Tão pouco me restou quando o por do sol chegou, perdas naturais quase tão quanto a luz do dia, a expressão no rosto roubada, a alegria desfiada transformada em agonia, era um novo dia e eu ainda chorava, eram pesadas as lagrimas que escorriam de meu rosto encontrando a calçada, sentada em algum lugar ela estava, levou consigo a esperança de um amor que só em mim durou, comigo ficou aquela chama chamada saudade, a vaidade de não querer se sentir só, procurando desatar folgados nós, uma maneira fácil de aliviar a dor, flor negra esta que nasceu onde antes o amor havia, há quem um dia acredite neste conto, talvez eu vá de encontro a um alheio sorriso, este cujas curvas me levem ou tragam-me outra vez de encontro ao abismo que é viver sozinho, passarinho a moldar seu ninho para viver só, sob o mais alto galho da arvore morta, falso sorriso exposto ao brilho do sol...
- Thiago Rafael
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