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Instantes Inquilinos.

Então certa tarde o sorriso moreno alcançou-me quando morrendo pela desventura de sozinho neste rumo seguir, estava prestes a de mim desistir, sua natureza mista composta por uma salada de sentimentos, estranhos ventos que sopram em direções opostas dentro de si mesma, sua voz roca gostosamente soava em meus ouvidos feito o zumbido de um gemido quando tocada a boca em nua nuca, nunca em mim tornou-se fruto o fácil deslumbre que tomou-me quando confiante foi permitindo-me o intimo conhecer, trouxe aos meus olhos o deslumbre de teu ser envolvido em contos medievalmente proibidos, tua cavidade sombreada escupida em distintas palavras que sopravam-me os ouvidos quando fixos os olhos prestigiavam-te prestes a amanhecer, a chuva inquilina que interrompia-me a musica serena que ouvira enquanto com você conversava, remetia-me lembranças de outrora desejada, quando cruzados nossos olhos naquela estrada de barro que dividia uma via da outra, você de costas partindo rumo ao teu ninho, eu de cá mordendo os lábios desejando com os dentes arrancar a tua roupa, ouvir outra vez tua voz roca dizendo-me sim's e não's embaraçosos que perdiam-se no estalar dos ossos que encostados os teus nos meus produziam incansáveis poesias, não havia tempo para notar o que fazias mas num estalo de dedo feito ao pé do ouvido, trouxe-me de um estranho jeito de volta a vazia vida que me cabia, embora no rosto expressões de alegria, a intimidade gritava teu nome e em minha mente tuas curvas a imaginação escupia...

- Thiago Rafael​

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