Com estes recortes tão banais que tentamos montar uma bela história de amor que nunca tramitou entre os corredores de nossos ecoantes corações, vazios de emoções que se quer a tristeza pôde nos conhecer, mesmo sendo estranho concordar com o nosso jeito de ser foi divertido te ter só para suprir o ego de familiares, de mãos dadas em tantos lugares e a cabeça tão distante daqui, você no seu colorido ninho de águias que descrevia daquele diário que sem você saber eu li e eu por outro lado no meu labirinto musgoso cheio de entrelinhas que visto do alto moldavam o rosto da pessoa amada que de tão imaginária nem forma humana possuía, não sei descrever se foi de tristeza ou de alegria que sorri com tua partida, tida com falsas lágrimas que corriam ferozmente pelo meu rosto como numa peça de teatro que o bom moço reclama a morte de sua amada, você se foi armada por um desejo imenso de ficar sozinha e eu aqui na cozinha chorando ao cortar cebolas tenho o amparo de pessoas que desconhecendo nosso estranho jeito de ser me dizem em tom sussurrante que tudo vai passar e outra vez eu terei você comigo, tolices confesso ao meu amigo diário que compro-lhe todas as tardes por ser o único sentado na calçada de uma rua repleta de lares e vazias de pessoas...
- Thiago Rafael.
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