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Luar das lamentações.

Teu semblante sorridente cultiva em mim um abrigo de lágrimas, estas cujas sementes em sua corrente despejam sob o solo do meu peito, um estranho sujeito a caminhar pelos córregos na fria madrugada, o forte cheiro de lodo em minhas botinas, o tinto tom de vinho em sua cortina, fico eu ao pé de sua janela a esperar, momentos estes cujas estrelas choram e a lua se esconde, você e seu amante, um conde cujo nome nego-me citar, desprezíveis risos que ecoam noite a fora, recolho as rosas e o meu bilhete de linhas tortas, sento-me no lar dos boêmios e ponho-me a chorar, amaldiçoados sentimentos a crescer em mim, lamento frente ao espelho, questiono-me de sua validade, não tenho outra verdade, será este o meu fim?

- Thiago Rafael.

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