Visitantes

Canteiro de fúnebres memórias.

As luzes se apagam no meu canteiro de memórias, um jardineiro cadavérico cujas mãos são ossos, colhendo entre os destroços que restaram de minhas boas memórias, não restaram nem ao menos os fios de cabelo, no espeço ficou o vulto de sangue, uma cicatriz cujas marcas citam poemas, estes ao fim contendo seu nome, do adormecer das corujas ao cantar dos pássaros, são rasos os passos pelos cômodos de nossa antiga casa, descer as escadas é torturante, não tanto quanto encarar nossa foto sorridente na estante, neste instante tudo que me toma é solidão, como vive um andarilho sem chão? viver em vão, foi a herança que seu sorriso deixou cravada em minhas mãos, crucificado dia pós dia por no passado contigo ter vivido uma intensa paixão...

- Thiago Rafael.

Nenhum comentário:

Postar um comentário