Quanta tolice a minha te olhar silenciado enquanto tuas mãos fugiam das minhas e deslizante pelo meu corpo mapeava cada curva de mim alinhando seus olhos com o intimo que ereto encarava-lhe igualmente, a feição gélida e paralisada a qual se pôs por vários instantes nas idas e vindas da maciez de teus lábios na intimidade rosada que a deixava calada, selada por um desejo intenso que de tão ardente fazia-me travar os dentes em tua nuca na primeira oportunidade quase perpetua que a tive de costas a mim, teu cabelo mediano que envolvido entre meus dedos pressionados uns aos outros firmemente a impulsionava para trás deixando-lhe empinada e ofegante, instantes de idas e vindas com intimidades falantes que reclamavam uma o toque da outra e de tão gritante o desejo fez-me leva-lo a tua boca onde por minutos outra vez calada encarou-me e mesmo sem o interesse de sorrir você expôs os dentes mas outros fins lhe pertencia e aquele toque de sua boca macia deu lugar a leves mordidas no intimo que de certo modo assustado escorreu de sua boca e auxiliado pelos braços pus-lhe de lado e assim a penetrei outra vez, a tua perna colada em meu peito e meus dedos a percorrer tuas coxas faziam-lhe ocupar a boca com gemidos ácidos que ao encarar-te vez ou outra impulsionava-me a ferozmente avançar sem perguntar-lhe o desejo, estranhamente tais bruscos gestos alcançou-lhe de um jeito que o ofegante sorriso deu lugar a altos gemidos e os vizinhos que de tão incomodados desejavam em pensamento ocupar meu lugar ou ao menos ao nosso lado estar, observando aquela mistura sagrada de suor, dor e poesia que para nossa alegria transbordou-lhe no peito jatos visgosos e com um dos dedos retirou-lhe parte desta cobertura e levou-lhe a boca sem nenhum vestígio de vergonha ou medo...
- Thiago Rafael
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