre rapaz, cujos pensamentos inflamáveis a envolvia.
Quem diria que tal dama voltasse dias depois aquele singelo local, eu usuário do lugar estava no mesmo assento, quando a vi novamente quase não podia crer por um momento, cocei os olhos três, quatro vezes, suas vestes desta vez eram curtas, sua boca hospedada um batom cor de vinho e seus delicados pés vestiam um vermelho sapato, quase tão brilhante quanto o negro de seus olhos, a figura de seu ser parecia em meu peito laminas a ir e vim num desenfreado pensamento, tomado outra vez pela loucura, vir-me naquele instante uivante e abismado com o volume que causava em minhas vestes, vindo a mim com um perfume sentido a distância, dotada de uma elegância que roubou todos os olhares dos quatro cantos daquele lugar, perguntou-me se podia sentar e outra vez gaguejante afirmei seu pedido, perguntou-me poucas coisas e elogiou o paladar do cozinheiro, convidou-me a ir ao banheiro e sem muito dizer ajoelhou-se frente ao meu intimo latejante, vir-me em transe pois não podia crer, como alguém feito eu desfrutaria das caricias de tão angelical ser, seu batom cor de vinho embriagou-me nas idas e vindas de sua boca, quase tão suave quanto o voar de uma pétala, fazia a festa em meus pensamentos mas não queria demonstrar tamanha infantilidade, mantive-me sério, concentrado em seu sugar de meu gozo, nas raspagens de seus dentes, feria-me sadicamente sorrindo, enquanto indo e vindo seu olhar roubava-me cada vez mais o folego, sentindo literalmente meu gosto fez expelir de mim um fluindo pegajoso, deslizando o indicador em seus lábios, olhou poucas vezes para os lados pois não importou-se em se expor, queria causar-me intenso prazer e dor, fugindo de todo e qualquer pudor que tal momento fosse nos causar, perguntou-me se havia outro lugar que a quisesse e desta vez mais confiante, não mais em tom gaguejante ousei afirmar, seguimos até seu luxuoso carro, guiei-lhe ordenando-a ir mais rápido, vir-me faminto, dominado por um selvagem prazer, sem desprezar o tempo levei-lhe ao meu apartamento, tremulo que mal encaixava a chave, estava nervoso é a verdade, devo confessar, mas não demorou muito para isso mudar, mal abrindo a porta já tomou-me a chave, trancou-nos e empurrou-me levando-me ao chão, pegou minha mão e levou aos seus fartos seios, ainda por baixo de suas vestes brincamos vestidos fantasiando desejos, batia-me no rosto, nos braços, mordia-me no pescoço e firmemente segurava-me o cabelo, com mesma ousadia fiz-lhe algo pior, próximo de nós havia um cipó, o envolvi em minha mão e a chicoteei, alguns gemidos roubei até que a mesma com um felino olhar segurou-me pelo intimo e guiou-nos a outro lugar, desta vez envolvidos em água, nossos corpos a facilmente deslizar, coloquei-lhe com os seios contra a parede, segurando firme em seus longos cabelos, usei-os como cabrestos para neste instante ofegante a guiar, empinava sua intimidade frontal, arrebatava-me freneticamente, suas mãos molhadas de gozo e água surrava-me vez ou outra, ousou muitas vezes mergulhar seus dedos em sua intimidade e leva-los a minha boca, provar de seu intimo a deixava louca, escalamos juntos paredes de prazeres inimagináveis, futuros pensamentos descartáveis que vez ou outra ferem-me ao lembrar, mas ainda fixados naquele momento, estávamos em todos os cômodos, mas o nosso pensamento em outro lugar...
- Thiago Rafael.
:: Inspirado em reais pensamentos.
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