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Eras de quê?

Era de poesia que meu corpo faltava,
De poesia que meu corpo dizia,
Que meias metades tarde mas cedinho do dia,
A alegria de quando chovia com o sol no alto do céu.

Era de mel que no beijo o gosto sentia,
De um doce estranho gosto que faltava,
Que maltrata quando faz falta,
A boca macia que toquei um dia.

Era do gozo que reclamava o intimo,
De pouca carne tua que em minha mão cabia,
Que me entupia a boca na pouca luz do abajur,
A intimidade rosada e macia.

Era do colo que reclamava o choro,
De salgadas lagrimas que dos olhos alcançava a boca,
Que fazia-me outro durante a insônia em madrugada fria,
A mentira que no rosto escupia.

Era da saudade que eu sentia,
De tua ausência a prover o silêncio,
Que o vento deixou de soprar,
A voz tua antes feito fantasia.

Era de que há,
Era do que é,
Era da que foi,
Nada do que será...

- Thiago Rafael​

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